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News Standard

Escolher entre euro e coesão

O ministro das Finanças alemão, Theo Weigel, rejeitou publicamente que países como Portugal continuem a beneficiar do Fundo de Coesão, se entrarem para a moeda única.

Diário de Notícias | 1997-09-14

Escolher entre euro e coesão

Alqueva garantiu 40 milhões da União

A comissária europeia Monika Wulf-Mathies aprovou definitivamente um financiamento de cerca de 40,6 milhões e contos para o projecto de Alqueva. Estas verbas serão provenientes dos fundos estruturais, estando ainda prevista, no próximo ano, a aprovação de uma dotação para a central hidroeléctrica de Alqueva, proveniente do Fundo de Coesão. Em comunicado divulgado ao final da tarde, o Ministério do Equipamento congratulou-se com a medida anunciada em Bruxelas.

Diário de Notícias | 1997-07-29

Alqueva garantiu 40 milhões da União

1997

MORREU DIANA E ABRIU O COLOMBO

Com a Expo-98 no horizonte, a organização da exposição mundial de Lisboa não corria bem. Logo no início do ano demitiu-se o comissário responsável pela iniciativa, Cardoso e Cunha, por causa da derrapagem nas contas.

O acontecimento mais marcante de 1997 terá sido a morte da princesa Diana, quando o carro em que seguia embateu num pilar de um túnel em Paris ao tentar despistar paparazzi. Dias depois morreu Madre Teresa de Calcutá.

Dois grandes casos judiciais, hoje ainda por resolver, começaram neste ano. “Movimentos astronómicos” nas contas bancárias do advogado e ex-deputado do PSD Duarte Lima levaram as Finanças a abrir um inquérito. E o presidente do Benfica, Vale e Azevedo, ainda hoje em fuga, foi acusado de se ter apropriado de 300 mil contos [€1,5 milhões] da venda de um palacete do PSD em Sintra.

Na política doméstica teve repercussão a primeira grande entrevista de Jorge Sampaio enquanto Presidente da República, sobretudo por causa de uma confissão: também tinha conspirado contra Mário Soares, no sótão de Guterres.

E causou alguma agitação, sendo até debatido em Conselho de Ministros, um polémico programa da SIC, chamado “A Cadeira do Poder”, que testava as reações públicas a situações fictícias envolvendo políticos e outras figuras públicas.

Na diplomacia portuguesa registou-se uma situação caricata: foi nomeado um novo embaixador para Nova Iorque, que lá esteve um mês à espera da saída do cessante, sem que nunca tenham falado um com o outro.

No mundo artístico, foi neste ano que a cantora emigrante Linda de Suza (a da “mala de cartão”, lembram-se?) pediu ajuda ao Estado francês por estar na miséria e que o famoso grupo de teatro radiofónico Parodiantes de Lisboa pediu insolvência, depois de quase meio século de atividade.

O gasóleo agrícola passou a ter cor verde, para evitar fraudes, a Igreja Católica anunciava que o novo Catecismo ia deixar de aceitar a pena de morte. Era também anunciado que o espanhol ia ser ensinado nas escolas secundárias a partir do ano seguinte, como segunda língua opcional, e havia novidade em duas obras emblemáticas. Estavam construídos os primeiros quilómetros da Ponte Vasco da Gama, como o Expresso mostrou numa fotografia aérea publicada na primeira página, e era inaugurado o Centro Comercial Colombo.

O ano foi marcado por duas tragédias. Em abril, três encapuzados entraram na “boite” Meia Culpa, em Amarante, despejaram bidões de gasolina e incendiaram-na, causando 13 mortos. Em novembro, um aluimento de terras arrasou a localidade de Povoação, nos Açores, fazendo cerca de três dezenas de vítimas mortais.

No Expresso, 1997 – ano que foi clonada a ovelha “Dolly” e a Grã-Bretanha devolveu Hong Kong à China – voltou a ser um ano de inovação. Em maio foi lançado o Guia do Estudante e no verão o jornal começava a ser distribuído porta a porta em certas zonas da Grande Lisboa. A maior novidade seria, porém, a entrada na era digital: a partir das 14 horas de 12 de julho, o Expresso passou a estar disponível na internet.

1997

Finlândia prepara-se para dirigir EU

O emblema da primeira presidência europeia da Finlândia, marcada para o segundo semestre de 1999, já está a ser preparado através de um concurso lançado nas escolas secundárias de todo o país.

Diário de Notícias | 1997-02-09

Finlândia prepara-se para dirigir EU

Moeda única conquista credibilidade na Irlanda

A futura moeda única europeia (euro) ganhou ontem maior credibilidade com a aprovação do Pacto de Estabilidade e Crescimento, que garante a disciplina orçamental dos países que nela participam. Esta aprovação verificou-se durante a cimeira europeia que decorre até hoje em Dublin. A delegação portuguesa é chefiada pelo primeiro-ministro, António Guterres.

Diário de Notícias | 1996-12-14

Moeda única conquista credibilidade na Irlanda

PME na Europa representam 99% do total

Um recente relatório publicado pelo Eurostat, o instituto de estatísticas da União Europeia, deixa bem evidente por que razão se atribui tanta importância ao papel das pequenas e médias empresas (PME) na luta pela criação de mais postos de trabalho.

Diário de Notícias | 1996-12-09

PME na Europa representam 99% do total

O aluno prometedor

Portugal levou da Comissão Europeia nota de bom aluno. Para já, só a Itália e Grécia correm riscos de ficar fora do primeiro pelotão do euro.

Diário de Notícias | 1996-11-07

O aluno prometedor

Lisboa perde em 2003 os fundos da EU

A comissária do desenvolvimento regional quer limitar as zonas de apoios especiais. Lisboa fica de fora.

Diário de Notícias | 1996-07-29

 

Lisboa perde em 2003 os fundos da EU

Comissão quer reformar IVA

Bruxelas quer o IVA cobrado no país de origem do produto. Uma revolução imposta pela introdução da moeda única.

Diário de Notícias | 1996-07-11

Comissão quer reformar IVA

Mais fundos para melhores vias

Portugal desistiu do projecto de auto-estrada Lisboa-Valladolid, em favor de um sistema multimodal que o beneficia no acesso aos fundos estruturais. Em Florença, ficou ainda decidido dar mais apoio às PME, para ajudar a criar emprego.

Diário de Notícias | 1996-06-23 

Mais fundos para melhores vias

Atitude dos europeus face à educação

Um total de 68 por cento dos portugueses desejam continuar a estudar ao longo de toda a vida para melhor se adaptarem às mudanças na sociedade. Este desejo de aprendizagem permanente torna-se mais acentuado nos jovens entre os 15 e os 24 anos, onde tal proporção sobe para 78 por cento.

Diário de Notícias | 1996-05-27

Atitude dos europeus face à educação

1996

VIAGENS-FANTASMAS E VACAS LOUCAS

1996 começou com uma situação insólita: um sorteio do Totoloto teve de ser repetido, porque na extração inicial saiu por engano uma bola com o número zero. E com um novo Presidente, Jorge Sampaio.

Durante o ano, um dos temas políticos de que mais se falou foi do “caso Batman”, como ficou conhecido o esquema de viagens-fantasmas de dezenas de deputados, que utilizavam verbas de viagens da Assembleia da República para pagar despesas pessoais. Fora da política, um dos casos do ano foi a morte e decapitação de um detido pelo sargento que comandava a esquadra de Sacavém.

A doença das vacas loucas (encefalopatia espongiforme bovina, BSE, na sigla em inglês) foi um assunto recorrente. Dois anos depois de ter sido reconhecida a existência de casos em Portugal, foi elaborado um plano para a erradicação da doença, que ia corroendo o cérebro das vacas até à morte. A enfermidade passaria para os humanos, com os mesmos efeitos. As “iscas com elas” desapareceram praticamente dos menus.

Como mostra a primeira página do Expresso escolhida para representar esse ano, foi inaugurada uma igreja radicalmente diferente de todas as outras — o templo futurista de Marco de Canaveses, da autoria de Siza Vieira. Um bispo, D. Ximenes Belo, de Díli, recebeu o prémio Nobel da Paz, juntamente com José Ramos-Horta.

Um dos grandes vultos da cultura nacional, Vergílio Ferreira, deixou-nos neste ano, durante o qual surgiu a primeira indicação de que a Guiné Equatorial queria aderir à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Outras notícias de que o Expresso fez chamada ao longo do ano na primeira página foram de assuntos como o estado da Educação — 6 mil notas zero nos exames de Matemática do 12º ano — a temas ligeiros. Um deles contava que estava por cá um cavalo da Real Escola Andaluz de Arte Equestre, para cobrir éguas nacionais a custo zero (se fosse um cavalo luso custaria cerca de 500 contos [€2500] por cobrição). E faziam-se contas: chegado no início dessa semana, o garanhão espanhol tinha feito até à hora de fecho da edição seis cobrições.

Com o início do verão, o Expresso tomava a decisão inédita de enviar a redação do Viva, o caderno de life&style, que nessa altura tinha mais de uma dezena de elementos, para o Algarve nos meses de julho e agosto.

Foi a meio deste mês que Marcelo Rebelo de Sousa se queixou na primeira página do Expresso de que já tinha “feito as contas” e podia dizer que ganhava menos num ano enquanto líder do PSD do que ganhava antes por mês.

Na edição seguinte, uma foto na primeira página que hoje seria considerada sexista: uma mulher em biquíni na praia, a ilustrar um artigo sobre o verão menos quente do Algarve em 15 anos.

Sempre a inovar, o Expresso, que no início do ano tinha criado um caderno de televisão (Antena), lançou mais dois: Economia & Negócios e XXI.

 

1996