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News Standard

Comissão quer reformar IVA

Bruxelas quer o IVA cobrado no país de origem do produto. Uma revolução imposta pela introdução da moeda única.

Diário de Notícias | 1996-07-11

Comissão quer reformar IVA

Mais fundos para melhores vias

Portugal desistiu do projecto de auto-estrada Lisboa-Valladolid, em favor de um sistema multimodal que o beneficia no acesso aos fundos estruturais. Em Florença, ficou ainda decidido dar mais apoio às PME, para ajudar a criar emprego.

Diário de Notícias | 1996-06-23 

Mais fundos para melhores vias

Atitude dos europeus face à educação

Um total de 68 por cento dos portugueses desejam continuar a estudar ao longo de toda a vida para melhor se adaptarem às mudanças na sociedade. Este desejo de aprendizagem permanente torna-se mais acentuado nos jovens entre os 15 e os 24 anos, onde tal proporção sobe para 78 por cento.

Diário de Notícias | 1996-05-27

Atitude dos europeus face à educação

1996

VIAGENS-FANTASMAS E VACAS LOUCAS

1996 começou com uma situação insólita: um sorteio do Totoloto teve de ser repetido, porque na extração inicial saiu por engano uma bola com o número zero. E com um novo Presidente, Jorge Sampaio.

Durante o ano, um dos temas políticos de que mais se falou foi do “caso Batman”, como ficou conhecido o esquema de viagens-fantasmas de dezenas de deputados, que utilizavam verbas de viagens da Assembleia da República para pagar despesas pessoais. Fora da política, um dos casos do ano foi a morte e decapitação de um detido pelo sargento que comandava a esquadra de Sacavém.

A doença das vacas loucas (encefalopatia espongiforme bovina, BSE, na sigla em inglês) foi um assunto recorrente. Dois anos depois de ter sido reconhecida a existência de casos em Portugal, foi elaborado um plano para a erradicação da doença, que ia corroendo o cérebro das vacas até à morte. A enfermidade passaria para os humanos, com os mesmos efeitos. As “iscas com elas” desapareceram praticamente dos menus.

Como mostra a primeira página do Expresso escolhida para representar esse ano, foi inaugurada uma igreja radicalmente diferente de todas as outras — o templo futurista de Marco de Canaveses, da autoria de Siza Vieira. Um bispo, D. Ximenes Belo, de Díli, recebeu o prémio Nobel da Paz, juntamente com José Ramos-Horta.

Um dos grandes vultos da cultura nacional, Vergílio Ferreira, deixou-nos neste ano, durante o qual surgiu a primeira indicação de que a Guiné Equatorial queria aderir à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Outras notícias de que o Expresso fez chamada ao longo do ano na primeira página foram de assuntos como o estado da Educação — 6 mil notas zero nos exames de Matemática do 12º ano — a temas ligeiros. Um deles contava que estava por cá um cavalo da Real Escola Andaluz de Arte Equestre, para cobrir éguas nacionais a custo zero (se fosse um cavalo luso custaria cerca de 500 contos [€2500] por cobrição). E faziam-se contas: chegado no início dessa semana, o garanhão espanhol tinha feito até à hora de fecho da edição seis cobrições.

Com o início do verão, o Expresso tomava a decisão inédita de enviar a redação do Viva, o caderno de life&style, que nessa altura tinha mais de uma dezena de elementos, para o Algarve nos meses de julho e agosto.

Foi a meio deste mês que Marcelo Rebelo de Sousa se queixou na primeira página do Expresso de que já tinha “feito as contas” e podia dizer que ganhava menos num ano enquanto líder do PSD do que ganhava antes por mês.

Na edição seguinte, uma foto na primeira página que hoje seria considerada sexista: uma mulher em biquíni na praia, a ilustrar um artigo sobre o verão menos quente do Algarve em 15 anos.

Sempre a inovar, o Expresso, que no início do ano tinha criado um caderno de televisão (Antena), lançou mais dois: Economia & Negócios e XXI.

 

1996

 

Euro em campanha de charme

Quase metade dos portugueses apoiam o Euro enquanto os opositores se ficam pelos 31 por cento.

Diário de Notícias | 1996-01-23

Euro em campanha de charme

Convergência Solidária

Os Quinze querem decidir em 1998 quem entra e quem fica fora da moeda única. Sousa Franco acredita que Portugal poderá aderir. Em Madrid, Guterres considerou que o rigor exigido pelos critérios de convergência deve ser compensado com medidas de solidariedade social.

Diário de Notícias | 1995-12-16

Convergência Solidária

Euro sem data de nascimento à vista

Euro é o nome favorito para a futura moeda única europeia. Na cimeira de Madrid os Quinze deverão reafirmar as metas para a UEM, apesar das dúvidas sobre as condições, de grande parte dos parceiros, para a alcançar.

Diário de Notícias | 1995-12-15

Euro sem data de nascimento à vista

UE ameaça cortar verbas se Portugal falhar défice

A Comissão Europeia poderá propor, já em Março de 1996, cortes de verbas do Fundo de Coesão aos países beneficiários que não cumprar os critérios de Maastricht em matéria de redução dos défices orçamentais. Eduardo Catroga não se mostra preocupado. Após a reunião do Ecofin, em que esta possibilidade foi expressamente deixada em aberto, garantiu que Portugal vai “cumprir folgadamente a meta dos 5.8 por cento fixada pela União para 1995”. Votou contra, afirma, por solidariedade com gregos e espanhóis, que “estão com dificuldades em atingir as metas de redução dos défices”.

Diário de Notícias | 1995-07-11 

UE ameaça cortar verbas se Portugal falhar défice

Herança pesada para Filipe

A Espanha recebeu uma pesada herança da presidência francesa da EU. Felipe González é um europeu ambicioso, mas falta-lhe alguma margem de manobra interna.

Diário de Notícias | 1995-07-03

Herança pesada para Filipe

UEM adiada por dois anos

Os ministros das Finanças da EU querem a terceira fase da União Económica e Monetária em 99.

Diário de Notícias | 1995-06-20 

UEM adiada por dois anos

1995

A MARQUISE DE CAVACO

Um dos protagonistas do ano foi António Guterres, que se tornou primeiro-ministro depois de o PS ter ganho as eleições de 1 de outubro. Outros nomes que se destacaram foram o de Freitas do Amaral, eleito presidente da Assembleia- Geral das Nações Unidas, Durão Barroso e Fernando Nogueira (em luta pela liderança do PSD), Ramalho Eanes (que se declarava pronto para avançar para a Presidência) e D. Duarte Nuno (que se casou com Isabel de Herédia).

O primeiro-ministro, Cavaco Silva, também esteve em foco, nomeadamente por obras que fez em casa (numa marquise e numa casa de banho), em Lisboa, situada numa travessa que por isso se tornaria conhecida — Travessa do Possolo. O chefe do Governo chegou, aliás, a queixar-se ao Parlamento de que o Expresso tinha invadido a sua privacidade, por causa de uma investigação jornalística que nem sequer ainda tinha sido publicada. O caso tinha a ver com a eventual fuga do empreiteiro ao pagamento de IVA.

Outra notícia que causou agitação — e algum alarme foi a decisão espanhola de autorizar mais um transvase gigantesco de águas do Tejo, depois de já ter feito o mesmo em relação ao Douro.

No âmbito internacional destacou-se o atentado da seita religiosa japonesa Verdade Suprema, que libertou gás sarin no metro de Tóquio, fazendo 12 mortos e mais de 5000 intoxicados.

Na primeira semana de agosto, o Expresso fez o já tradicional balanço dos políticos em férias: o líder do PSD, Fernando Nogueira, passava-as em São Pedro do Sul, e o do PS, António Guterres, em Albufeira. O Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, estava em Nice.

A descoberta de gravuras rupestres em Foz Côa levou ao adiamento sine die da construção da barragem para aí prevista e a ANA propunha que o novo aeroporto de Lisboa fosse no Montijo. Entretanto, era anunciado que a barragem de Alqueva ia avançar.

A meio do ano, a sida causava dois mortos por dia em Portugal, e, na primeira edição de julho, o Expresso anunciava na primeira página que a comunidade homossexual portuguesa ia reunir-se pela primeira vez publicamente para comemorar o Dia do Orgulho Gay.

Mais para o fim do ano, Portugal anunciava o envio de 900 soldados para a Bósnia, no quadro da força da NATO para controlar os acordos de paz, a Sonae noticiava a criação de um banco e a ex-jornalista Manuela Moura Guedes era a deputada indicada pelo PP para a Comissão de Acompanhamento da Expo’98, projeto que era já alvo de acusações de irregularidades financeiras.

1995 – ano em que o Expresso editou um dos seus maiores sucessos editoriais, o Guia de Portugal, com o qual bateria o recorde de vendas, ultrapassando os 200 mil exemplares – terminou com Sintra a entrar para a lista do Património Mundial da UNESCO.

 

1995

 

Um SME para o pelotão de trás

Um novo sistema monetário europeu poderá ser criado para os Estados membros que não aderirem à moeda única em 1999, por forma a articular as moedas dentro e fora do euro. Só a Inglaterra não está de acordo.

Diário de Notícias | 1995-04-14

Um SME para o pelotão de trás