MEDIA AGE EXPERIENCE
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News Standard

9 – Portugal

A liberdade de imprensa é robusta em Portugal.

A liberdade de imprensa é robusta em Portugal.

Os jornalistas fazem as suas reportagens sem restrições, embora alguns possam sofrer ameaças de grupos extremistas.

Embora o mercado português, com uma população de 10 milhões, seja dominado por cinco grandes grupos de imprensa (Impresa, Cofina, Media Capital, Global Media e RTP), privados e públicos, existem no país nada menos que 300 empresas jornalísticas e mais de 1.700 publicações periódicas, incluindo 4 diários nacionais. Dois semanários impressos foram fundados em 2021. No setor audiovisual, o canal CNN Portugal foi criado num mercado formado por três outros canais de notícias nacionais.

Em geral, o governo e os partidos políticos respeitam o trabalho dos média. No entanto, enquanto cobriam as suas atividades durante as eleições presidenciais de janeiro de 2021, jornalistas foram ameaçados e insultados por apoiantes do partido de extrema-direita Chega, bem como pelo seu diretor de campanha.

A legislação portuguesa não sofreu alterações recentes e continua a ser muito protetora dos jornalistas, que podem contar com sólidas normas legislativas e constitucionais que garantem a liberdade de imprensa. Contudo, os meios de comunicação não estão imunes às pressões judiciais que entravam a liberdade de informação. Assim, o denunciante Rui Pinto está a ser julgado desde 2020 por estar por detrás das investigações jornalísticas “Football Leaks” e “Luanda Leaks”. Durante o ano de 2021, foi revelado que um promotor ordenou a vigilância de vários jornalistas como parte de uma investigação sobre a violação do segredo de justiça realizada três anos antes.

Embora se note uma melhoria geral nos resultados financeiros da imprensa em 2021, as restrições devido à Pandemia tiveram um impacto negativo no setor dos média. Os jornais sofreram uma erosão significativa nas vendas de edições impressas, embora este enfraquecimento tenha sido parcialmente compensado pelo aumento das assinaturas digitais. Como resultado, os salários dos jornalistas sofreram uma desvalorização.

Assim como noutros países, repórteres que acompanhavam protestos anti vacinas durante a pandemia de Covid-19 foram ocasionalmente agredidos.

Os jornalistas podem ser vítimas de agressões verbais e físicas no exercício da sua função. Em abril de 2021, um operador de câmara do canal de televisão TVI foi insultado e agredido fisicamente por um empresário do futebol no final de um jogo. No início de 2022, o grupo Impresa, proprietário do maior jornal e do canal de televisão mais assistido do país, sofreu um grande ataque cibernético que o privou de todos os seus arquivos digitais.

A estante digital

Extratos de livros e artigos que nos ajudam a compreender melhor os Media, a Comunicação e o Jornalismo. Para folhear em suporte digital. E há mais na Loja do piso 0. Em papel

Livros e artigos que melhoram o conhecimento sobre Media, Comunicação e Jornalismo

1 – Noruega

A Noruega apresenta um mercado mediático dinâmico, marcado por empresas de grande independência editorial. Existem 230 meios de comunicação no país, mas é a emissora pública NRK que domina o mercado audiovisual, seguida do canal comercial TV2.

A Noruega apresenta um mercado mediático dinâmico, marcado por empresas de grande independência editorial. Existem 230 meios de comunicação no país, mas é a emissora pública NRK que domina o mercado audiovisual, seguida do canal comercial TV2.

O mercado mediático online tem vindo a crescer nos últimos anos, especialmente o setor de opinião mais radical. A versão online do jornal VG é a mais lida.

A Constituição da Noruega defende como garantias a Liberdade de Expressão e o direito à informação pública, que também é protegido por várias outras leis. A indústria dos média tem um código de ética comum.

O ambiente político é bastante favorável para os média noruegueses, sem que os políticos interfiram nos conselhos editoriais dos órgãos públicos. Contudo, a recolha extensiva de dados de comunicação realizada pelo governo representa um risco potencial para a proteção das fontes jornalísticas.

A Autoridade dos Média Norueguesa recolhe, classifica e publica dados sobre os proprietários de grupos de comunicação social. Os órgãos reguladores da concorrência, por sua vez, protegem o pluralismo em termos de propriedade. A política de “IVA zero” aplicada aos meios de comunicação contribui para manter a qualidade e o pluralismo.

De modo geral, a sociedade e o Estado incentivam o jornalismo independente e o debate de ideias.

Em geral, os jornalistas trabalham num ambiente seguro, com apenas alguns casos excecionais de violência física, mas as ameaças são comuns.

O NewsMuseum

É a maior experiência de Media e Comunicação da Europa.

O legado

A “notícia” é a matéria-prima dos Media, do Jornalismo e da Comunicação. Um “Museu das Notícias” é o meu projecto de “fecho de carreira”. Trabalho há mais de 40 anos na indústria dos Media, primeiro como locutor de rádio, depois como jornalista e, a seguir, como consultor de comunicação.

A “notícia” é a matéria-prima dos Media, do Jornalismo e da Comunicação. Um “Museu das Notícias” é o meu projecto de “fecho de carreira”. Trabalho há mais de 40 anos na indústria dos Media, primeiro como locutor de rádio, depois como jornalista e, a seguir, como consultor de comunicação.

minha vida profissional – e profissionalizei-me aos 17 anos – foi sempre no ambiente da Comunicação. E no meu intenso período de jornalismo “agencieiro” e “radiofónico” adquiri a costela fundamentalista do culto da notícia.

Em 2014, decidi deixar um legado que ajude a conhecer melhor, a compreender e a promover a relevância, a evolução, as personagens e os mecanismos do sistema mediático, ao mesmo tempo que ajuda a enquadrar episódios da nossa história recente a partir dos relatos de jornais, rádios, televisões e media sociais.

Não foi uma ideia que tenha nascido sozinha na minha cabeça. Com a passagem dos anos e o acréscimo de responsabilidades habituei-me a funcionar com equipas, a partilhar, a delegar, a responsabilizar. E a sentir que os outros com quem trabalho fazem despertar ideias que podiam ser minhas. Como esta do museu.

É esta ideia colectiva do final de 2014 que iremos pôr em prática em 2015 (lentamente – porque queremos ser nós próprios a executá-la e a saborear a sua produção) e inaugurar algures em 2016. É um excelente programa, não acham?

https://www.youtube.com/watch?v=LlIr5ohdjvo&feature=youtu.be

Uma palavra com problemas de reputação

É o nosso cantinho secreto. As marcas de António Ferro, uma pintura do muralista do MRPP, histórias, protagonistas e antagonistas da propaganda. E cartazes para colar. Na Via di Propaganda. E não precisa de ir a Roma… Curador: Francisco Seixas da Costa

É o cantinho secreto do NewsMuseum. E mais não dizemos…

O panteão daqueles que o Jornalismo imortalizou

É a homenagem àqueles que têm definido a história do Jornalismo português. Pioneiros, fundadores, repórteres, cronistas e comunicadores. O panteão do NewsMuseum – selecionado por Adelino Gomes, Alexandre Manuel e Oscar Mascarenhas

São 31 jornalistas que se libertaram da “lei da morte”. Pioneiros, Fundadores, Diretores, Repórteres, Comunicadores, Cronistas. Evocados em dezenas de depoimentos

Um direito escasso

Portugal é um dos países com mais qualidade em matéria de Liberdade de Imprensa. Porque vivemos neste ambiente somos levados a supor que a Liberdade de Imprensa é mais universal do que na realidade é. Apenas 1 em cada 7 cidadãos do mundo vivem em sistemas de harmonia com este direito fundamental.

O nosso globo luminoso atualiza os relatórios dos Repórteres Sem Fronteiras e permite consultar o “ranking” das nações.

Apenas 1 em cada 7 cidadãos do mundo vivem em sistemas de harmonia com este direito fundamental. O nosso globo luminoso atualiza os relatórios dos Repórteres Sem Fronteiras e permite consultar o “ranking” das nações.

Como as guerras mudam o jornalismo

O Jornalismo mudou a forma de fazer a guerra e a guerra mudou a forma de fazer Jornalismo. No NewsMuseum fazemos a história da evolução da convivência, nem sempre saudável, entre guerra e Jornalismo. Destaque para os segmentos sobre a Guerra Civil de Espanha e a Imprensa, a II Guerra Mundial e a Rádio, a Guerra do Vietname e a TV e a Imagem, e a Guerra do Iraque e os Diretos. Tudo isto visto num ambiente que recria uma varanda da Bagdad debaixo de fogo perante os olhos de meia humanidade. Curador: José Rodrigues dos Santos 

Considerada disciplina maior do Jornalismo, a cobertura mediática dos conflitos bélicos ocupa lugar de destaque no NewsMuseum num espaço que tem como curador José Rodrigues dos Santos

A fama indesejada

Ups, alguma coisa correu mal. Gralhas de jornais, registos de TV. Aqueles momentos que os jornalistas preferem não recordar

Tinha tudo para correr mal. E correu. Gafes e gralhas – porque sem estes momentos o mundo mediático seria mais monótono

Do “grassroots” à propagação global do fenómeno católico

Do clássico “grassroots” à propagação global, o mais importante fenómeno mediático português é objeto de estudo no NewsMuseum

Como um episódio passado quase incógnito numa aldeia de Portugal se transforma em fenómeno mediático global e torna Fátima marca de referência do catolicismo. Módulo em desenvolvimento

Quando os combates são de palavras

Já foram semiclandestinos a tiro ou a golpes de espadachim. Mas, no nosso tempo, os duelos passam na TV. E, felizmente, não fazem mortos nem feridos – a não ser nos egos pessoais e nas carreiras mediáticas. Curadores: Joaquim Letria e José Eduardo Moniz

As armas de fogo, as espadas e as bofetadas foram substituídas pelas palavras. Os grandes duelos do nosso tempo são saudavelmente nos Media. Soares vs Cunhal. Saramago vs Lobo Antunes. Reacionários vs Revolucionários…