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News Standard

A Capital

Jornal com duas vidas, a primeira na Rua do Norte, entre 1910 e 1926, e a segunda, de 1968 a 2005, em vários locais. Mas, até 1972, a sede d’A Capital é na Rua do Século. Pela redação passam grandes nomes do jornalismo português, como Norberto Lopes, Mário Neves e Tolentino Nóbrega.

Orgulhosamente sós

O então Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar, a 18 de fevereiro de 1965, profere a famosa expressão referente à ofensiva portuguesa nas colónias africanas numa altura em que o resto do mundo estava a descolonizar. Tal expressão ecoa aos ouvidos do sistema político e transforma-se no símbolo da coragem nacional.

O então Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar, a 18 de fevereiro de 1965, profere a famosa expressão referente à ofensiva portuguesa nas colónias africanas numa altura em que o resto do mundo estava a descolonizar. Tal expressão ecoa aos ouvidos do sistema político e transforma-se no símbolo da coragem nacional.

O jornal que morde

Um exemplar do “velho” papel para recordação

Os títulos ladram mas não mordem. A singela experiência em papel do NewsMuseum. Para sentir o toque

Os propagandistas

Campanhas nos media, cinema e arte alavancam a popularidade de diferentes regimes, geralmente ditatoriais. Por detrás das manipulações está alguém que cria e vigia: Joseph GoebblesCharles MastermanLu Dingyi 

Farpas Literárias

São dois dos maiores vultos da Literatura Portuguesa e não gostavam um do outro. Para além do atrito entre ambos, as convicções, os estilos e os comportamentos são dissonantes. As farpas foram sonorizadas por Bruno Ferreira

De um lado, o Nobel José Saramago. Do outro, o eterno candidato António Lobo Antunes. O que têm em comum os dois dos maiores vultos da Literatura Portuguesa? Apenas a Literatura.

A rejeição do livro

“Fomos dar prendas a famosos”. A manchete da revista Tal & Qual de 1998 prometia uma brincadeira que daria muito que falar… e que acabaria mal. Em pleno espírito natalício, a publicação decidiu oferecer a Saramago um livro de António Lobo Antunes como presente de Natal. E a porca torceu o rabo: Saramago recusa o presente, dizendo “Tome, não aceito e considero isto uma provocação”.

Parodiando o livro vencedor do Nobel da Literatura, Levantado do Chão (1980), a revista escolhe o título “Atirado ao Chão”, para a estória publicada. Na realidade, Saramago não atirou o livro ao chão, mas recusou-o. Com ou sem intenção, a revista lançava as hostes para a discórdia.

A provocação, porém, pareceu não causar reações do outro lado literário, e o assunto parecia quase esquecido. Ou talvez não.

Só muito mais tarde, em 2008, é que António Lobo Antunes pareceu reagir. O escritor confessava a Carlos Vaz Marques da revista LER que nem sequer conhecia a obra de Saramago, mas que certa vez vira uma fotografia dele a atirar um livro seu ao chão. Quase se arrependendo no momento seguinte, rapidamente acrescentava: “Deu-me vontade de rir. Mas o homem nem sequer me é antipático. Eu não o conheço.”

José Saramago não tardaria a responder, também numa entrevista para a revista LER: “Não lhe chamemos assim. Amizade, não. Isso são palavras maiores. Um contacto cordial”.

A rivalidade nunca seria publicamente assumida por qualquer das partes. Ainda assim, os dois escritores não se pouparam em lançar algumas farpas nas entrelinhas de esporádicas entrevistas.

A questão pessoal impunha-se sobre a questão profissional. Os estilos de ambos sempre divergiram. José Saramago foi conhecido por utilizar um estilo oral, em que a vivacidade da comunicação é mais importante do que a correção ortográfica de uma linguagem escrita. Já a escrita de António Lobo Antunes é marcadamente densa, sendo o seu percurso pautado por uma contínua renovação linguística.

Além de escritor, José Saramago foi jornalista, dramaturgo e poeta. Assumido militante do Partido Comunista Português (PCP), era também um ateu convicto. Na sua incursão pelo jornalismo, colaborou como crítico literário na revista  Seara Nova, em 1972 e 1973 fez parte da redação do jornal Diário de Lisboa, onde foi comentador político, tendo também coordenado o suplemento cultural do vespertino.

Entre abril e novembro de 1975 foi diretor-adjunto do jornal Diário de Notícias, título que lhe valeu uma certa reputação… mais polémica. José Saramago pretendia que o DN fosse “um instrumento nas mãos do povo português, para a construção do socialismo” e que quem não estivesse empenhado, melhor faria em abandonar o jornal. Quando um grupo de jornalistas entrega um documento a exigir a revisão da linha editorial do jornal, nada fazia prever o resultado: a suspensão de 24 jornalistas, um episódio que ficaria conhecido como o “saneamento dos 24” e que faria correr muita tinta.

A partir de 1976, passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, e em 1988 casou com Pílar del Rio. A 29 de junho de 2007 constitui a Fundação José Saramago para a defesa e difusão da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos problemas do meio ambiente. Com a morte do escritor em 2010, Pílar del Rio abre as portas da Fundação José Saramago ao público na Casa dos Bicos, em Lisboa.

Por seu turno, António Lobo Antunes licenciou-se em Medicina, com especialização em Psiquiatria, profissão que exerceu até 1985. Foi ainda Tenente e médico do exército Português em Angola durante a Guerra Colonial, temas que utilizou em abundância na sua escrita.

Apesar de terem 20 anos de diferença, ambos tiveram o seu apogeu literário nos anos 80 e talvez por isso tenham afiado as farpas que atiravam um ao outro. Saramago alcançou mais reconhecimento quando venceu o Nobel da Literatura, em 1998, com a obra Levantado do Chão. Já em 1995 tinha sido galardoado com o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da Língua Portuguesa. Para além do reconhecimento internacional incontornável da sua prosa em Língua Portuguesa, José Saramago consagrou-se através da sua forma muito peculiar de escrever.

Apesar de não autorizar a aplicação da ortografia, semântica e sintaxe brasileiras às suas obras, deslocou-se várias vezes ao Brasil para participar em conferências e palestras. António Lobo Antunes, neto de um brasileiro, mantinha um raro contacto com o Brasil.

Quando questionado sobre esta questão por um jornalista brasileiro, respondia com certa altivez: “Eu sou um homem generoso. Resolvi deixar o Brasil para Saramago, coitado, e ficar com o resto do mundo”.

O atrito entre ambos era bastante público. Em 2008, a equipa do “Vai Tudo Abaixo na América”, um programa humorístico da SIC Radical, pregou uma partida ao escritor António Lobo Antunes. Na série feita nos EUA, Lobo Antunes foi entrevistado por Wanderley Furacão, um brasileiro xenófobo que não gosta de portugueses, personagem interpretada por Jel, humorista e autor do programa. O escritor, que estava na Public Library em Nova Iorque a apresentar a sua obra, foi, propositadamente, confundido com o rival José Saramago. As referências ao trabalho e reconhecimento de Saramago foram mais do que muitas, mas o nome do escritor nunca foi pronunciado em toda a “entrevista”.

Facebook

É uma rede social lançada a 4 de fevereiro de 2004 por Mark Zuckerberg e pelos seus colegas de quarto da faculdade Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hudges. Atualmente cada utilizador passa em média 40 minutos por dia nesta rede social; é impossível bloquear Mark Zuckerberg e a fotografia com mais «gostos» é de Barack Obama a abraçar a mulher, Michelle Obama.

É uma rede social lançada a 4 de fevereiro de 2004 por Mark Zuckerberg e pelos seus colegas de quarto da faculdade Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hudges. Atualmente cada utilizador passa em média 40 minutos por dia nesta rede social; é impossível bloquear Mark Zuckerberg e a fotografia com mais «gostos» é de Barack Obama a abraçar a mulher, Michelle Obama.

Televisão a Preto e Branco

Durante cerca de 30 anos, entre a década de 1950 e a de 1980, as emissões de TV em Portugal são transmitidas a preto e branco. Nesta exposição, apresentamos alguns equipamentos cedidos pelo Museu da RTP – das câmaras às miras, passando pelos holofotes

Durante cerca de 30 anos, entre a década de 1950 e a de 1980, as emissões de TV em Portugal são transmitidas a preto e branco. Nesta exposição, apresentamos alguns equipamentos cedidos pelo Museu da RTP – das câmaras às miras, passando pelos holofotes

Objetos do passado

Das câmaras de filmar dos anos 50 aos gira-discos profissionais e ao telex. E as roupas que as pivôs dos telejornais foram vestindo. Equipamentos de museu que nos foram cedidos por RTP, LUSA e EFE

As ferramentas da história dos Media: câmaras da TV, gira-discos da Rádio, telexes da Agência. Peças que nos foram cedidas por RTP, LUSA e EFE 

SEGUNDO A SEGUNDO

Do clássico ciclo noticioso das 24 horas passou-se, em menos de uma década, para o ciclo do segundo a segundo. E o monopólio da indústria dos Media está a ser invadido pelos Media Sociais

É o espelho do novo ciclo noticioso: segundo a segundo tudo muda nos Media. Visualiza-se o pulsar dos Media Sociais

Banda Desenhada

É habitual lembrarmo-nos de personagens famosas de banda desenhada. Mas, o que têm elas em comum para surgirem juntas? O jornalismo é a profissão que as une.

É habitual lembrarmo-nos de personagens famosas de banda desenhada. São recordações presentes no nosso imaginário. Mas, o que têm elas em comum para surgirem juntas? O jornalismo é a profissão que as une.

Reel Filmes do Jornalismo

Jornalismo e jornalistas têm ganho protagonismo na sétima arte. As mais diversas facetas do jornalismo, grandes casos de investigação ou, até, a ética ou a falta dela são os principais assuntos explorados nestes filmes.

Jornalismo e jornalistas têm ganho protagonismo na sétima arte. As mais diversas facetas do jornalismo, grandes casos de investigação ou, até, a ética ou a falta dela são os principais assuntos explorados nestes filmes.

45 – Estados Unidos da América

Após um aumento acentuado em 2020, as violações à liberdade de imprensa diminuíram consideravelmente nos Estado Unidos, mas ainda existem obstáculos estruturais significativos neste país que já foi considerado um modelo de liberdade de expressão.

Após um aumento acentuado em 2020, as violações à liberdade de imprensa diminuíram consideravelmente nos Estado Unidos, mas ainda existem obstáculos estruturais significativos neste país que já foi considerado um modelo de liberdade de expressão.

Embora os grandes meios de comunicação americanos geralmente operem livres de qualquer interferência do governo, muitos desses meios são propriedade de um pequeno conjunto de indivíduos ricos.

Num cenário mediático global diversificado, a imprensa local diminuiu significativamente nos últimos anos. Um interesse crescente nos média partidários ameaça a sua objetividade, ao mesmo tempo em que a confiança do público na imprensa caiu de forma alarmante.

Após quatro anos de constante difamação da imprensa pelo presidente Trump, o seu sucessor, Joe Biden, expressou o desejo de ver os Estados Unidos recuperarem o seu status de modelo de liberdade de expressão, um desejo que se materializou na retoma das conferências de imprensa regulares da Casa Branca e da agência federal. Apesar desses esforços, muitos dos problemas subjacentes e recorrentes que afetam os jornalistas continuam a ser ignorados pelas autoridades, como o desaparecimento da informação local, a polarização dos média ou o enfraquecimento do jornalismo e da democracia causado pelas plataformas digitais e redes sociais.

Há um debate em curso sobre a reforma da Seção 230 da Communications Decency Act, que isenta as empresas proprietárias de redes sociais e outras empresas de hospedagem na internet da responsabilidade pelo conteúdo publicado por terceiros em suas plataformas. Há uma pressão crescente para uma revisão da decisão histórica Sullivan vs. New York Times, que protege amplamente os meios de comunicação de processos por difamação. A Press Act, lei federal destinada a proteger os jornalistas e as suas fontes, foi rejeitada por uma margem estreita em 2022. O governo dos Estados Unidos continua a pedir a extradição do fundador do Wikileaks, Julian Assange, para que ele responda na justiça pela publicação de documentos confidenciais divulgados em 2010. Assange permanece em prisão preventiva no Reino Unido, situação que impacta o saldo de ambos os países em termos de liberdade de imprensa. Mais de uma dúzia de estados e comunidades no país propuseram ou promulgaram leis para limitar o acesso dos jornalistas a espaços públicos, proibindo-os sobretudo de ter acesso a reuniões legislativas e de gravar a polícia.

As restrições económicas afetaram drasticamente os jornalistas que trabalham nos Estados Unidos, onde mais de 360 jornais desapareceram desde 2019 e onde os maiores jornais não param de perder assinantes. Embora alguns órgãos públicos, especialmente rádios, tenham conseguido compensar esse declínio graças a modelos de assinatura online, outros optaram pelo crescimento através de um sistema de doações individuais. Devido a uma economia imprevisível decorrente da pandemia de Covid-19 e à forte redução das receitas publicitárias, vários grandes meios de comunicação – sobretudo CNN, NBC, Buzzfeed, Vox e Washington Post – anunciaram ondas de demissões em 2022 e 2023. Essas condições económicas afetaram particularmente os meios mais pequenos e locais, cuja sobrevivência está cada vez mais ameaçada.

De acordo com estudos recentes, os média americanos são objeto de uma desconfiança sem precedentes. A desinformação que afeta a sociedade americana criou um clima em que os cidadãos não sabem mais em quem confiar. O assédio online, especialmente contra mulheres e minorias, também se mostra um problema real para jornalistas e pode afetar sua qualidade de vida e a sua segurança.

Nos últimos anos, os jornalistas americanos tiveram que trabalhar em condições perigosas e enfrentaram uma atmosfera de animosidade e agressividade sem precedentes durante manifestações, quando repórteres claramente identificados como tal foram alvo de agressões físicas deliberadas. Pode-se observar um padrão preocupante de assédio, intimidação e ataques a jornalistas em campo.