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Produzem a matéria-prima da informação que nos chega através dos Media e, durante um século, detiveram o quase monopólio do tráfico de notícias através do mundo. Apresentamos equipamentos cedidos pelas Agências Lusa e EFE: Telex, telefoto e as saudosas máquinas de escrever

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YouTube

Uma página de partilha de vídeos; uma plataforma de distribuição de conteúdos originais; um fórum de inspiração global. Fundado em 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, o YouTube tem mais de um milhar de milhão de utilizadores.

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Pêro Vaz de Caminha

Pêro Vaz Caminha testemunha – e relata ao monarca português – a descoberta do Brasil. Guiado pela missão de informar, o escrivão que acompanha a armada do navegador Pedro Álvares Cabral, é um dos «narradores do pré-jornalismo»

Protojornalista por excelência, o escrivão Pêro Vaz de Caminha descreve a D. Manuel I a chegada a um novo território. O relato do escrivão torna-se o primeiro documento escrito da História do Brasil

«Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500. Pêro Vaz de Caminha».

Assim terminava a carta enviada ao rei D. Manuel I, testemunho de uma descoberta que mudou verdadeiramente o rumo da História.

Era comunicada ao monarca a existência de territórios até então desconhecidos, batizados «Terra de Vera Cruz» – nem mais, nem menos do que o atual Brasil.

A missiva foi assinada por Pêro Vaz Caminha, escrivão que acompanhava a armada do navegador Pedro Álvares Cabral.

O documento informativo, celebrizado como «a carta de Pêro Vaz de Caminha», relata a descoberta do novo território e descreve os costumes dos indígenas.

Pela pena de Caminha, o rei D. Manuel acompanhou os momentos centrais da aventura da armada de Álvares Cabral.

O Brasil em palavras

Com a incumbência de transmitir ao monarca todas as ocorrências, o escrivão narrou a descoberta do território com tal admiração e riqueza de detalhe, que chegou a pedir perdão ao rei «se a algum pouco alonguei».

A carta imortalizou o nome de Caminha nos Descobrimentos Portugueses, sendo considerada o primeiro documento escrito da História do Brasil.

Mas o destino final da armada – e de Pêro Vaz de Caminha – não eram as terras de Vera Cruz.

As naus dirigiam-se para a Índia, onde Caminha tinha sido nomeado escrivão da Feitoria de Calecute, um importante e valioso cargo no Oriente.

Tinha, na altura, 50 anos.

À época, cabia aos escrivães redigir os documentos que relatavam as ocorrências de relevo, informando o Rei sobre os acontecimentos do seu vasto império.

O seu cargo revelava prestígio e confiança junto da Corte portuguesa, resultado de várias décadas ao serviço da Casa Real e dos reis D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I.

Em 1476, Caminha ocupara o cargo de mestre da balança da Casa da Moeda, julga-se que herdado do seu pai, o também escrivão Vasco Fernandes de Caminha.

No ano anterior, terá participado, à semelhança de muitos outros jovens, na Batalha de Toro, um conflito contra Castela onde vários portugueses perderam a vida.

Teria, na altura, cerca de 25 anos, acreditando-se que tenha nascido por volta de 1450, no Porto.

A sua formação cultural era sólida para a época, com uma escrita que revelava erudição e conhecimento, características reconhecidas pela Casa Real através da nomeação para diversos cargos públicos.

Em 1497, enquanto Vereador, assumiu a responsabilidade de redigir os Capítulos da Câmara Municipal do Porto a serem apresentados às Cortes de Lisboa.

Três anos depois, chegava a oportunidade de viajar com a armada de Pedro Álvares Cabral.

Embora se trate de um dos mais importantes documentos dos Descobrimentos Portugueses, a carta de Pêro Vaz de Caminha permaneceu desconhecida do público durante mais de dois séculos.

Encontrada no século XVIII, na Torre do Tombo, foi publicada pela primeira vez no século XIX.

O último parágrafo da missiva assume, aos olhos da sociedade atual, contornos curiosos.

«A Ela [Vossa Alteza] peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro – o que d’Ela receberei em muita mercê».

Caminha apelava ao rei que perdoasse o seu genro, detido em São Tomé por assalto à mão armada.

Jorge de Osório era marido de Isabel de Caminha, que terá sido a única filha do escrivão com a sua esposa, Catarina Vaz.

D. Manuel I acedeu ao pedido, mas Pêro Vaz de Caminha não o chegou a saber.

Morreu num ataque à Feitoria de Calecute, em dezembro de 1500.

Mais de quinhentos anos depois, permanecem os seus relatos – pejados de assombro e admiração, é certo, mas fiéis e informativos – dos novos mundos que os portugueses deram ao mundo.

Jornalismo do «vi claramente visto»

Pêro Vaz de Caminha personifica a figura dos «narradores do pré-jornalismo», sinalizando os primórdios de uma atividade de cariz informativo que iria culminar, séculos depois, no nascimento do jornalismo moderno.

Fernão Lopes, Fernão Mendes Pinto, Padre António Vieira, Ramalho Ortigão, Fialho de Almeida, Ferreira de Castro, narradores do «vi claramente visto», são outros dos nomes que, ao longo dos séculos, se destacaram pelo seu contributo para o processo evolutivo do jornalismo.

Estes «protojornalistas», muitos ainda carecendo das técnicas e métodos hoje associados à prática do jornalismo, possuem algo em comum: a missão de informar.

Uma missão que constitui a base e o dever maior da prática jornalística.

As ondas globais da Rádio

É o inglês James Clerk Maxwell quem demonstra, em 1863, a existência teórica das ondas eletromagnéticas. E é o italiano Guglielmo Marconi quem, em 1894, emite os primeiros sinais da Rádio. De então para cá este meio de Comunicação faz muitas ondas em todo o mundo

Locução – João David Nunes

Placa comemorativa do Grand Hotel Miramare, em Génova, que assinala o momento em que Guglielmo Marconi transmitiu, naquele local e pela primeira vez, sinais de rádio a uma distância de 150 quilómetros.

 

De Samuel Morse à confirmação teórica das ondas eletromagnéticas
  • 1838 – Samuel Morse Solicitou, nos registos americanos, a patente para um telégrafo.
  • 1842 – O inglês Alexander Bain Inventa o telégrafo de gravação eletroquímica que estabeleceu os princípios de gravação do fac-simile.
  • 1844 – Samuel Morse transmitiu, por telégrafo, de Washington para Baltimore, a sua célebre mensagem «What hath God wrought» (O que Deus forjou), a 24 de maio.
– Nasceu em França Edouard Brandly, inventor do radiocondutor (cohesor), ou seja, o primeiro aparelho detetor de ondas de rádio. Em colaboração com o conde George Von Arco, que fora seu assistente em Charlottenburg, fundou a Slaby-Arco, que acabou por se fundir com a Braun e a Siemens dando origem à empresa alemã Telefunken.
  • 1849 – John Walker Wilkins, um inglês pioneiro da telegrafia, anteviu a possibilidade da telegrafia «sem fios».
  • – Nasceu em Lancaster, Inglaterra, John Ambrose Fleming, inventor da válvula termiónica, o primeiro detetor eletrónico de ondas eletromagnéticas.
  • 1857 – Nasce, na Alemanha, Heirich Rudolph Hertz, um brilhante sábio da física e o fundador da T.S.F.
  • 1858 Entrada em Funcionamento do Primeiro Cabo Submarino Transatlântico. Este cabo falhou após algumas semanas. O primeiro cabo com sucesso foi lançado em 1966.
  • 1863 – O cientista Inglês James Clerk Maxwell apresenta a existência teórica das ondas eletromagnéticas (Rádio).
Da União Telegráfica Internacional ao envio dos primeiros sinais radiofónicos
  • 1865 – A 17 de maio institui-se a União Telegráfica Internacional. É nesta data que se comemora o Dia Mundial das Telecomunicações.
  • 1874 Nasce em Bolonha, Itália, Guglielmo Marconi, conhecido pelas suas experiências com a telegrafia sem fios.
  • 1876 Alexander Graham Bell recebeu a patente americana para o telefone.
  • 1877/1878 – Thomas Edison faz a primeira gravação de som, dizendo as seguintes palavras: Mary Had a Little Lamb
  • 1887 – Heirich Rudolph Hertz, físico Alemão, baseia-se nas teorias de James C. Maxwell e faz a demonstração das ondas eletromagnéticas através de uma experiência.
  • 1890 – O professor Édouard Brandly inventa, em França, um aparelho que deteta ondas de rádio. Chamou-lhe «Radioconductor», mas tornou-se conhecido como «Cohesor».
  • 1893 – É feito o primeiro noticiário para vários telefones pelo húngaro Tuvadar Puskas.
  • 1894 – O inglês Olivier Lodge consegue captar ondas hertezianas a 36 metros de distância.
– A primeira antena para a receção e emissão de ondas eletromagnéticas é idealizada por Nathan Stribblefied, nos EUA. – Em Itália, um jovem de 20 anos, Guglielmo Marconi, junta as descobertas anteriores e envia os primeiros sinais de rádio através do quarto. De Alexander Popov à Marconi Wireless Telegraph
  • 1895 – Alexander Popov, físico russo, construiu um detetor de sinais eletromagnéticos, parecido com o de Brandly, e ensaia uma transmissão de T.S.F. perante a Sociedade de Física de S. Petersburgo. Era considerado, na URSS, o pai da Rádio.
– Marconi vai para Inglaterra e regista as patentes das suas experiências. Neste ano consegue enviar sinais a 3 quilómetros de distânacia, em Salisbury. Em 1896, Marconi faz uma transmissão com uma distância de 2400 metros na propriedade do seu pai em Bolonha, Itália.
  • 1897 – É instalada a primeira estação emissora em Spezia, Itália, que estabelecia a comunicação com os navios da armada italiana.
– Marconi recebe a patente americana do sistema de telegrafia sem fios.
  • 1899 – Marconi, que consegue o apoio dos correios ingleses três anos antes, envia as primeiras mensagens através do canal da Mancha.
– É lançado o primeiro “sinal de socorro” marítimo através da rádio. – É criada a primeira empresa de rádio americana, a “American Wireless Telephone and Telegraph Co”. – A “Marconi Wireless Telegraph Co. of America” é criada a 22 de novembro. De 1900 ao Super-heterónio
  • 1900 – Reginald Fessenden transmite as primeiras palavras via rádio.
– Marconi inventa a sintonização do comprimento de onda.
  • 1901 – Em dezembro Marconi consegue com sucesso emitir a Letra S do código morse, o primeiro sinal transatlântico com origem em Poldhu, Cornwall, Inglaterra. Este foi captado em St. John, Terra Nova (Canadá).
  • 1902 O Kaiser Guilherme da Alemanha propõe a realização de uma conferência internacional de rádio.
– Henry B. Jackson, na altura capitão da armada britânica, publica as primeiras medidas quantitativas da propagação em terra e no mar na transmissão de ondas de rádio.
  • 1903 – É transmitida a primeira mensagem via rádio dos E.U.A. para o Reino Unido.
– Realiza-se a primeira Conferência Internacional Preliminar de Telegrafia sem Fios, em Berlim.
  • 1906 Em Janeiro, Fessenden conseguiu transmitir mensagens nos dois sentidos entre Massachussets, EUA e Machrihanish, Escócia.
– O cientista norte-americano H. C. Dunwoody descobre que cristais como a Galena (Sulfureto de Chumbo) podiam «detetar» ondas eletromagnéticas de forma mais eficaz do que o cohesor de Brandly. – A 24 de dezembro, Reginald Fessenden constrói um transmissor constituído por um alternador especial de alta frequência e transmite o que é considerado o primeiro programa de Rádio. Fessenden leu algumas palavras da Bíblia, tocou violino e desejou bom Natal a todos os ouvintes. Esta emissão foi efetuada numa estação de Telegrafia Sem Fios (T.S.F.) no Massachusetts, Estados Unidos. A sua emissão musical foi escutada por operadores de rádio em navios ao largo da costa.
  • 1908 – Lee DeForest fez a primeira transmissão experimental do alto da torre Eiffel com voz e música.
  • 1909 Marconi e Braun recebem o prémio Nobel da física pelo contributo para o desenvolvimento da telegrafia sem fios.
  • 1915 – A voz humana atravessa, via rádio, o Atlântico pela primeira vez. A transmissão é efetuada pela American Telephone and Telegraph Company, a partir de uma estação de T.S.F. da marinha de guerra dos Estados Unidos, situada na Virgínia, e é recebida pela estação militar francesa da Torre Eiffel.
  • 1916 É publicado o primeiro regulamento dos Postos Amadores de T.S.F. em Portugal.
  • 1917 – Marconi faz experiências com transmissões em V.H.F. Este comprimento de onda seria experimental até 1936, altura em que se iniciou a primeira difusão de televisão.
  • 1918 – Edwin Armstrong, major do exército norte-americano, inventa o Super-heterónio, um tipo de recetor de Rádio que é praticamente o único utilizado hoje em dia na Rádio analógica.
– Realiza-se a primeira comunicação entre Inglaterra e a Austrália. Da primeira emissão programada à descoberta do FM
  • 1919 – Emissão da primeira emissão programada de Rádio pela estação 9XM na Universidade de Wisconsin, EUA.
– É criada, a 17 de outubro, a empresa RCA – Radio Corporation of America. Em 1921 a empresa já detinha mais de duas mil patentes relacionadas com o meio rádio.
  • 1920 – A 2 de novembro, a Westinghouse foi a primeira companhia a estabelecer uma estação de Rádio importante, a KDKA.
  • 1921 – Surge o emissor da torre Eiffel com emissões regulares.
– A 2 de julho foi transmitido o primeiro relato de boxe pela Old Post Road Garage Radio Station de New Jersey, EUA.
  • 1922 – Um consórcio de seis firmas, incluindo a Marconi, começou a British Broadcasting Company (BBC). Tornou-se empresa pública em 1927 como British Broadcast Corporation.
– A estação emissora WEAF, de Nova Iorque, começa a ser financiada com publicidade. – Warren G. Harding torna-se o primeiro Presidente Norte Americano a discursar através do meio rádio, primeiro na estação NSF da marinha norte-americana e, duas semanas depois, na rádio comercial WEAR em Baltimore.
  • 1923 – Hans Bredow monta o primeiro emissor de Rádio em Berlim.
– Reconhecidas as Ondas Curtas como sendo as mais eficazes para comunicações de longa distância. Um programa da estação KDKA foi enviado em O.C. para a KDPM a cerca de 160 Km de distância em Cleveland, Ohio. Neste mesmo ano, a KDKA transmite para Londres, Inglaterra, o primeiro programa de Ondas Curtas a atravessar o Atlântico. – C. Francis Jenkis transmite via rádio as primeiras fotografias entre Washington e Filadélfia.
  • 1924 Transmissão da primeira fotografia transatlântica de Nova Iorque para Londres.
  • 1925 O Laboratório Naval de Pesquisa dos EUA desenvolve um equipamento utilizando ondas contínuas compulsórias. Este equipamento viria a ser importante para o desenvolvimento do Radar.
  • 1926 Fundação da NBC – Nacional Broadcasting Co. a 9 de setembro. Esta arrancou com 24 estações em pleno funcionamento a partir de 15 de novembro do mesmo ano.
  • 1927 – Realiza-se a primeira conferência mundial de radiodifusão.
– É estabelecido, a partir de 7 de janeiro, o serviço radiotelefónico entre Londres e Nova Iorque. – É aprovada a primeira Lei da Rádio (Radio Act 1927) nos EUA, com a validade de um ano.
  • 1930 Primeira transmissão de rádio a nível mundial, a partir de Nova Iorque, EUA. Esta emissão foi possível através de vários pontos de retransmissão.
  • 1932 – A Blaupunkt concebe o primeiro autorrádio. O primeiro automóvel equipado com rádio foi um Studebaker norte-americano.
  • 1933 Transmissão a nível internacional da tomada de posse do presidente Franklin D. Roosevelt, via Rádio.
– Edwin Armstrong descobre a modulação de frequência (FM, UKW). Antes desta data toda a emissão de rádio era em Amplitude Modulada (O.M., MW; O.C., SW; O.L., LW). Do primeiro radar à Guerra dos Mundos
  • 1934 O Laboratório Naval de Pesquisa dos EUA constrói o primeiro Radar.
  • 1937 – Inauguração, em Salamanca, do primeiro emissor da Rádio Nacional de Espanha.
  • 1938 – A 30 de outubro, é transmitida em direto pela rádio CBS, a partir do teatro Mercury, uma versão de A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, relatada por Orson Welles. O impacto foi tal, que os americanos acreditaram que estavam realmente a ser invadidos por extraterrestres. O programa teve de ser interrompido. Foi a primeira vez que a rádio mostrou verdadeiramente a influência que pode ter.
Instalação do primeiro radar num navio da Marinha Norte-Americana. Do «anúncio» da Segunda Guerra Mundial ao «Echo 1»
  • 1939 – Edwing Armstrong inicia emissões em Frequência Modulada em Alpine New Jersey, EUA.
– É noticiado pela rádio a Invasão da Polónia pelas tropas alemãs, acontecimento que viria a dar início à 2ª Guerra Mundial.
  • 1942 O National Bureau of Standarts inicia os primeiros testes com Placas de Circuito Impresso. Estas entram em produção de larga escala em 1945.
  • 1948 Bardeen e Brattain anunciam a descoberta do Transístor, a partir dos laboratórios da Bell Telephone.
  • 1949 É apresentado o primeiro relógio atómico do mundo pelo “National Bureau of Standarts”.
  • 1954 – Alan Freed, um disc-jockey da rádio WINS em Nova Iorque, inventa as palavras Rock N’ Roll.
– A empresa Regency desenvolve, nos Estados Unidos, o primeiro rádio de transístores, logo seguido pela Sony em 1955. Os primeiros aparelhos captavam apenas ondas longas e médias.
  • 1956 William Shockley, John Bardeen e Walter Houser são agraciados com o prémio Nobel da Física pelo seu trabalho os Semicondutores e Transístores.
  • 1957 O Laboratório da Bell Telephone desenvolve o primeiro amplificador paramétrico e oscilador que tinha como principal caraterística produzirem um ruído muito baixo.
  • 1960 – Lançado o «Echo 1», o primeiro satélite destinado a retransmitir sinais de rádio.
– A Marinha dos EUA demonstra publicamente a possibilidade de usar a Lua como refletor do sinal de rádio enviado a partir da Terra. Da primeira emissão estereofónica à pluralização das estações no Reino Unido
  • 1961 – É feita, nos Estados Unidos, a primeira emissão estereofónica. O sistema foi desenvolvido pelas firmas Zenith e General Electric.
  • 1964 – Surgem, em Inglaterra, as primeiras rádios piratas em velhos barcos fundeados fora das águas territoriais do Reino Unido. A mais famosa foi a Radio Caroline. Esta estação emissora inovou o modo de fazer Rádio, cortando com o formalismo que se ouvia na BBC.
  • 1970 – Nesta década surgem rádios piratas em Itália, França, Holanda, etc.
  • 1972 – A BBC deixa de ser a única estação de rádio a emitir legalmente no Reino Unido.
Das rádios piratas à France Info – 24h de transmissão de informação
  • 1977 – A conferência Administrativa Mundial de Radiocomunicações decide liberalizar a banda destinada à Frequência Modulada. Esta decisão provoca o aparecimento de rádios piratas por toda a Europa.
  • 1982 – É autorizada a radiodifusão estereofónica em A.M. nos EUA.
  • 1987 – É criada a France Info, a única rádio em França com informação em 24 horas por dia.
– O R.D.S. (Radio Data System) começa a ser comercializado. Do rádio gerador ao iTunes
  • 1991 – O inglês Trevor Baylis inventa o rádio gerador, um aparelho que gera a sua própria energia sem necessidade de pilhas ou ligação elétrica.
  • 1996 – São dados os primeiros passos para o D.R.M. (Digital Radio Mondiale), um sistema que prevê a digitalização da A.M. (Onda Média, Onda Longa e Onda Curta).
– A mais importante rádio pirata no Reino Unido, a Kiss FM, é legalizada.
  • 1997 – Surgem as primeiras licenças de radiodifusão digital nos EUA. O sistema – F.M. Digital – é bastante diferente do usado na Europa e no Japão.
– Aparece o D.A.B. (Digital Audio Broadcast), o sistema digital de rádio com vista a substituir as emissões analógicas de F.M..
  • 2003 – A 16 de junho, o mundo assistiu à primeira emissão em D.R.M. (Digital Radio Mondiale), durante a Conferência Mundial de Radiocomunicações (WRC 2003) da União Internacional de Telecomunicações, na cidade de Genebra.
  • 2004 – Num artigo no jornal “The Guardian” o jornalista Ben Hammersley utiliza o termo “podcast” para definir a utilização de leitores de MP3 para ouvir conteúdos de rádio produzidos online por amadores. O autor do artigo não se inspirou no produto da apple (Ipod) para esta definição.
– Adam Curry desenvolve um método para agregar o RSS feed ao Itunes, através de um script criado anteriormente por Kevin Marks.
  • 2005Uma nova atualização do programa de reprodução de música iTunes permite fazer uploads e downloads de Podcasts diretamente para os dispositivos da Apple.

História

Da imprensa de Gutenberg às transmissões do Periscope. Avalie se é um perito na evolução dos meios de comunicação ao longo dos séculos e se ainda recorda os protagonistas que lhe deram vida

Da imprensa de Gutenberg às transmissões do Periscope. Avalie se é um perito na evolução dos meios de comunicação ao longo dos séculos e se ainda recorda os protagonistas que lhe deram vida.

Casamento D. Duarte

A 13 de maio de 1995, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, foi palco do primeiro casamento de um membro da Família Real portuguesa em mais de um século. Dom Duarte Pio de Bragança e Dona Isabel de Herédia celebraram a sua união perante membros da nobreza, Chefes de Estado e… repórteres. Junte-se a eles e cubra este acontecimento

A 13 de maio de 1995, o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, foi palco do primeiro casamento de um membro da Família Real portuguesa em mais de um século. Dom Duarte Pio de Bragança e Dona Isabel de Herédia celebraram a sua união perante membros da nobreza, Chefes de Estado e… repórteres. Junte-se a eles e cubra este acontecimento

Observador

Jornal digital, cuja primeira edição é a 19 de maio de 2014, o Observador foi localizado na Rua Luz Soriano, onde outrora morou o Diário Popular. António Carrapatoso, José Manuel Fernandes e Rui Ramos encontram-se entre os fundadores

Obviamente demito-o!

Em pleno Estado Novo, Humberto Delgado revoluciona a política portuguesa ao candidatar-se às presidenciais de 1958. Quando questionado sobre o futuro de Salazar caso vencesse as eleições, profere a célebre frase que o imortaliza como o «General Sem Medo».

Em pleno Estado Novo, Humberto Delgadorevoluciona a política portuguesa ao candidatar-se às presidenciais de 1958. Quando questionado sobre o futuro de Salazar caso vencesse as eleições, profere a célebre frase que o imortaliza como o «General Sem Medo».

Manuela Azevedo

A primeira jornalista a obter a carteira profissional em Portugal.

Manuela de Azevedo (1911-2017) foi uma figura central na história do jornalismo português, celebrizando-se como a primeira mulher a receber a carteira profissional de jornalista em Portugal.

Nascida a 31 de agosto de 1911, herdou a paixão pela escrita do seu pai, que foi diretor do Diário da Beira Alta e correspondente de O Século. Para perseguir o seu sonho, Manuela abandonou o ensino em Viseu e regressou a Lisboa, estreando-se no jornal República em 1934.

A sua trajetória foi marcada por uma postura audaz e de constante oposição ao regime de Salazar e à censura. Nos anos 30, afirmou o seu lugar numa profissão dominada por homens, rejeitando terminantemente a criação de uma secção feminina — a «Tribuna de Mulher» — no jornal República, defendendo que na redação havia apenas jornalistas, independentemente do género.

Ao longo da sua carreira, passou por diversos órgãos de comunicação.

Vida Mundial Ilustrada, onde foi chefe de redação durante quatro anos, a partir de 1941. Diário de Lisboa (DL), ingressou em 1945, sob a direção de Joaquim Manso, cujo lema de “liberdade máxima e responsabilidade máxima” guiou o seu trabalho. Diário Ilustrado, deu continuidade à sua carreira onze anos após as suas reportagens mais emblemáticas no DL. Diário de Notícias (DN), entrou em 1958 e lá permaneceu até à reforma, com um breve interregno após a Revolução de Abril de 1974. O Dia, Jornal fundado por ela e outros dissidentes do DN em 1975, após incompatibilidades com a direção da época, composta por Luís de Barros e José Saramago.

Devido às suas convicções políticas e participação em manifestos republicanos, Manuela Azevedo foi vigiada pela PIDE desde 1945 e teve inúmeros artigos censurados, incluindo investigações polémicas sobre a Eutanásia e a Sociedade das Nações.

Manuela de Azevedo ficou conhecida pela sua irreverência e capacidade de conseguir o impossível. Entre os seus feitos mais notáveis destacam-se:

Humberto II de Itália: em 1946, disfarçou-se de criada para conseguir entrevistar o rei exilado em Sintra, uma proeza que teve eco internacional através da Reuters.

Ernest Hemingway: Conseguiu travar a partida de um navio transatlântico durante uma hora para entrevistar o escritor.

Evita Perón: Durante a visita da líder argentina a Portugal, assumiu as rédeas da conversa, sendo elogiada pelo escritor Ferreira de Castro pela sua malícia e perspicácia como entrevistadora.

Caça à Baleia: Passou 13 horas no mar na Madeira a acompanhar a caça à baleia, mesmo sem saber nadar, resultando numa série de reportagens para o DN.

Para além do jornalismo, dedicou-se à literatura, publicando poesia, contos, romances e crónicas, como as obras Claridade, Filhos do Diabo e Guerra Junqueiro: a obra e o homem.

Fora das redações, dedicou mais de 40 anos à fundação e presidência da Associação para a Reconstrução e Instalação da Casa-Memória de Camões, em Constância.

Reformou-se do jornalismo em 1996, aos 85 anos. O seu percurso foi reconhecido com diversas condecorações, incluindo a Ordem da Liberdade (2015), a Medalha de Mérito Cultural da Câmara de Lisboa (2016) e a Ordem da Instrução Pública, entregue por Marcelo Rebelo de Sousa no seu 105.º aniversário.

Faleceu em 2017, deixando como último livro publicado O pão que o Diabo Amassou.

As Public Relations na Aldeia Global

O contacto é permanente, a Comunicação instantânea. Com o nosso mundo transformado em Aldeia Global, as PR adaptam-se através da criação de novas ferramentas. Há disciplinas recentes, como o Online Reputation Management (ORM), que se tornam, rapidamente, em coqueluches dos novos tempos

A indústria das Public Relations foi redefinida com a proliferação da internet e dos media sociais e “trocou” o mercado da Influência pela Aldeia Global. 

Num mundo cada vez mais competitivo, a sobrevivência das organizações, das marcas e dos protagonistas depende da afirmação de identidades diferenciadoras.

As consultoras de Public Relations abandondam as técnicas tradicionais do Séc. XX, como a distribuição de comunicados de Imprensa, e evoluem para modelos de Comunicação adaptados ao novo ambiente da Aldeia Global.

Mas de onde surgiu o conceito de Aldeia Global?

O mundo é uma aldeia

A ideia de Aldeia Global nasceu, há meio século, na inteligência criativa do grande teórico da Comunicação Marshall McLuhan.

“These new media of ours … have made our world into a single unit. The world is now like a continually sounding tribal drum, where everybody gets the message… all the time.”

[«Estes novos media nossos… tornaram o nosso mundo numa única unidade. O mundo é agora como um tambor tribal contínuo, onde toda a gente recebe a mensagem… a toda a hora»].

As afirmações de Marshall McLuhan ribombam como um trovão na sociedade dos anos 60. Numa altura em que a televisão atravessava a sua infância e o computador pessoal não passava de um sonho distante, o investigador previa a conetividade do mundo.

Mas as ideias de McLuhan não se ficavam por aqui.

Ao afirmar que a figura do «livro» já não se encontrava num lugar predominante, o investigador previa igualmente como a juventude facilitaria a mudança do paradigma da imprensa para o plano eletrónico.

Na altura desta entrevista para a CBS, McLuhan trabalhava no seu primeiro livro, The Gutenberg Galaxy, que seria publicado em 1962.

Esta obra, juntamente com tantas outras, traria à luz várias teorias que mudariam para sempre a forma como vemos as tecnologias.

McLuhan dá o nome de media a todos os meios tradicionais que disseminam informação, como o discurso, a imprensa, ou as artes visuais.

Além disso, para o investigador, os Media são extensões dos sentidos humanos, como a roupa é uma extensão da pele e a roda uma extensão do pé.

Marshall McLuhan acabaria por ser o pai de expressões como «Aldeia Global» e «o meio é a mensagem».

Uma nova era

A invenção da imprensa de Gutenberg havia colocado a predominância do visual sobre a cultura oral. No entanto, o surgimento dos mediatecnológicos voltaria a substituir a cultura visual e do impresso pela cultura oral.

Para o teórico, as novas tecnologias – que iriam permitir a comunicação instantânea –iriam eliminar as barreiras geográficas e criar uma Aldeia Global.

Esta nova era permitiria que a Humanidade se organizasse em tribos, assistindo-se à passagem do individualismo para uma identidade coletiva – a chamada Aldeia Global.

Sem saber, McLuhan previa a comunicação instantânea e o advento da internet e da “world wide web”, cenários tão comuns nos dias de hoje.

“Today, after more than a century of electric technology, we have extended our central nervous system itself in a global embrace, abolishing both space and time as far as our planet is concerned.” , escreveu Marshall McLuhan, em Understanding Media, 1964.

[«Hoje, depois de mais de um século de tecnologia elétrica, estendemos o nosso sistema nervoso central num abraço global, abolindo o espaço e o tempo no que diz respeito ao nosso planeta»].

Os conceitos de McLuhan seriam revolucionários na sua altura.

O investigador baseou-se na televisão para sustentar que o meio em si tinha tanta influência no espetador quanto a mensagem que este transmitia.

Mais tarde, estudos científicos viriam confirmar a passividade dos telespetadores que assistem a programas de televisão.

O trabalho de McLuhan focar-se-ia no impacto das tecnologias de comunicação na cultura. Já a sua obra The Mechanical Bride: Folklore of Industrial Man, de 1951, constituiu-se como o estudo pioneiro do campo a que hoje chamamos cultura popular.

Os seus contributos para a teoria da comunicação valeram-lhe os títulos de «herói de culto» e «sumo-sacerdote da cultura pop».

A Aldeia Global tinha chegado para ficar.

RP em evolução

Com o mundo na palma da nossa mão, a questão que se impõe é como é que as disciplinas da Comunicação se apropriaram desta noção de McLuhan.

A frase «Think globally, act locally» nunca teve tanto impacto.

A pequenez do mundo fez mudar as formas de pensar das empresas e das organizações. A informação começou a fluir livremente, e o acesso a estes fluxos tornou-se possível em qualquer parte do mundo.

E as Public Relations adaptaram-se a estas novas correntes deste grande caudal que a Aldeia Global proporcionou.

«O que posso fazer para aparecer nos primeiros lugares da pesquisa do Google? Esta é já há algum tempo a pergunta de 1 milhão de euros no mundo do marketing digital», considera Luís Paixão Martins.

A Online Reputation Management (ORM) passou a ser um dos grandes enfoques, tentando responder às questões impostas pelo mundo acelerado da Internet.

Nunca os motores de busca como o Google tiveram tanta importância para as organizações.

Numa verdadeira procura pelo sucesso, não estar na rede significa ser esquecido, ou até simplesmente nem existir.

A disciplina de ORM consiste na monitorização de uma marca, organização, território, protagonista ou assunto no meio online, e respetiva intervenção, com o objetivo de contribuir para uma presença online factual, relevante e que vá ao encontro dos objetivos de Comunicação.

Uma importante evolução relativamente à forma como se praticava Relações Públicas antigamente.

Hoje em dia, o processo está tão naturalizado, que nos esquecemos que toda esta conceção da comunicação surgiu há muito tempo, quando ainda nem existia Internet.

As ideias de Marshall McLuhan penetraram na maneira como nós, na Aldeia Global, pensamos sobre a tecnologia e os mediade tal forma que, muitas vezes, não estamos conscientes do efeito revolucionador dos seus conceitos, aquando da sua primeira introdução.

O teórico criou esta ideia de um sistema nervoso planetário integrado que está tão enraizado na nossa cultura popular, que quando a Internet finalmente chegou à Aldeia Global, pareceu mais um acontecimento da ordem natural das coisas, e não o fantástico advento que realmente é.

As Relações Públicas têm evoluído para se adaptarem ao ritmo alucinante do atual sistema mediático.

Um sistema mediático desenvolvido num mundo onde as barreiras se esbatem e a informação viaja a uma velocidade nunca antes alcançada.

Bem-vindos à Aldeia Global.

A Propaganda através dos tempos

A Propaganda acompanha a Humanidade a par da Comunicação. A Igreja Católica batiza-a. Revoluções, guerras, ditaduras dão-lhe diferentes conotações ao longo do tempo, muitas vezes negativas. A própria Igreja Católica deixa cair a palavra. E a prática?

A Propaganda tem um problema de Reputação.  Já foi abençoada pelo Papa, já foi serviço público e objeto de carreiras respeitadas. Mas ganhou conotação negativa.

É, hoje em dia, sinónimo de manipulação. Nós recusamos ser objeto da Propaganda e ambicionamos ser-lhe imunes. Mas, se a palavra caiu em desgraça, as suas práticas desapareceram?

O primeiro uso conhecido de Propaganda remonta à Inscrição de Behistin, na Pérsia de 515 AC.

Existem ainda relatos de utilização das suas técnicas na Índia, Grécia Antiga e Império Romano.

O termo, propriamente dito, seria, no entanto, cunhado apenas muito mais tarde. É em 1622 que o Papa Gregório cria a Sacra Congregatio de Propaganda Fide.

Designada simplesmente como “Propaganda” e responsável pelo trabalho missionário da Igreja nos novos mundos.

Entretanto, no nosso velho continente, embaixadores, cronistas e políticos exaltam virtudes e feitos dos seus reinos.

Utilizam-se os primeiros “soundbites” e “keywords”, antes mesmo de as expressões anglo-saxónicas dominarem o léxico da Comunicação. São as primeiras técnicas de propaganda. Mas o termo de origem católica nunca é utilizado nesse contexto.

É com o surgimento e disseminação da Imprensa de Gutenberg, que a Propaganda ganha uma nova ferramenta e “industrializa” a propagação. Martinho Lutero é um dos precursores durante a Reforma.

A sensibilização da opinião pública torna-se determinante em momentos históricos como a Revolução Francesa, a Independência dos Estados Unidos ou a Abolição da Escravatura.

Quanto mais letrada e politicamente ativa é uma sociedade, mais necessária se torna a propaganda para “controlar” os meios de comunicação de massas e moldar a opinião pública.

Porém, a palavra “PROPAGANDA” só se banaliza durante a Primeira Guerra Mundial – e pela mão dos britânicos.

O primeiro-ministro Lloyde George ordena uma campanha oficial de recrutamento para as forças armadas e que, para aumentar a eficácia da mesma, se demonize o inimigo.

A campanha resulta. Milhares de jovens oferecem-se para morrer nas trincheiras da guerra contra o “inimigo demoníaco”.

A Propaganda é agora, oficialmente, um instrumento político de manipulação das massas. É aqui que começa a ganhar conotação negativa. Pouco depois, já na Segunda Guerra Mundial, as democracias aliadas evitavam utilizar a palavra.

Os serviços de Propaganda dos diferentes países aliados chamam-se agora Relações Públicas. Por recomendação dos próprios especialistas em Propaganda. Perdão, Relações Públicas.

Nos governos autoritários, continua a existir mais tolerância para o termo. Propaganda é nome de ministério e cargo para ministro. A Comunicação é vertical, totalitária. Os cidadãos convencem-se, não se ouvem.

A guerra divide a semântica mas não a essência. De um lado e do outro comunica-se para demonizar o inimigo e para alterar o comportamento dos civis.

Em Portugal, o que fica do Estado Novo deve-se à Propaganda. É a Propaganda que marca a agenda ideológica, social, histórica e cultural. Mesmo a marca “Estado Novo” fica a dever-se ao propagandista.

Após o 11 de Setembro (2001), a questão da Propaganda volta a ser seriamente debatida nos EUA. A campanha “Shared Values” procura mostrar uma imagem diferente do País aos muçulmanos de todo o mundo.

No presente, a Propaganda continua a impregnar as nossas vidas, através da TV, do Papel ou das Redes Sociais. E, se há países (como a Coreia do Norte) nos quais a sua manifestação continua a ser óbvia, nas democracias é bastante mais dissimulada.

A promiscuidade da Propaganda com o Jornalismo é um golpe fatal na isenção e no rigor. Mas existe um outro tipo de Propaganda que está, novamente, a assumir uma conotação positiva.

São as campanhas de carácter institucional, que procuram moldar a opinião pública para temas sociais. Os apelos ao exercício cívico, como as eleições, ao apoio a organizações da sociedade civil e a causas sociais.

A essência e as técnicas da Propaganda continuam vivas, mas a palavra apenas é usada, nos países democráticos, com conotação negativa.

Mesmo os seus criadores excluíram-na. Em 1988, o Papa João Paulo II faz desaparecer a polémica Sacra Congregatio de Propaganda Fide. Nasce a Congregação para a Evangelização dos Povos.

O edifício é, no entanto, o mesmo: na mesma Via di Propaganda (Roma).

Rádio

This exhibit showcases radio memorabilia and includes microphones, turntables, headphones and radios

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