MEDIA AGE EXPERIENCE
"INESPERADO, INTELIGENTE E DIVERTIDO"

News Standard

Jornal de Notícias

No número 17 da rua da Misericórdia está instalada, no primeiro andar, no ano de 1933, a sucursal do Jornal de Notícias, diário do Porto. Contudo, antes dessa data delegação morava no número 25 da mesma rua.

A Época

O Jornal A Época é fundado por Fernando de Sousa, em 1919. Publicação de índole católica e monárquica que, posteriormente apoia a ideologia do Estado Novo. A redação tinha lugar na Rua da Misericórdia, em pleno Bairro Alto.

República

António José de Almeida funda a 15 de janeiro de 1911 o jornal República. Publicação que se destaca na luta contra a censura imposta pela ditadura salazarista, sofre uma transformação tecnológia em 1972 pela mão do então diretor Raul Rego.

A Luta

Publicação de impacto político, surge a 24 de agosto de 1975, em pleno Verão Quente. O jornal é criado para responder a extinção do República. A Luta fica associada à emergência do Partido Socialista (PS), tornando-se um porta-voz do PS. Raul Rego é o diretor d’A Luta.

Jornal Novo

O Jornal Novo, situado na rua Marechal Saldanha, é publicado pela primeira vez a 17 de abril de 1975. O primeiro jornalista ao comando da redação é Artur Portela Filho.

O Tempo

A 29 de maio de 1975 nasce o jornal o Tempo. O seu fundador e diretor é Nuno Rocha que em época de PREC, publica todas as semanas o que era supostamente discutido nas reuniões do Conselho da Revolução.  A morada inicial desta redação é na rua Ruben A. Leitão, junto ao Príncipe Real.

Correio da Manhã

No dia 19 de março de 1979, pela mão de Vítor Direito, nasce numa cave da Rua Ruben A. Leitão, junto ao Príncipe Real, o Correio da Manhã. Atualmente, este diário vende cerca de  110 mil exemplares por dia. Em 2000 é adquirido pelo grupo de media Cofina.

Acontece aqui

Contactos e Informações úteis

I have a dream

O ativista norte-americano Martin Luther King discursa, a 28 de agosto de 1963, no Lincoln Memorial e as suas palavras ficam imortalizadas na História da Humanidade. “I have a dream”refere-se ao desejo de terminar com a segregação racial e promover uma coexistência harmoniosa e igualitária entre todos.

“I Have a Dream” [«Eu Tenho um Sonho»]. A 28 de agosto de 1963, perante uma multidão de mais de 250 mil pessoas, Martin Luther King deu voz às palavras que marcaram dos Estados Unidos e do Mundo. Mas a icónica frase por pouco não foi incluída no seu discurso.

O «sonho» de Luther King, uma temática já tinha sido abordada em discursos anteriores, não constava do texto cuidadosamente preparado pelo ativista. Perante a reação da multidão, o ativista decidiu abandonar o papel; chegava a hora de improvisar.

Os três principais canais norte-americanos transmitiram a marcha em defesa dos direitos civis e da igualdade. Uma emissão que também chegou à Casa Branca. “He’s damned good. Damned good” [Ele é muito bom. Muito bom»], terá afirmado o Presidente.

Depois do discurso, Martin Luther King descia as escadas do Lincoln Memorial não apenas como uma ativista pelos direitos cívicos; tornara-se um ícone.

 

 

 

Bacon Affair

Bacon e ovos, o mais americano dos pequenos-almoços. Uma refeição servida de bandeja por Edward Bernays. Nos anos 20, as Public Relations alargam o seu campo de ação à alimentação e colocam no forno uma campanha temperada com uma mão-cheia de mediatismo, que muda para sempre os hábitos das famílias

Como se tornaram os ovos e o bacon no pequeno-almoço americano por excelência, incrustado na cultura popular e reproduzido em ementas por todo o mundo como a refeição típica da terra do tio Sam? A resposta está nas Public Relations. Ou, melhor, no “pai” Edward Bernays.

Das RP para o prato

Estamos no pós-Primeira Guerra Mundial, vivem-se os «loucos anos 20» e a América vibra com dinamismo económico e social.

A Beech-Nut Packing Company prospera na recém-nascida sociedade de consumo. Produtora de diversos bens alimentares, da pastilha elástica à manteiga de amendoim, a empresa quer promover as suas vendas num produto muito específico: o bacon.

Edward Bernays é o homem ideal para essa missão. Na altura um jovem profissional das Public Relations, já conta com sucessos em várias áreas, da política aos sabonetes.

Para responder ao repto da Beech-Nut Packing Company, decide focar-se numa refeição muito específica: o pequeno-almoço.

Bernays conduz uma pesquisa que revela que a refeição matinal dos americanos incluía, normalmente, apenas «coffee, maybe a roll and orange juice» [«café, talvez um pão e sumo de laranja»]. O desafio? Levar os americanos a comer bacon ao pequeno-almoço.

A campanha desenvolvida por Bernays centra-se numa necessidade humana com grande influência no comportamento dos norte-americanos: a preocupação com a sua segurança e bem-estar.

A campanha que muda o menu

O RP começa por se questionar: «Quem influencia o que o público come?». A resposta está nos influenciadores com legitimidade para tal: os médicos e cientistas.

Bernays pergunta a um médico o que seria mais recomendável: o pequeno-almoço leve tradicional dos americanos ou uma refeição mais substancial?

O especialista elege a segunda opção.

A justificação de Bernays é que «the body loses energy during the night and needs it during the day» [«o corpo perde energia durante a noite e precisa dela durante o dia»].

Desta forma, seria benéfico para a saúde tomar um pequeno-almoço mais calórico. Onde, obviamente, não podia faltar o bacon.

Bernays pede, então, ao médico para escrever a outros 5.000 especialistas e colocar a mesma questão: o que é melhor para a saúde, um pequeno-almoço leve ou substancial? 4.500 respondem corroborando a sua tese.

Armado de uma justificação científica e da autoridade da comunidade médica, Bernays leva a história para os jornais e dá início a uma campanha de reeducação alimentar, uma das primeiras da história do “spin”.

A saúde está no bacon

«4,500 physicians urge heavy breakfast in order to improve the health of the American people» [«4.500 médicos aconselham um pequeno-almoço consistente para melhorar a saúde do público americano»], apregoam as manchetes.

E claro, o bacon e os ovos são associados a um pequeno-almoço substancial, que traz vitalidade e robustez a milhões de americanos.

As RP alargavam o seu campo de ação à alimentação e serviam uma campanha temperada com uma mão-cheia de mediatismo, que veio a mudar para sempre os hábitos da sociedade americana.

Com o intuito de aumentar os seus níveis de energia, a população passou a optar por este tipo de alimentos para começar da melhor forma o seu dia.

A campanha orquestrada por Bernays foi um sucesso e as vendas de bacon da Beech-Nut Packing Company dispararam.

Mais do que isso, o hábito de consumir ovos e bacon ao pequeno-almoço ficou de tal forma enraizado na rotina dos americanos que já faz parte integrante da cultura do país.

A mais americana das refeições

A campanha de Bernays tornou-se icónica por utilizar com sucesso informação oriunda da comunidade médica e científica, nas qual o público confia.

Através da sua estratégia de Comunicação, o RP conseguiu, efetivamente, mudar de forma duradoura o comportamento da sociedade.

O consumo de bacon ao pequeno-almoço continua, ainda hoje, associado a uma imagem de vitalidade e energia e milhões de americanos não abdicam destes alimentos para começar o seu dia.

No imaginário coletivo e na cultura popular, os ovos e o bacon estão para sempre associados à mais típica das ementas americanas.

Quase um século depois da campanha de Bernays, 70 por cento do bacon consumido nos Estados Unidos continua a ser comido ao pequeno-almoço.

Uma refeição servida de bandeja pelas RP.

Ernest Hemingway

O tempestuoso jornalista passa pelas guerras mais importantes da História para reportar o que lá se vive. Entre as milícias e as suas gentes, Hemingway escreve, nos entremeios dos conflitos, narrativas que lhe valem o Nobel da Literatura, em 1954

Dá as mãos ao Jornalismo e à Literatura. Hemingway celebriza-se por ser um mestre da palavra. Entre guerras, espionagem e quatro casamentos teve tempo para alcançar um Pulitzer do Jornalismo e um Nobel da Literatura

O berço de um aventureiro

Ernest Miller Hemingway nasceu em Oak Park, Illinois, nos Estados Unidos, a 21 de julho de 1899. O pai era médico e a mãe era professora de canto e ópera. Uma família educada e respeitada na comunidade.

Entre 1913 e 1917, Hemingway frequentou a Oak Park and River Forest High School, onde praticou boxe, atletismo, polo aquático e futebol. Destacou-se nas aulas de inglês e fez parte da orquestra da escola, com irmã Marcelline, durante dois anos.

Uma das grandes influências na juventude acabaria por ser Fannie Biggs, a professora de jornalismo. As aulas faziam lembrar a redação de um jornal. Os melhores alunos viam publicadas as suas peças no The Trapeze, o jornal da escola. A primeira peça de Hemingway, sobre o concerto da Orquestra Sinfónica de Chicago,  seria publicada nesse jornal em janeiro de 1916.

Iniciação ao jornalismo

Depois de deixar a escola foi trabalhar como jornalista estagiário no The Kansas City Star. Trabalhou nesta publicação durante seis meses, tempo suficiente para que Hemingway se tivesse influenciado com o modo de escrita do jornal: “Use short sentences. Use short first paragraphs. Use vigorous English. Be positive, not negative.” [Use frases curtas. Use primeiros parágrafos curtos. Use inglês vigoroso. Escreva pela positiva, não negativa]

O Adeus às Armas

Durante o período da Primeira Guerra Mundial  tentou alistar-se no exército, mas foi rejeitado por ter um problema de visão. Decidido a combater, conseguiu uma vaga como motorista de ambulância na Cruz Vermelha.

Em Itália, apaixonou-se pela enfermeira Agnes Von Kurowsky. Pediu-a em casamento, esta aceita, mas o deixou-o, mais tarde, por outro homem. O episódio arrasou o jovem escritor, mas inspirou-o, mais tarde, na criação do famoso livro A Farewell to Arms (1929) [O Adeus às Armas]

Regressou aos Estados Unidos após ter sido ferido, com alguma gravidade, por uma bomba. Pouco depois, partiu para o Canadá, porque um amigo de família tinha-lhe oferecido um trabalho em Toronto. Posteriormente trabalhou como freelancer e correspondente do Toronto Star Weekly.

Mudou-se para Chicago em setembro de 1920, onde conheceu o escritor Sherwood Anderson e trabalhou também como editor associado no jornal mensal Cooperative Commonwealth. Apaixonou-se, pouco tempo depois, por Elizabeth Hadley Richardson, com quem casou e teve um filho. Regressou a Paris em 1921, como correspondente para o Toronto Star Weekly.

O mundo inteiro à sua espera

Em Paris integrou no famoso grupo a que Gertrude Stein (escritora, poeta e colecionadora de arte) chamou de «Geração Perdida». Sendo Stein a sua mentora, permitiu-lhe conhecer grandes escritores e artistas da sua geração. Scott Fitzgerald, Ezra Pound, Pablo Picasso, James Joyce, Guillaume Apolinaire e Henry Matisse são exemplos destas personalidades.

Durante os primeiros dois anos em Paris, Hemingway publicou ointenta e oito artigos no Toronto Star.  Cobriu a Guerra Grego-Turca e reportou as suas viagens.

A vida e a obra de Hemingway têm uma intensa relação com Espanha, país onde viveu por quatro anos. Em Pamplona fascinou-se pelas touradas, transportando posteriormente essa experiência para o livro The Sun Also Rises (1926) [O Sol também se levanta].

Em 1927 casou-se com a jornalista de moda Pauline Pfeiffer, com quem teve dois filhos. Em 1928, o casal decidiu morar em Key West, na Flórida.

Não obstante, Hemingway sentia falta da vida que levava enquanto jornalista e o casamento com Pauline tornou-se instável. Nessa época, o escritor conheceu Joe Russell, dono do Sloppy Joe’s Bar, que passa a ser o seu companheiro de divertimento.

A pesca era outra paixão de Ernest Hemingway. Durante a década de 30 fez longas viagens em busca do marlim. Muitas delas terminavam em Havana, Cuba, onde, mais tarde, conheceu Fidel Castro. Numa destas viagens conheceu e apaixonou-se por Jane Mason, que era casada. Inevitavelmente, tornaram-se amantes.

Um amor por cada livro

Voltou a apaixonar-se em 1936 pela destemida jornalista Martha Gellhorn, motivo do segundo divórcio, confirmando o que previra o seu amigo, Scott Fitzgerald, quando se conheceram em Paris: «Vais precisar de uma mulher a cada livro».

Hemingway e Martha viveram o seu romance em pleno clima de guerra. Ambos estavam em Espanha a cobrir a Guerra Civil. Hemingway era correspondente North American Newspaper Alliance.Contudo, depressa se deixou contagiar pela causa e aliou-se às forças republicanas contra o fascismo. Este cenário foi mais tarde retratado no livroFor Whom the Bell Tolls[Por Quem os Sinos Dobram].

Os tempos de Cuba

Acabada a Guerra Civil Espanhola, mudou-se para Cuba onde viveu até 1959. Como correspondente de guerra da Marinha norte-americana, participou no desembarque dos Aliados na Normandia e na libertação de Paris, em 1945. Em Cuba, durante a Segunda Guerra Mundial, Hemingway montou uma rede de informadores com a finalidade de fornecer, ao governo dos Estados Unidos, informações sobre os espanhóis simpatizantes do fascismo na ilha.

Em 1946, casou-se pela quarta e última vez com Mary Welsh, também jornalista mas tímida e disposta a viver ao lado de um Hemingway cada vez mais instável emocionalmente. Em 1952, publicou o famoso The Old Man and The Sea [O Velho e o Mar].

Alfred Eisenstaedt, fotógrafo da revista LIFE, que captou os retratos de algumas das personalidades mais carismáticas do século XX, inclusive Joseph Goebbels – o ministro da propaganda nazi – confessa que Ernest Hemingway “was the most difficult man I ever photographed” [foi o homem mais difícil que fotografei].

O Nobel e o Kilimanjaro

Em 1953, o escritor venceu o prémio Pulitzer e no ano seguinte foi distinguido com Nobel de Literatura.

No mesmo ano em que a sua obra foi consagrada a nível internacional, sofreu com a mulher dois acidentes de avião, em África, que talvez tenham precipitado a sua deterioração física.

Das diversas viagens que fez pelo continente africano, narrou as suas vivências em Green Hills of Africa (1935) [As Verdes Colinas de África],  As Neves do Kilimanjaro The Short Happy Life of Francis Macomber(1938) [A Curta e Feliz Existência de Francis Macomber].

Aos 61 anos, enfrentando problemas de hipertensão, diabetes, depressão e perda de memória, Hemingway suicidou-se.