Depois de 26 anos como jornal semanário, a publicação Vida Mundialapresenta-se nas bancas para estrear um formato inédito no país: o da “revista-magazine”. Faz parte da Sociedade Nacional de Tipografia, proprietária do jornal O Século e de outras publicações. A redação situa-se na Rua do Século.
As redações
Jornal de Notícias
No número 17 da rua da Misericórdia está instalada, no primeiro andar, no ano de 1933, a sucursal do Jornal de Notícias, diário do Porto. Contudo, antes dessa data delegação morava no número 25 da mesma rua.
As redações
A Época
O Jornal A Época é fundado por Fernando de Sousa, em 1919. Publicação de índole católica e monárquica que, posteriormente apoia a ideologia do Estado Novo. A redação tinha lugar na Rua da Misericórdia, em pleno Bairro Alto.
As redações
República
António José de Almeida funda a 15 de janeiro de 1911 o jornal República. Publicação que se destaca na luta contra a censura imposta pela ditadura salazarista, sofre uma transformação tecnológia em 1972 pela mão do então diretor Raul Rego.
As redações
A Luta
Publicação de impacto político, surge a 24 de agosto de 1975, em pleno Verão Quente. O jornal é criado para responder a extinção do República. A Luta fica associada à emergência do Partido Socialista (PS), tornando-se um porta-voz do PS. Raul Rego é o diretor d’A Luta.
As redações
Jornal Novo
O Jornal Novo, situado na rua Marechal Saldanha, é publicado pela primeira vez a 17 de abril de 1975. O primeiro jornalista ao comando da redação é Artur Portela Filho.
As redações
O Tempo
A 29 de maio de 1975 nasce o jornal o Tempo. O seu fundador e diretor é Nuno Rocha que em época de PREC, publica todas as semanas o que era supostamente discutido nas reuniões do Conselho da Revolução. A morada inicial desta redação é na rua Ruben A. Leitão, junto ao Príncipe Real.
As redações
Correio da Manhã
No dia 19 de março de 1979, pela mão de Vítor Direito, nasce numa cave da Rua Ruben A. Leitão, junto ao Príncipe Real, o Correio da Manhã. Atualmente, este diário vende cerca de 110 mil exemplares por dia. Em 2000 é adquirido pelo grupo de media Cofina.
Acontece aqui
Contactos e Informações úteis
Memória de Sons
I have a dream
O ativista norte-americano Martin Luther King discursa, a 28 de agosto de 1963, no Lincoln Memorial e as suas palavras ficam imortalizadas na História da Humanidade. “I have a dream”refere-se ao desejo de terminar com a segregação racial e promover uma coexistência harmoniosa e igualitária entre todos.
“I Have a Dream” [«Eu Tenho um Sonho»]. A 28 de agosto de 1963, perante uma multidão de mais de 250 mil pessoas, Martin Luther King deu voz às palavras que marcaram dos Estados Unidos e do Mundo. Mas a icónica frase por pouco não foi incluída no seu discurso.
O «sonho» de Luther King, uma temática já tinha sido abordada em discursos anteriores, não constava do texto cuidadosamente preparado pelo ativista. Perante a reação da multidão, o ativista decidiu abandonar o papel; chegava a hora de improvisar.
Os três principais canais norte-americanos transmitiram a marcha em defesa dos direitos civis e da igualdade. Uma emissão que também chegou à Casa Branca. “He’s damned good. Damned good” [Ele é muito bom. Muito bom»], terá afirmado o Presidente.
Depois do discurso, Martin Luther King descia as escadas do Lincoln Memorial não apenas como uma ativista pelos direitos cívicos; tornara-se um ícone.
Spin Wall
Bacon Affair
Bacon e ovos, o mais americano dos pequenos-almoços. Uma refeição servida de bandeja por Edward Bernays. Nos anos 20, as Public Relations alargam o seu campo de ação à alimentação e colocam no forno uma campanha temperada com uma mão-cheia de mediatismo, que muda para sempre os hábitos das famílias
Como se tornaram os ovos e o bacon no pequeno-almoço americano por excelência, incrustado na cultura popular e reproduzido em ementas por todo o mundo como a refeição típica da terra do tio Sam? A resposta está nas Public Relations. Ou, melhor, no “pai” Edward Bernays.
Das RP para o prato
Estamos no pós-Primeira Guerra Mundial, vivem-se os «loucos anos 20» e a América vibra com dinamismo económico e social.
A Beech-Nut Packing Company prospera na recém-nascida sociedade de consumo. Produtora de diversos bens alimentares, da pastilha elástica à manteiga de amendoim, a empresa quer promover as suas vendas num produto muito específico: o bacon.
Edward Bernays é o homem ideal para essa missão. Na altura um jovem profissional das Public Relations, já conta com sucessos em várias áreas, da política aos sabonetes.
Para responder ao repto da Beech-Nut Packing Company, decide focar-se numa refeição muito específica: o pequeno-almoço.
Bernays conduz uma pesquisa que revela que a refeição matinal dos americanos incluía, normalmente, apenas «coffee, maybe a roll and orange juice» [«café, talvez um pão e sumo de laranja»]. O desafio? Levar os americanos a comer bacon ao pequeno-almoço.
A campanha desenvolvida por Bernays centra-se numa necessidade humana com grande influência no comportamento dos norte-americanos: a preocupação com a sua segurança e bem-estar.
A campanha que muda o menu
O RP começa por se questionar: «Quem influencia o que o público come?». A resposta está nos influenciadores com legitimidade para tal: os médicos e cientistas.
Bernays pergunta a um médico o que seria mais recomendável: o pequeno-almoço leve tradicional dos americanos ou uma refeição mais substancial?
O especialista elege a segunda opção.
A justificação de Bernays é que «the body loses energy during the night and needs it during the day» [«o corpo perde energia durante a noite e precisa dela durante o dia»].
Desta forma, seria benéfico para a saúde tomar um pequeno-almoço mais calórico. Onde, obviamente, não podia faltar o bacon.
Bernays pede, então, ao médico para escrever a outros 5.000 especialistas e colocar a mesma questão: o que é melhor para a saúde, um pequeno-almoço leve ou substancial? 4.500 respondem corroborando a sua tese.
Armado de uma justificação científica e da autoridade da comunidade médica, Bernays leva a história para os jornais e dá início a uma campanha de reeducação alimentar, uma das primeiras da história do “spin”.
A saúde está no bacon
«4,500 physicians urge heavy breakfast in order to improve the health of the American people» [«4.500 médicos aconselham um pequeno-almoço consistente para melhorar a saúde do público americano»], apregoam as manchetes.
E claro, o bacon e os ovos são associados a um pequeno-almoço substancial, que traz vitalidade e robustez a milhões de americanos.
As RP alargavam o seu campo de ação à alimentação e serviam uma campanha temperada com uma mão-cheia de mediatismo, que veio a mudar para sempre os hábitos da sociedade americana.
Com o intuito de aumentar os seus níveis de energia, a população passou a optar por este tipo de alimentos para começar da melhor forma o seu dia.
A campanha orquestrada por Bernays foi um sucesso e as vendas de bacon da Beech-Nut Packing Company dispararam.
Mais do que isso, o hábito de consumir ovos e bacon ao pequeno-almoço ficou de tal forma enraizado na rotina dos americanos que já faz parte integrante da cultura do país.
A mais americana das refeições
A campanha de Bernays tornou-se icónica por utilizar com sucesso informação oriunda da comunidade médica e científica, nas qual o público confia.
Através da sua estratégia de Comunicação, o RP conseguiu, efetivamente, mudar de forma duradoura o comportamento da sociedade.
O consumo de bacon ao pequeno-almoço continua, ainda hoje, associado a uma imagem de vitalidade e energia e milhões de americanos não abdicam destes alimentos para começar o seu dia.
No imaginário coletivo e na cultura popular, os ovos e o bacon estão para sempre associados à mais típica das ementas americanas.
Quase um século depois da campanha de Bernays, 70 por cento do bacon consumido nos Estados Unidos continua a ser comido ao pequeno-almoço.