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News Standard

A apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável

Paulo Portas apresenta a 2 de julho de 2013 a sua demissão do Governo. Eleições antecipadas parecer o cenário mais provável. No entanto, a decisão é revogável e Paulo Portas acaba por voltar e para o cargo de Vice-Primeiro-Ministro.

Paulo Portas apresenta a 2 de julho de 2013 a sua demissão do Governo. Eleições antecipadas parecer o cenário mais provável. No entanto, a decisão é revogável e Paulo Portas acaba por voltar e para o cargo de Vice-Primeiro-Ministro. Para a histórica fica o soundbite: «Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer».

Paulo Rangel tem de comer muita papa Maizena

Na sequência da polémica sobre o programa Vasco da Gama, focado na mobilidade de jovens à procura de primeiro emprego, o ministro da Economia, Manuel Pinho, faz a 5 de maio de 2009 um famoso comentário sobre o deputado e cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias.

Na sequência da polémica sobre o programa Vasco da Gama, focado na mobilidade de jovens à procura de primeiro emprego, o ministro da Economia, Manuel Pinho, faz a 5 de maio de 2009 um famoso comentário sobre o deputado e cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias. «Paulo Rangel tem de comer muita papa Maizena  para chegar aos calcanhares do Dr. Basílio Horta»

Na margem sul jamais, jamais!

A expressão de Mário Lino faz manchetes em maio de 2007, ilustrando a posição do antigo ministro Mário Lino sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa. Palavras que o ex-ministro das Obras Públicas nega ter proferido.

A expressão de Mário Lino faz manchetes em maio de 2007, ilustrando a posição do antigo ministro Mário Lino sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa. Palavras que o ex-ministro das Obras Públicas nega ter proferido.

Bardamerda para o fascista!

A emblemática expressão de Pinheiro de Azevedo surge depois de ter estado cercado 36 horas em S. Bento por operários, que lhe chamam fascista. Depois da famosa tirada, o Primeiro-ministro do VI Governo Provisório comunica a Costa Gomes que o seu Governo decidira entrar em greve.

A emblemática expressão de Pinheiro de Azevedosurge depois de ter estado cercado 36 horas em S. Bento por operários, que lhe chamam fascista. Depois da famosa tirada, o Primeiro-ministro do VI Governo Provisório comunica a Costa Gomes que o seu Governo decidira entrar em greve.

O Zé Manel se fosse peixe seria um cherne

No final de um almoço-comício, em Viseu, Margarida Sousa Uva faz a célebre comparação entre o seu marido e uma espécie de peixe. A mulher de Durão Barroso aproveita ainda para declamar um poema de Alexandre O’ Neil, «Sigamos o cherne».

 

No final de um almoço-comício, em Viseu, Margarida Sousa Uva faz a célebre comparação entre o seu marido e uma espécie de peixe. A mulher de Durão Barroso aproveita ainda para declamar um poema de Alexandre O’ Neil, «Sigamos o cherne».

Não me despeço, vou andar por aí

A frase de Santana Lopes na sua intervenção final do XXVII Congresso do PSD, em Pombal, marcou a intenção do líder cessante do PSD, Pedro Santana Lopes, de não se retirar da vida política

A frase de Santana Lopes na sua intervenção final do XXVII Congresso do PSD, em Pombal, marcou a intenção do líder cessante do PSD, Pedro Santana Lopes, de não se retirar da vida política

Que se lixem as eleições

Pedro Passos Coelho, a 23 de julho de 2012, durante um jantar do grupo parlamentar do Partido Social Democrata, afirma desvalorizar os resultados das eleições em prol do da salvação do país.

Pedro Passos Coelho, a 23 de julho de 2012, durante um jantar do grupo parlamentar do Partido Social Democrata, afirma desvalorizar os resultados das eleições em prol do da salvação do país.

Rupert Murdoch

Campeão de vendas e audiências, que é capa e faz capas, Rupert Murdoch expande o negócio dos Media ao longo de mais de 6 décadas. O seu império divide-se em duas grandes “holdings”:  21st Century Fox Inc. que agrega os negócios de entretenimento e a News Corporation que agrupa as publicações jornalísticas

A mão (já enrugada) que reinventou os media

Nasceu na Austrália a 11 de março de 1931 e, logo aos 22 anos de idade, deu seguimento ao trabalho do pai na empresa News Limited, que agregava várias publicações regionais.

O seu estágio de preparação no jornal “Daily Express”, em Londres, dá-lhe alguma bagagem para a construção do que viria a ser o império Murdoch. Na News Limited, aposta todas as fichas na dinamização das publicações: escreve títulos, elabora layouts e assiste à impressão dos jornais. Não deixava nada ao acaso; passava tudo por si.

Tanto empenho tinha de resultar em alguma coisa, e resultou num registo de jornalismo mais sensacionalista, de tabloide, que fez sucesso na Austrália e estendeu-se a outros países.

Outra vez em Londres, com 37 anos, Rupert Murdoch adquire o jornal “News of the World”. Em 1969, um ano depois, compra o “The Sun”. Depois, foi só repetir o mesmo processo: ‘tabloidizar’ os dois jornais e lucrar com isso nas bancas.

Como não há duas sem três, Rupert decidiu fazer o mesmo também nos EUA. Comprou o jornal “San Antonio News” em ’73, fundou o “The Star” em ’74 e adquiriu o “New York Post” em ’76.

Três anos depois, em ’79, fundou a News Corp, uma holding da News Limited. Seguiu-se a compra de mais publicações, como o “Chicago Sun-Times”, o “Village Voice” e a “New York Magazine” na América do Norte e o “Times” e o “Sunday Times of London” em terras de Sua Majestade.

O grande passo seguinte foi investir nos mercados da televisão e do entretenimento em meados da década de ‘80, com a compra da “20th Century FOX Film Corporation” e de vários canais independentes da FOX, Inc., a maior cadeia de televisão norte-americana. Estende também um braço do seu império à Ásia e cria o canal “Star TV”.

Além das publicações em si, começou a apostar no próprio mercado editorial. O virar do século trouxe para o império de notícias de Rupert Murdoch a “Intermix Media”, dona da rede social “MySpace”, e a “Dow Jones”, que detém o “Wall Street Journal”.

Só em 2011 é que o legado Murdoch sofre o primeiro grande golpe. O semanário britânico “News of the World”, de 168 anos de idade, publica a sua última edição depois de se ter visto envolvido num escândalo que envolvia escutas. Era o fim do tabloide mais vendido no Reino Unido.

Dois anos depois, Rupert Murdoch anuncia que vai reestruturar o seu império e divide-o em duas empresas-base: a 21st Century FOX Inc. e a News Corporation. Era a separação das águas, com o entretenimento de um lado e os conteúdos noticiosos do outro.

Em junho de 2015, mais de 60 anos depois de ter começado a seguir as pisadas do pai, Rupert Murdoch entrega a pasta dos negócios dos media ao seu filho, James Murdoch.

Se o filho irá ter pedalada para o ritmo do seu pai e do seu avô, isso ainda não se sabe… Mas, seja qual for o desfecho do império Murdoch, vai certamente ser capa de jornal um dia.

Jaime Gama

A 11 de janeiro de 1972, Jaime Gama é jornalista do República e entrevista Francisco Sá Carneiro – um encontro que se torna célebre e no qual Sá Carneiro se assume como social-democrata. Com apenas 25 anos, afirma o seu nome no Jornalismo

 A expansão do jornal “República” em 1972 trouxe-lhe equipamentos mais modernos e abriu a porta a várias personalidades socialistas. Entre elas, Jaime Gama, um jovem jornalista que já tinha passado pelas redações da revista “O Tempo e o Modo” e do “Jornal do Funchal”.

Açoriano de gema, nascido em Ponta Delgada a 8 de junho de 1947, Jaime Gama atirou-se ao regime salazarista desde muito cedo. Aos 18 anos foi detido pela PIDE. Quatro anos depois, em 1965, reencontrou-se com a polícia política mas agora em Roma, onde ia participar num encontro da Internacional Socialista.

Antes de ser um dos fundadores do Partido Socialista em ’73, candidatou-se à antiga Assembleia Nacional pela Comissão Eleitoral de Unidade Democrática em ‘69.

A 11 de janeiro de 1972, com 25 anos de idade, o jornalista Jaime Gama entrou para a ribalta com uma entrevista a Francisco Sá Carneiro. Foi aí que o político se assumiu como social-democrata, e foi aí que Jaime Gama consolidou a sua carreira.

Como oficial miliciano, Jaime Gama pôs as mãos na massa durante a Revolução dos Cravos em ‘74. Poucos dias depois, tornou-se diretor do Serviço de Informação da Emissora Nacional, que mudou de nome para RDP.

Um ano depois, virou-se para a política a tempo inteiro. Ocupou o cargo de Presidente da Comissão dos Assuntos das Regiões Autónomas e tornou-se presidente do Grupo Parlamentar do PS, na Assembleia da República.

Chegou a ser quase uma espécie de ministro profissional: entre os anos de ’78 e ‘99, foi Ministro da Administração Interna, Ministro da Defesa Nacional e Ministro dos Negócios estrangeiros por duas vezes. Em 2002, chegou a Ministro de Estado. De 2005 a 2011, serviu o país como Presidente da Assembleia da República.

Hoje em dia, Jaime Gama comenta a atualidade em alguns órgãos de comunicação social, numa junção perfeita do Jaime jornalista com o Jaime político.

Daniel Proença de Carvalho

Daniel Proença de Carvalho, advogado, ex-ministro da Comunicação Social e músico é, desde 25 de março de 2014, presidente do grupo empresarial Global Media. Em 1975 ingressou no mundo mediático como diretor do Jornal Novo

Músico, guitarrista, magistrado do ministério público, inspetor da polícia judiciária, diretor do jornal novo, ministro da comunicação social, presidente da RTP e gestor. Homem de 1000 carreiras. Todas bem-sucedidas. Assessoriamente dá nome a uma das maiores sociedades de advogados do país.

Daniel Proença de Carvalho nasce na soalheira, estuda em coimbra e vive hoje em Lisboa. Pelo meio da complicada licenciatura em direito conseguiu integrar o Orfeon Académico, fundar um clube de Jazz e constituir o Trio Los Dos com José Niza e José Cid.

É no campo do direito que inicia o seu percurso profissional. Como magistrado do ministério público, inspetor da polícia judiciária e finalmente na advocacia trabalhando com António Champalimaud. O 25 de abril primeiro e o golpe de 25 de novembro depois alteram-lhe os planos. É nomeado diretor do jornal novo e começa aqui a sua longa relação com os media. Dois anos mais tarde, Carlos Mota Pinto chama-o para o IV governo constitucional onde lhe atribui a complexa e polémica pasta da comunicação social. Segue-se a sua nomeação para a delicada presidência da RTP. É durante este período que os portugueses começam a ver televisão a cores.

Na década de oitenta Proença de Carvalho consolida o seu papel enquanto advogado de referência, sempre abraçando alguns dos dossiers mais complexos e mediáticos. Distingue-se cada vez mais neste campo. Os seus casos tornam-se causas. Tradição que ainda hoje mantem.

O seu percurso nos media parece ficar para trás.

Em 1990 surpreende quase todos quando surge para liderar o consórcio rede independente que se candidata a uma licença de televisão privada. O concurso tem três concorrentes para duas licenças. A SIC, de Francisco Pinto Balsemão, seria o primeiro canal de televisão privado e a TVI da Igreja Católica, o segundo. O projeto de Proença de Carvalho, que o antigo diretor de pogramas da SIC, Emídio rangel, considerou ser o melhor de todos, acaba por ser excluído.

Depois de mais um longo período dedicado quase exclusivamente à advocacia, alguns foram novamente surpreendidos com a nomeação de Daniel Proença de Carvalho para Presidente do Conselho de Administração da Global Media, grupo que engloba os históricos DN, JN e a primeira rádio de notícias portuguesa, a TSF. Alguns podem ter ficado surpreendidos. Outros sabem que simplesmente voltou a casa.

Jornal do Comércio

Na rua Dr. Luis de Almeida e Albuquerque habita no número 5, mora o Jornal do Comércio. O primeiro número é publicado a 17 de outubro de 1853.

O Século Ilustrado

A revista portuguesa O Século Ilustrado era um suplemento semanal do O Século, um jornal diário matutino de Lisboa, sedeado na rua do Século. O diretor é João Pereira da Rosa, o diretor artístico é o cineasta José Leitão de Barros.