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"INESPERADO, INTELIGENTE E DIVERTIDO"

News Standard

Morte de Ayrton Senna

Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1, parte para a última corrida a 1 de maio de 1994. As notícias do acidente são marcadas por incerteza e emoção. No Brasil e no resto do mundo chora-se a sua morte.

Primeira Vitória Presidencial de Barack Obama

A 20 de janeiro de 2009, Barack Obama vence as eleições presidenciais e torna-se o primeiro Presidente dos Estados Unidos negro

A 20 de janeiro de 2009, Barack Obama vence as eleições presidenciais e torna-se o primeiro Presidente dos Estados Unidos negro

Morte da Princesa Diana

A 6 de setembro de 1997, o mundo despede-se da Princesa do Povo. Mais de 2,5 mil milhões de pessoas assistem às cerimónias fúnebres de Diana.

Adesão de Portugal à CEE

O então primeiro-ministro Mário Soares liderou a comitiva que formalizou, a 12 de junho de 1985, no Mosteiro dos Jerónimos, a entrada do país no projeto europeu. Portugal atravessava uma grave crise financeira, acentuada pela recessão da economia mundial

O então primeiro-ministro Mário Soares liderou a comitiva que formalizou, a 12 de junho de 1985, no Mosteiro dos Jerónimos, a entrada do país no projeto europeu. Portugal atravessava uma grave crise financeira, acentuada pela recessão da economia mundial

O nine eleven

É uma das datas mais marcantes da história da Comunicação. Dos rodapés com as últimas horas televisivas à onda de patriotismo que varre as redações dos EUA, das emissões ininterruptas ao cunho da expressão 9/11.

Eduardo Gageiro

Designam-no como o “fotógrafo do povo e da revolução”. O próprio define-se como “um homem de coragem por trás de uma máquina”.

(versão curta)

Designam-no como o “fotógrafo do povo e da revolução”. O próprio define-se como “um homem de coragem por trás de uma máquina”.1

Viveu toda a sua vida em Sacavém, onde, na antiga Fábrica de Loiça, conviveu com pintores, escultores e operários fabris que marcaram de forma decisiva a sua escolha pelo caminho do fotojornalismo. Eduardo Gageiro começou a fotografar aos 12 anos, com uma máquina emprestada ao irmão, que acabou por nunca devolver.

Mais tarde, e com a influência de Armando Mesquita, mestre de cerâmica, convenceu o pai a comprar-lhe a sua primeira máquina fotográfica. Nos primeiros tempos, levou as suas fotografias a preto e branco, sempre captadas com luz natural, característica que o distinguia, a salões de fotografia espalhados pelo mundo, onde cedo começou a ser distinguido e a ganhar prémios que anunciavam o talento singular que viria a marcar a sua carreira.2

Iniciou o seu percurso profissional colaborando com dois dos títulos graficamente mais inovadores do final dos anos 50 e início da década de 60: o Diário Ilustrado e a revista Almanaque. No entanto, foi sobretudo nas páginas do Século Ilustrado que a força do seu olhar fotográfico se tornou verdadeiramente evidente.

Fotógrafo da vida e das pessoas, foi com a célebre Viúva da Nazaré, em 1963, que conquistou inúmeros prémios internacionais e um reconhecimento singular entre os seus pares. Num tempo em que a fotografia em Portugal vivia ainda um panorama débil, Gageiro destacou-se de forma ímpar, afirmando-se rapidamente como um dos mais importantes fotojornalistas do país.3

Em 1965, Gageiro foi preso pela PIDE por enviar fotografias para a imprensa estrangeira, que denunciavam as condições de vida do povo português e as injustiças do regime político de Salazar.4

A Revolução Através da Lente

Com o romper do dia, a 25 de abril de 1974, Gageiro percorreu as ruas de Lisboa para registar os acontecimentos e encontrou o capitão Salgueiro Maia na Rua do Arsenal, onde forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém confrontavam-se com tropas do Regimento de Cavalaria 7, leais ao regime.5

A partir desse instante, Gageiro passou a acompanhar de perto Salgueiro Maia, tornando-se testemunha privilegiada dos acontecimentos do 25 de Abril. A fotografia que mais marcou a sua carreira mostra o Capitão de Abril no Terreiro do Paço, tentando conter a emoção, mordendo o lábio inferior.

>Outros dois registos fotográficos memoráveis daquele dia capturaram um soldado a retirar o retrato de Salazar das paredes da sede da polícia política e um agente do regime em cuecas, na Rua António Maria Cardoso; lado a lado, essas fotografias tornaram-se símbolos poderosos da queda da ditadura e do triunfo da liberdade.6

“A Tragédia da Impossibilidade”

Para muitos, esta é a fotografia que marcou o jornalismo português e internacional. Eduardo Gageiro, que acompanhava, por acaso, a delegação portuguesa, no âmbito comercial da Canon, viu-se no epicentro de um dos ataques terroristas mais chocantes da história dos Jogos Olímpicos: o Massacre de Munique. Com engenho e coragem, infiltrou-se na aldeia olímpica, juntando-se a uma delegação de outro país que usava uma camisa azul idêntica à sua naquele dia. E subiu pelas escadas até ao 16.º andar, onde estava alojada a delegação portuguesa.

Na penumbra da varanda, captou o momento crucial em que terroristas e reféns se preparavam para embarcar, momentos antes do resgate no Aeroporto de Fürstenfeldbruck, que terminou em tragédia.

O rolo com essa fotografia foi confiado a um passageiro, escolhido aleatoriamente pelo fotojornalista, que o entregou a um colega do Século Ilustrado, que estaria à sua espera no Aeroporto de Lisboa. Mal chegou à redação, a fotografia foi publicada na capa do jornal do dia seguinte, tornando-se imediatamente um marco do fotojornalismo mundial.7

O Legado do Olhar

O reconhecimento que conquistou permitiu-lhe afastar-se por momentos das notícias e dedicar-se a trabalhos mais aprofundados, como os retratos de figuras marcantes da sociedade portuguesa. Estes retratos revelam facetas menos conhecidas dessas personalidades: Jorge Sampaio como maestro, Ramalho Eanes rodeado pelos seus relógios, ou Miguel Torga… de pantufas! Entre os retratados estão também Helena Vieira da Silva, Amália Rodrigues, José Cardoso Pires, Álvaro Cunhal, António Lobo Antunes e Maria Lamas, todos captados com a sensibilidade singular de Gageiro, capaz de revelar o lado mais humano e inesperado de cada um.8

O trabalho de Eduardo Gageiro percorreu o mundo e rendeu-lhe mais de 300 prémios internacionais, entre os quais se destacam o 2.º prémio do World Press Photo, em 1974, com uma fotografia do General António Spínola, e, em 2005, o Prémio Especial do Júri e a Medalha de Ouro na 11.ª Exposição Internacional de Fotografia Artística da China. Em reconhecimento pelo seu contributo, foi condecorado em 2004 com a Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente Jorge Sampaio, e é também Cavaleiro da Ordem de Leopoldo II, da Bélgica.

Ao longo da carreira, colaborou com jornais e revistas internacionais de renome, como Herald Tribune, Stern, Paris-Match e Manchete, e trabalhou como freelancer para instituições de prestígio, incluindo Deutsche Grammophon, Yamaha e Cartier. Publicou diversos livros em parceria com escritores e é membro de honra de conceituadas associações fotográficas internacionais, consolidando-se como uma referência incontornável da fotografia portuguesa.9

Em 2024, no ano em que Portugal celebrava os 50 anos do 25 de Abril, a Cordoaria Nacional recebeu uma grande retrospetiva dedicada a Eduardo Gageiro. Sob o título Factum, a exposição reuniu cerca de 170 fotografias, traçando um vasto retrato do seu percurso e revelando a intensidade de um olhar capaz de atravessar épocas e guardar memórias.

Eduardo Gageiro faleceu a 4 de junho, em Lisboa, aos 90 anos. Permanece, contudo, o eco da sua visão: como escreveu Baptista-Bastos, “nas fotos de Gageiro apanha-se a tragédia da impossibilidade”. Imagens que não se esgotam no instante em que foram feitas, mas que continuam a falar do mundo, da vida e da memória, imortais pela sensibilidade e pela força de quem soube transformar a História em fotografia.10

João Paulo Guerra

Uma homenagem a João Paulo Guerra, com testemunhos de Luís Paixão Martins, Coronel Carlos Matos Gomes, Adelino Gomes, Maria do Céu Guerra, Eugénio Alves e António Macedo.

(versão curta)

1942 – 2024

Foi unânime. Chegou de todas as (muitas) partes daquilo a que chamamos “a classe”.

Uma homenagem a João Paulo Guerra, com testemunhos de Luís Paixão Martins, Coronel Carlos Matos Gomes, Adelino Gomes, Maria do Céu Guerra, Eugénio Alves e António Macedo.

Sim, naquele domingo, 4 de agosto de 2024, e dias que se seguiram, o grupo profissional dos jornalistas reagiu de modo raro à morte de um dos seus. A par do “breve” ou do “canónico” obituário, leitores, ouvintes, telespectadores recebiam testemunhos de admiração e homenagem prestados por profissionais das múltiplas tendências e culturas que compõem as redacções de jornais, televisões e rádios. O mesmo, multiplicado por muitos, se ia passando nas redes sociais.

“Ourives da escrita”, “mestre dessa arte de narrar pequenas histórias de que é feito o grande jornalismo”, “coerente, de causas assumidas, mas sem cortar pontes com quem pensava de maneira diferente” e com um “discurso mesclado de ironia fina”. Foi assim que o classificou o camarada e amigo Pedro Correia, horas depois de ele nos deixar.

João Paulo Guerra
João Paulo Guerra. In Rogério Santos (26 de Abril de 2020). Fichas radiofónicas (2) – “Tempo Zip” e João Paulo Guerra. HISTÓRIA DA RÁDIO EM PORTUGAL. Recuperado em 25 de Maio de 2025 de https://doi.org/10.58079/t7li .

João Paulo Guerra entrou aos 20 anos no mundo radiofónico, via Rádio Renascença (RR). Passado um ano, já se apresentava ao jornalismo, no recém-criado Serviço de Noticiários do Rádio Clube Português (RCP). Aí permaneceu 10 anos, integrado numa equipa de luxo escolhida e dirigida por Luís Filipe Costa, figura mítica de um estilo noticioso que teria a sua consagração histórica na madrugada do dia 25 de abril de 1974. Como era frequente no tempo radiofónico pré-25 de abril, combinou a atividade de redactor-locutor de notícias com a de repórter, realizador e locutor de programas. E teve, fora disso, passagens por outros meios de comunicação social.

João Paulo Guerra
João Paulo Guerra. In Rogério Santos (26 de Abril de 2020). Fichas radiofónicas (2) – “Tempo Zip” e João Paulo Guerra. HISTÓRIA DA RÁDIO EM PORTUGAL. Recuperado em 25 de Maio de 2025 de https://doi.org/10.58079/t7li .

Exemplos abreviados:

Rádio

“PBX”, no RCP (1967-69); repórter, locutor e, posteriormente, realizador (1970-1972) do programa “Tempo ZIP”, inicialmente no FM do RCP e, mais tarde, na Rádio Renascença; editor e repórter na Emissora Nacional (pós-abril de 1974); chefe do Gabinete de Estudos e Planeamento da Direcção de Programas da Emissora Nacional (1974-75);  correspondente, em Lisboa, da Rádio Nacional de Angola (1976-77); cofundador da Telefonia de Lisboa (1985-87); editor e repórter da TSF – Rádio Jornal (1990-96) e da Central FM (1996); colaborador da Antena 1 com: “Os Reis da Rádio” (2005-06), “Revista de Imprensa” (2006 2015) e “O Fio da Meada” (2015 – 2017). Foi ainda provedor do ouvinte de todas as estações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal(2017-21).

Ainda no âmbito radiofónico, como sua natural decorrência, foi monitor de cursos de formação profissional de rádio na Cooperativa de Rádio e Animação Cultural – CRAC, para a TSF e no Centro de Formação da RDP.

Imprensa escrita

(Antes do 25 de abril de 1974) – Colaborador do Diário de Lisboa, na equipa do suplemento “A Mosca” (1968-69), para e no qual inventou o que passou a chamar-se de “nacional cançonetismo”;  A Capital, no suplemento “Cena 7” (1970) e, ainda, do República, da Memória do Elefante e do Musicalíssimo (1971); chefe de redação do semanário Notícias da Amadora (1972-74) e redator (nos primeiros meses de 1974) do semanário AE – Actividades Económicas, impedido de sair pela Censura.

(Pós 25 de abril de 1974) – Redator (1978-89) e chefe de redação (1989-90) de O Diário; correspondente da newsletter “SouthScan” (1985-89); colaborador do Público (1990), de O Jornal (1991-92) e de O Inimigo (1994).  Como freelancer, fez, para a agência CNTV (1992), reportagens que vieram a ser publicadas, designadamente, no Público e no Expresso. Foi ainda editor do jornal O Jogo (abril – setembro de 1997) e do Diário Económico (1997-98), passando a seu colaborador entre 2006 a 2012.

Televisão

Guionista na SIC (1993-94); repórter da série “O Século XX Português” (SIC - 1997/99); guionista para a Endemol/SIC (2000): autor do guião de “Angola – 40 anos de Guerra”, classificado em primeiro lugar pelo ICAM, na modalidade de documentário (2002).

Obras

Polícias e Ladrões (Caminho, 1983); Operação África (Caminho, 1984), em coautoria com o jornalista Fernando Semedo (1954-1994); Os Flechas Atacam de Novo (Caminho, 1988); Memória das Guerras Coloniais (Afrontamento, 1994); Savimbi Vida e Morte (Bertrand, 3 edições em 2002); Diz que é uma espécie de democracia (Oficina do Livro, 1ª e 2ª edições em 2009); Descolonização Portuguesa – o Regresso das Caravelas (Dom Quixote, 1996 e Círculo de Leitores, 2000), com uma edição revista e aumentada, prefaciada por Ernesto Melo Antunes (Oficina do Livro, 2009); Romance de uma Conspiração (Oficina do Livro, 2010); e um livro de ficção, o romance Corações Irritáveis (Clube do Autor, 2016).

Foi ainda autor da série de reportagens “Viagens com Livros”, transmitidas pela TSF em 1995 e, posteriormente, editadas em CD pela Strauss (1996) e em livro pela Oficina do Livro (2009).

Prémios

Inevitáveis e significativas, as distinções, com destaque para as vindas da sua classe profissional.

Prémios de Rádio da Casa de Imprensa (coletivo), na equipa do programa “PBX” (1968); da Casa da Imprensa, como realizador do programa “Tempo ZIP” (1972); de Reportagem, do Secretariado para a Modernização Administrativa (publicada no Público, Outubro de 1990); Nacional de Reportagem, do Clube de Jornalistas do Porto; «Gazeta», do Clube de Jornalistas (2009); de Reportagem de Rádio, do Clube Português de Imprensa (1994), pelo conjunto de reportagens “O Regresso das Caravelas”, transmitidas pela TSF; “Procópio” de Jornalismo” (1996), pela série de reportagens “Viagens com Livros”, transmitidas pela TSF (1995); “Gazeta de Mérito” (2010), “pelo seu longo, diversificado e prestigioso percurso profissional de quase meio século de actividade na rádio, na imprensa e na televisão”; e, ainda, “Igrejas Caeiro”, da Sociedade Portuguesa de Autores (2014).

Por fim, três referências especiais:

1. A (aplaudidaíssima) adaptação teatral de Claraboia, de José Saramago, para A Barraca (2015), com encenação e dramaturgia de Maria do Céu Guerra, sua irmã, e cenografia de José Costa Reis.

2. Quando tal não era ainda muito frequente, criou um blogue, a que pôs o título, inspiradíssimo e atualíssimo, então e até hoje de “Jornalismo: diz que é uma espécie de democracia”. No caso, uma “herança” direta do livro com o mesmo título publicado na Oficina do Livro (Ver “Obras”), com uma seleção das crónicas publicadas no Diário Económico e que, assim, se prolongavam numa das novilínguas exigidas pela mudança de paradigma comunicacional.

Carteira Profissional de Jornalista de Maria Carlota Álvares Guerra, mãe de João Paulo Guerra
Carteira Profissional de Jornalista de Maria Carlota Álvares Guerra, mãe de João Paulo Guerra

3. Só que, a João Paulo Guerra, já se percebeu, não bastava, de facto, dizer uma vez por palavras. Quis dizê-lo de múltiplas formas e em diferentes plataformas, nisso demonstrando uma juventude eterna. Aceitou os mais diversos desafios vindos do campo jornalístico, alguns delicadíssimos. Como aquele de escrever sobre a mãe – Maria Carlota Álvares da Guerra, figura de destaque e de alguma controvérsia em meios intelectuais e jornalísticos de antes do 25 de abril, enquanto diretora que foi, durante 30 anos, da revista Crónica Feminina. O resultado foi um notável texto biográfico, de informação, compreensão e amor, publicado, em 2009, no livro Jornalistas Pais e Filhos, iniciativa da Casa da Imprensa.

Se é verdade que, com a morte de João Paulo Guerra “a comunicação em Portugal ficou um pouco mais pobre, o pluralismo político ficou um pouco mais amputado, a memória coletiva ficou um pouco mais diluída e descartável” (Pedro Correia, de novo), nada melhor do que contrariar tais efeitos através dos diferentes testemunhos de quem  leu, ouviu, viu e /ou com ele conviveu de mais perto.

É esse o objectivo desta secção do NewsMuseum: fornecer ao visitante e, em particular, aos mais jovens, dados para um melhor e mais fundado conhecimento do percurso, postura e obra de cada selecionado.

Hoje, aqui, evocamos o jornalista, escritor e cidadão João Paulo Guerra. Outro (dos maiores), entre um nutrido punhado que, ao longo dos tempos, praticou e viveu “a mais bela profissão do mundo”, como o repórter e futuro Nobel da Literatura, Gabriel García Márquez, chamou um dia ao jornalismo.

João Paulo Guerra. Foto Antena 1
João Paulo Guerra. Foto Antena 1

COMPREENDER: LITERACIA MEDIÁTICA

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As notícias nunca são completamente falsas. Se forem, já não podem ser consideradas notícias. No entanto, podem ser imprecisas, manipuladas, enviesadas ou incompletas, o que raramente significa que sejam totalmente falsas. E é justamente aí que reside o verdadeiro perigo da desinformação. Nesta formação, iremos explorar com profundidade os diferentes tipos de desinformação, desde o sensacionalismo até à distorção subtil dos factos, passando por narrativas intencionalmente enganosas. Vamos analisar como o contexto, a omissão de informações ou uma manipulação subtil podem transformar o significado de uma notícia e influenciar a forma como os nossos estudantes e a sociedade em geral formam suas opiniões. Perceberemos que combater a desinformação envolve muito mais do que apenas identificar mentiras evidentes; é uma questão de promover um pensamento crítico, capaz de avaliar e interpretar a informação de forma rigorosa e responsável.

Duração: 4 horas

Formadora

Fernanda Bonacho
Fernanda Bonacho

Fernanda Bonacho

Doutorada em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação e Linguagens, pela Universidade Nova de Lisboa. É Professora Adjunta na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa (ESCS), onde coordena o curso de Mestrado em Jornalismo. Faz parte do grupo de investigadores integrados do Laboratório de Investigação Aplicada em Comunicação e Média (LIACOM), é colaboradora do Instituto de Comunicação da NOVA (ICNOVA) e presidente do Instituto de Comunicação e Media de Lisboa (ICML). Os seus interesses de investigação têm-se centrado na área da literacia mediática, em particular, na relação entre as competências transmédia, o jornalismo, a linguagem e a comunicação. Participou em diversos projetos de investigação no âmbito das ciências da comunicação e jornalismo, com financiamento interno e externo ao Instituto Politécnico de Lisboa, incluindo a coordenação da Academia da Leitura do Mundo, financiada pela rede nacional das Academias de Conhecimento Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian. É membro do Conselho Científico-Pedagógico do Centro de Línguas e Culturas do Instituto Politécnico de Lisboa (CLIC) e colabora com o Conselho da Europa no âmbito da Educação para a Cidadania Digital (DCE). Representa a ESCS/IPL na rede nacional Grupo Informal sobre Literacia Mediática (GILM) e é a Chairda Cátedra UNESCO Comunicação, Literacia Mediática e Cidadania.

 

Convidado

Rodrigo Moita de Deus
Rodrigo Moita de Deus

Rodrigo Moita de Deus

Profissional da área da Comunicação, Empresário, Escritor, analista e comentador em vários programas de televisão. Orador em várias conferências internacionais, sobre temas relacionados com comunicação. Diretor e um dos fundadores do NewsMuseum.

COMPREENDER: OS MÉDIA NO ECOSSISTEMA DIGITAL

No cenário empresarial atual, os sistemas mediáticos, algoritmos e plataformas digitais não são apenas ferramentas, mas forças que moldam decisões estratégicas e influenciam significativamente os resultados das negociações. Compreender o funcionamento dessas dinâmicas mediáticas tornou-se essencial para líderes que procuram tirar partido do ambiente digital com segurança e tomar decisões mais informadas e precisas.

Esta formação foi cuidadosamente desenvolvida para capacitar os participantes a adquirir uma visão crítica sobre o ecossistema mediático digital. Ao entender o impacto dos algoritmos e das plataformas na comunicação, os líderes poderão adotar práticas mais conscientes, éticas e responsáveis no uso da informação, garantindo um posicionamento estratégico mais robusto e alinhado aos valores da organização.

Duração: 12 horas

Formadora

Fernanda Bonacho
Fernanda Bonacho

Fernanda Bonacho

Doutorada em Ciências da Comunicação, com especialização em Comunicação e Linguagens, pela Universidade Nova de Lisboa. É Professora Adjunta na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa (ESCS), onde coordena o curso de Mestrado em Jornalismo. Faz parte do grupo de investigadores integrados do Laboratório de Investigação Aplicada em Comunicação e Média (LIACOM), é colaboradora do Instituto de Comunicação da NOVA (ICNOVA) e presidente do Instituto de Comunicação e Media de Lisboa (ICML). Os seus interesses de investigação têm-se centrado na área da literacia mediática, em particular, na relação entre as competências transmédia, o jornalismo, a linguagem e a comunicação. Participou em diversos projetos de investigação no âmbito das ciências da comunicação e jornalismo, com financiamento interno e externo ao Instituto Politécnico de Lisboa, incluindo a coordenação da Academia da Leitura do Mundo, financiada pela rede nacional das Academias de Conhecimento Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian. É membro do Conselho Científico-Pedagógico do Centro de Línguas e Culturas do Instituto Politécnico de Lisboa (CLIC) e colabora com o Conselho da Europa no âmbito da Educação para a Cidadania Digital (DCE). Representa a ESCS/IPL na rede nacional Grupo Informal sobre Literacia Mediática (GILM) e é a Chair da Cátedra UNESCO Comunicação, Literacia Mediática e Cidadania.

 

Convidado

Luís Paixão Martins
Luís Paixão Martins

Luís Paixão Martins

Foi jornalista na rádio e na imprensa escrita. Fundador da LPM Comunicação, líder de mercado em Comunicação e Relações Públicas. Fundador da Associação Acta Diurna, promotora do NewsMuseum. Autor de “Como Perder uma Eleição”, “Como Mentem as Sondagens” e editor de “Propaganda de Edward Bernays”. Comentador no NOW.

COMUNICAR: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O futuro da comunicação digital das empresas escreve-se com Inteligência Artificial (IA). É essencial que os quadros das empresas reconheçam as vantagens da utilização de ferramentas de IA para comunicar em diferentes níveis (interno, clientes, stakeholders) e identificar recursos e estratégias de IA para melhorar a eficiência, a inovação e a competitividade das suas empresas no mercado. A IA permite analisar grandes volumes de informação e entender o comportamento e as preferências dos clientes, permitindo a personalização de mensagens e ofertas. Com IA, pode-se automatizar tarefas repetitivas, libertando tempo e recursos, ou comunicar em múltiplos canais de forma integrada. IA apresenta inúmeras vantagens, mas é também necessário conhecer os desafios e soluções relacionados com a segurança dos dados e a privacidade na sua utilização.

Duração: 8 horas

Formador

António Andrade
António Andrade

António Andrade

Professor na Católica Porto Business School.

Doutorado em Tecnologias e Sistemas de Informação pela Universidade do Minho. Mestre em Informática de Gestão (U. Minho). Coordenador do Mestrado em Ciências da Informação e da Documentação na Faculdade de Filosofia da UCP‑Braga. Membro da Direcção da Faculdade de Economia e Gestão de janeiro de 2005 a janeiro de 2008. Colaborador em vários Cursos de Escolas da UCP (FEP, FACIS, FACFIL, ESB, ICS, FD, FT, EGE). Consultor do Ministério da Educação. Membro do Conselho Científico do Observatório do Plano Tecnológico da Educação (maio 2009).

Convidado

Profissional da área da comunicação ou jornalismo reconhecido pelo seu envolvimento com as novas tecnologias de informação, especialmente a Inteligência Artificial aplicada à Comunicação, aos Média e às Empresas.

A confirmar sessão a sessão

Academia NewsMuseum

A Academia NewsMuseum é uma nova valência do NewsMuseum dedicada à oferta formativa nas áreas de comunicação, média, informação e marketing, com formação estruturada em duas linhas pedagógicas: Comunicar e Compreender.


MAIS INFORMAÇÃO: elsaluis@newsmuseum.pt

A Equipa

José Bartolomé Duarte

Founder & Head Academia Newsmuseum

Licenciado em Gestão de Empresas. Pós-graduado em Mercados e Activos Financeiros pelo ISCTE. Professor Convidado pela UE e pelo IADE há mais de 20 anos. Foi Director Executivo da Pós-Graduação em Estratégias de Comunicação e Assessoria Mediática, na UE.

 


 

Elsa Luís

Gestora de Formação e Coordenadora Pedagógica

Doutorada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Gestora de Formação Certificada. Coordenadora Pedagógica do NewsMuseum desde 2019.

Cronologia

Desde a Antiguidade, a fronteira entre a verdade e a mentira foi sempre ténue, influenciando a nossa perceção e a nossa opinião, até ao presente.

Acredita-se que as Fake News tenham uma longa história. A utilização política de mentiras era, por exemplo, uma constante na Grécia Antiga. Desde a Antiguidade, a fronteira entre a verdade e a mentira foi sempre ténue, influenciando a nossa perceção e a nossa opinião, até ao presente.

1439

A invenção da Imprensa de Gutenberg foi o início da divulgação de notícias para um público mais alargado. Naquela época, muitas notícias não foram verificadas.

1620

Novum Organum,

No seu Novum Organum, o filósofo Francis Bacon descreve pela primeira vez o fenómeno psicológico que está subjacente a grande parte das nossas preocupações modernas sobre a confiança e a verdade.

1672

Carlos II emite uma proclamação “para restringir a propagação de notícias falsas” que ajudava “a nutrir um ciúme e uma insatisfação universais nas mentes de todos os bons súbditos de Suas Majestades”.

1755

A falsa explicação da Igreja Católica sobre o terramoto de Lisboa de 1755 leva Voltaire a falar contra o domínio religioso.

1835

O New York Sun noticia que existe vida na lua. Este é um exemplo de uma famosa farsa de notícias que se espalha através de um meio de comunicação popular.

Veja a notícia integral aqui: https://hoaxes.org/text/display/the_great_moon_hoax_of_1835_text/

1890

Na década de 1890, os editores de jornais americanos rivais Joseph Pulitzer e William Hearst competem pelo público através do sensacionalismo e da divulgação de rumores como se fossem factos, uma prática que ficou conhecida na época como “yellow journalism”.

1913 – 1914

A propaganda da Primeira Guerra Mundial foi espalhada para conquistar o sentimento dos homens de se juntarem ao exército.

1939 – 1945

A difusão da propaganda antissemita pelos alemães alegava que os judeus eram más pessoas.

Anos 90

Talk shows

Talk shows satíricos e publicações de notícias como The Onion tornam-se muito populares e espalharam histórias falsas sobre celebridades e políticos.

2003

Artigos sobre Saddam Hussein

No período que antecede a guerra do Iraque, são publicados vários artigos sobre as armas de destruição maciça inexistentes de Saddam Hussein que encheram as páginas dos jornais de todo o mundo.

2014

Surgem relatórios da Internet Research Agency (com sede em São Petersburgo), à medida que o conflito na Ucrânia aumenta. Antigos trabalhadores dizem ao The Guardian que eram “pagos para inundar fóruns e redes sociais com comentários antiocidentais e pró-Kremlin”.

2016

Tweet Fake

A 17 de novembro de 2016, é publicado o primeiro tweet que utiliza as palavras fake e news. Donald Trump irá utilizar o termo fake news num tweet a 10 de dezembro de 2016.

2017

Fake News

Fake News torna-se a palavra do ano no Dicionário Collins e permanece nas manchetes desde então.

 

Lei Alemanha

A Alemanha aprova uma lei que exige que os sites de redes sociais removam discursos de ódio, fake news e material ilegal no prazo de 24 horas.

2018

O Presidente dos EUA, Donald Trump, anuncia os ‘Prémios Fake News’.