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"INESPERADO, INTELIGENTE E DIVERTIDO"

News Standard

José Rui Cunha

Jornalista e colega de Fernando de Sousa na delegação da SIC em Bruxelas.

Paulo Dentinho

Jornalista correspondente da RTP em Maputo, Timor-Leste e Paris que chegou ao cargo de Diretor de Informação da emissora estatal.

José Rodrigues dos Santos

O jornalista e correspondente de guerra ocupou o cargo de Diretor de Informação da RTP por duas vezes. Para além de apresentar o Telejornal da emissora nacional, leciona na Universidade Nova de Lisboa e é romancista. 

Fátima de Sousa

Esposa de Fernando de Sousa.

    António José Teixeira

    Diretor Adjunto da Informação da RTP. Anteriormente, ocupou cargos de direção na SIC Notícias, Diário de Notícias, TSF e Jornal de Notícias. 

    Ricardo de Sousa

    Filho de Fernando de Sousa.

    Ricardo Costa

    Jornalista desde os 21 anos, ocupa agora o cargo de Diretor-Geral de Informação do grupo Impresa, depois de ter assumido funções diretivas no Expresso e SIC Notícias.

    José Gomes Ferreira

    Jornalista especialista em Economia. Desde 1992, é jornalista na SIC onde atualmente ocupa o cargo de Diretor Adjunto de Informação.

    A batalha que divide Girls & Boys

    «Country House» vs. «Roll With It». A 20 de agosto de 1995, Blur e Oasis enfrentam-se na «Battle of Britpop». As duas bandas lançam um single exatamente no mesmo dia; o clímax de uma rivalidade que vai muito para além da conquista do TOP ONE

    Uma semana antes, Blur e Oasis tinham lançado os seus mais recentes singles, exatamente no mesmo dia. A competição entre duas das mais populares bandas do país fazia manchetes e chegava aos noticiários; todos queriam saber quem sairia vencedor da «Battle of Britpop».

    Uma batalha que significava muito mais do que apenas provar qual dos singles vendera mais cópias. Era o feroz confronto entre sul e norte, classe média e classe trabalhadora, Chelsea e Manchester City, Blur e Oasis; um sem fim de antagonismos resumidos num só: «Country House» vs. «Roll With It».

    Os «rebeldes» do norte e os «universitários» do sul

    Reino Unido, início dos anos 90. Elton John, Whitney Houston e Bryan Adams eram alguns dos nomes que dominavam ostops britânicos. Mas, na cena musical independente, estava a ser preparada uma revolução: o movimento «Britpop» ganhava força, uma mescla entre os géneros pop e rock que iria marcar a indústria musical.

    Duas músicas marcaram o compasso inicial deste movimento: em 1992, os Suede lançavam a «Drowners», e uma jovem banda nascida em Londres deitava a «Popscene» para fora: os Blur. Constituídos por Damon Albarn, Graham Coxon, Alex James e Dave Rowntree, lançaram o seu primeiro álbum em 1991, «Leisure», estreando-se em sétimo lugar do top britânico.

    Provando que há vida fora da capital, e enquanto os Blur faziam sucesso por Londres, em Manchester nasciam os Oasis.

    A banda foi criada em 1991, a partir de um grupo já existente, chamado The Rain. A formação original incluía o vocalista Liam Gallagher, o guitarrita Paul “Bonehead” Arthurs, o baixista Paul “Guigsy” McGuigan e o baterista Tony McCarroll.

    O irmão mais velho de Liam Gallagher, Noel, juntou-se à banda pouco depois da sua formação, dando origem a uma das mais profícuas – e controversas – relações fraternais do mundo da música.

    Em 1994, a banda lançou o seu primeiro trabalho. «Definitely Maybe» entrou diretamente para o primeiro lugar do top e tornou-se o álbum de estreia mais rapidamente vendido até à data.

    Oasis e Blur, fenómenos da Britpop, tornaram-se dois dos mais populares grupos britânicos e o sucesso conduziu a que se tornassem rivais nos tops… e fora deles.

    Os Blur chamavam «Oasis Quo» à banda de Manchester, por considerarem que todas as suas músicas eram semelhantes. Já os Oasis afirmavam que os Blur eram “a bunch of middle class art students” [«um bando de estudantes de arte de classe média»]. Uma rivalidade extensivamente coberta – e até fomentada – pelos media.

    E o número 1 vai para…

    Em agosto de 1995, o confronto chegava a um nível nunca antes visto. A gravadora dos Blur decidiu antecipar o lançamento do single «Country House» para o mesmo dia em que os Oasis iriam divulgar «Roll With It».

    Coincidência, uma astuta estratégia de Marketing para promover o grupo ou um teste definitivo à popularidade das bandas; as teorias são mais que muitas. Certo é que o mundo da música voltava as suas atenções para o Reino Unido para assistir a este duelo de titãs, quase que reminiscente do confronto entre The Rolling Stones e The Beatles nos anos 60.

    A preparação para o confronto direto foi feroz. Cada cópia vendida contava e a nação dividia-se entre os que gostavam de «Country House» e os que preferiam «Roll With It».

    A 20 de agosto chegou o veredicto: o número 1 era dos Blur. A música «Country House» vendeu 274 000 cópias, enquanto «Roll With It» se ficou pelas 216 000. Foi a primeira vez que um single dos Blur chegou ao primeiro lugar dos tops.

    A banda apresentou-se no programa Top of the Pops para uma performance na qual, claro, não faltou uma provocação. O baixista Alex James usou uma t-shirt onde se lia, nada mais, nada menos que… Oasis.

    A equipa dos Oasis tentou explicar a derrota afirmando que o preço dos singles era diferente, que os Blur tinham lançado duas versões para aumentar as vendas e até que se tinham registado problemas com os códigos de barra.

    Noel Gallagher era mais sucinto. Em entrevista ao Observer, afirmou: “I hate that Alex [James] and Damon [Albarn]. I hope they catch AIDS and die” [“Odeio aqueles Alex (James) e Damon (Albarn). Espero que apanhem SIDA e morram”]. Gallagher acabou por se desculpar pelo comentário.

    O líder dos Blur reagia à rivalidade com ironia: “I can’t make up with Noel. Britpop would be over and heaven forbid that we’d ever admit we’d all grown up!” [“Não posso fazer as pazes com o Noel. A Britpop iria chegar ao fim e Deus nos livre que todos cresçamos!”].

    A grande batalha tinha chegado ao fim. Não deixa de ser curioso que a disputa que tantos rios de tinta fez correr na imprensa da especialidade, e não só, tenha sido entre duas canções que não ficaram imortalizadas com particular destaque na discografia das bandas.

    O sucesso dos Oasis nos palcos de todo o mundo alastrou-se aos relvados. As suas músicas são frequentemente entoadas nas partidas do Manchester City, equipa da qual os irmãos Gallagher são fãs acérrimos.

    Batalha perdida, guerra vencida?

    Os Blur tinham ganho o confronto direto, mas a disputa estava longe de terminar. O seu álbum, «The Great Escape», foi aclamado pela crítica e tornou-se tripla platina.

    Um feito eclipsado pelo sucesso de «(What’s The Story) Morning Glory?», dos Oasis. O álbum passou dez semanas no número 1 do top britânico e chegou ao quarto lugar dos tops nos Estados Unidos. Foram vendidas mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo.

    Ao ser distinguidos nos Brit Awards de 1996, os Oasis não resistiram a atacar mais uma vez os rivais. A banda cantou, em palco, uma versão irónica do single «Parklife», um dos maiores sucessos dos Blur.

    De êxito em êxito, com alguns fracassos, idas para a reabilitação e muitos conflitos familiares pelo meio, a história das duas bandas acabou por seguir rumos diferentes. Os Blur entraram em hiatusem 2003, mas anunciaram o regresso no final de 2008, continuando ativos até à atualidade. Por seu lado, e depois de sucessivas alterações na formação da banda, os Oasis terminaram em 2009, com a saída de Noel Gallagher.

    Blur, Gorillaz, The Good, the Bad & the Queene Rocket Juice & the Moon têm um denominador comum: Damon Albarn. De bandas sonoras cinematográficas a produções teatrais, com projetos a solo e a fundação de novas bandas pelo meio, Albarn é um dos artistas mais produtivos das últimas décadas.

    Duas décadas após a «Battle of Britpop», Damon Albarn e Noel Gallagher parecem ter enterrado o machado de guerra. Em 2013, juntaram-se em palco para cantar «Tender», um sucesso dos Blur lançado em 1999.

    A rivalidade entre os músicos pode ter terminado, mas a batalha entre Blur e Oasis pelo número 1, essa ficou imortalizada na história da música britânica e na cultura popular. Anos depois do confronto, Noel Gallagher era perentório em admitir o mérito dos Blur em, pelo menos, uma coisa: “It’s Blur and Oasis. Why did their name get put first? […] Hats off to him [Damon Albarn] for that.” [«É Blur e Oasis. Por que é que o nome deles aparece primeiro? […] Tiro-lhe o chapéu [a Damon Albarn] por isso».

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    Siga a coluna de Salgueiro Maia até ao Carmo, veja os cravos encarnados e acompanhe a par e passo os eventos do 25 de abril. Uma reportagem em direto, no dia que mudou o país

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