MEDIA AGE EXPERIENCE
"INESPERADO, INTELIGENTE E DIVERTIDO"

News Standard

O Museu

A nossa visita começa pelas guerras, um dos melhores lugares para perceber o papel do jornalismo. A Guerra Civil de Espanha mostrou o poder da imprensa escrita. A Segunda Guerra Mundial fez da rádio um instrumento central. O Vietname mudou tudo com a imagem televisiva. E a Guerra do Iraque inaugurou o tempo dos diretos permanentes. Aqui, o visitante percebe que o jornalismo não relata apenas a guerra… influencia-a e é influenciado por ela. A guerra é o primeiro teste ao jornalismo. – Inês Paixão

Inês Paixão: Quando a informação entra em conflito, o espaço mediático transforma-se numa arena. Durante séculos, os duelos fizeram-se à margem, a tiro ou à lâmina. Resolviam-se no segredo e com risco de vida. Hoje, os confrontos mudaram de palco, acontecem em estúdio, à vista de todos. Já não fazem mortos nem feridos, mas deixam marcas na reputação e nas carreiras mediáticas.

Rodrigo Moita de Deus: Esta é uma das salas mais pequenas do NewsMuseum e talvez a mais exigente. O desafio era abordar um dos temas mais sensíveis do nosso tempo: a propaganda. Todas as palavras contavam, todas as palavras tinham peso. Aqui contamos a história da palavra propaganda, o seu significado ao longo dos tempos. Mas também contamos a história dos grandes propagandistas… com grande destaque para António Ferro.

Encontramos o seu legado nas marchas populares, no folclore, nos castelos de Portugal ou nas pousadas. Propaganda que foi obra física e cultural e que ainda hoje marca quem somos como país e povo. E aqui mesmo, aqui mesmo, temos um mural original do grande artista António Alves, o histórico muralista do MRPP. Um dos poucos locais do país onde um mural de extrema-esquerda era capaz de conviver com o trabalho de António Ferro.

Rodrigo Moita de Deus: Fizemos a sua biografia e enviamos o texto para revisão do nosso curador, o embaixador Seixas da Costa. A resposta veio por e-mail e era bastante direta: o texto não fazia justiça à obra de António Ferro. Decidi tratar pessoalmente do assunto. Fiz um texto magnífico. Enviei para o Luís Paixão Martins e não recebi feedback nenhum. Estranhei. Liguei para a produção e perguntei se o texto estava bem. Disseram-me que o Luís tinha feito umas pequenas alterações. “Alterações?”, perguntei eu. “No meu magnífico texto? Que alterações?”. Onde se lia “Presidente do Conselho”, passou-se a ler “Ditador Salazar”. Sim, aqui, nesta sala, todas as palavras contam.

Rodrigo Moita de Deus: O carreiro traz-nos até aqui, a esta sala e ao gigantesco desafio de contar a história da idade dos media em Portugal. Do grande último evento mediático ao primeiro grande evento mediático, recriando os ambientes sonoros e visuais de cada uma das épocas. Tivemos de identificar cada um dos momentos que mais marcou o país e encontrar o som, a imagem, a notícia que melhor se adequava. Não quisemos fazer um simples vídeo em 360 graus. Quisemos fazer uma aula de história, multimédia e recorrendo aos materiais originais. Um desafio imenso de pesquisa, narrativa e produção que divertiu muito toda a equipa envolvida e fascinou quem nos visitou.

Inês Paixão: Se este museu tem um coração, é aqui, no Lounge. Um ecrã gigante, interativo, vivo… 100 anos em alguns minutos. A história contada por quem a noticiou. A propaganda não desapareceu, mudou de palco. E o desporto tornou-se um dos grandes palcos mediáticos do nosso tempo. Comparar hoje Eusébio e Cristiano Ronaldo é comparar duas eras da comunicação. O jogo já não termina no relvado, continua na conferência de imprensa, na construção da imagem, no controlo da narrativa.

Luís Paixão Martins: Passavam poucos minutos da meia-noite do 25 de abril de 1974 quando a Rádio Renascença emitiu a senha para o levantamento do Movimento dos Capitães. Um civil, Joaquim Furtado, foi nessa madrugada a voz da revolução militar. Este nosso espaço, que reproduz uma cabine de emissão dos anos 70, é uma homenagem à jornada mais importante da história da rádio em Portugal quando ela assume o maior protagonismo mediático à medida que a nossa democracia estava a dar os seus primeiros passos.

Dos Factos às Perceções

Liberdade de Imprensa. Parece uma conquista definitiva até olharmos para este globo. Apenas uma em cada sete pessoas no planeta vive num país onde a imprensa é verdadeiramente livre. – Inês Paixão

Luís Paixão Martins: O século XX, foi o século dos media e do jornalismo. A humanidade criou o sistema de partilha de informação, que foi encurtando distâncias e foi anulando o tempo. Em qualquer local do nosso planeta, passámos a ter acesso. Muitas vezes, um acesso instantâneo a uma gigantesca ementa informativa.

Para facilitar a nossa escolha, criámos a figura do “gatekeeper”, isto é, entregámos nas mãos de profissionais, a seleção dos temas e a simplificação dos conteúdos. Atribuímos-lhes o poder de decidirem, por nós, a informação que queríamos obter a partir de uma matéria prima a que chamámos: o facto. O jornalista produzia a notícia, desenvolvia a reportagem, acrescentava o comentário, partilhava a entrevista. Tinha o comando do portão do sistema mediático.
A partir do final da primeira década do século XXI, com a evolução das redes sociais, fomos destruindo esse monopólio e aceitámos a substituição progressiva dos critérios, das regras, dos estilos, dos princípios éticos do velho sistema mediático baseado no facto, pelo algoritmo das plataformas criadas por um grupo de mega-milionários plutocratas que investem nas perceções. O importante, agora, não é dotar os consumidores do facto que lhes permita decidir. O objetivo atual, é provocar as perceções pretendidas, mesmo que elas não assentem no facto, mesmo que sejam desmentidas pelo facto.

O NewsMuseum foi criado para dar testemunho da época do facto, para guardar a memória da sua existência, para renovar o seu valor, num momento em que se torna num bem cada vez mais escasso, num luxo apenas ao alcance de uma minoria com tempo e competências.

Inês Paixão: O NewsMuseum existe para lembrar que o jornalismo importa, que a verdade importa. Que a liberdade de informar e de ser informado não é um luxo, é um direito e uma responsabilidade. No tempo das perceções, a decisão é de cada um de nós.

… ao Presidente Marcelo

A Parte 1 desta experiência visual imersiva do NewsMuseum foca-se no período contemporâneo, marcado pela velocidade da informação digital e por crises globais sem precedentes. Da morte da Rainha Isabel II e os relatos da invasão russa da Ucrânia, notícias sobre a crise no Banco Espírito Santo (BES), a detenção de José Sócrates, pandemia de COVID-19, a eleição de António Guterres como secretário geral da ONU e a euforia nacional da vitória no Euro 2016 e a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa

… ao Nobel de Saramago

A Parte 2 foca-se na consolidação da democracia portuguesa e nos abalos geopolíticos e sociais do início do milénio. A crise financeira, o pedido de resgate à Troika e o queda do governo de José Sócrates, o choque do 11 de Setembro de 2001, até ao prémio Nobel a Saramago.

… ao 25 de Abril de 1974

A Parte 3 desta viagem começa na modernidade da Expo ’98, as maiorias absolutas de Cavaco Silva, a queda do Muro de Berlim, a adesão de Portugal à CEE e culmina com a Revolução dos Cravos.

… ao Fim da Primeira República

A 4ª parte percorre todo o tempo da Ditadura, a Segunda Guerra Mundial, o Mundo Português e o fim da Primeira República.

… ao Regicídio

Parte 5 conta-nos as lideranças da Primeira República, o Milagre de Fátima, a Primeira Guerra Mundial e o Fim da Monarquia.

Novo Dicionário da Comunicação

Um trabalho enciclopédico coordenado por Pedro Correia, reúne termos de várias gerações do jornalismo. Cerca de 14 pessoas colaboraram na conceção deste dicionário «multigeracional».

Apresentação na Escola Superior de Comunicação Social:

Nunca como agora o mundo da Comunicação viveu tantas transformações tão radicais e tão rápidas. A experiência deixou de ser um dado adquirido pelo conhecimento do passado, mesmo que seja o mais próximo, e tornou-se num somatório de conhecimentos que, forçosamente, têm de ser actualizados em permanência.

Novo Dicionário da Comunicação não se limita a enunciar os vocábulos profissionais do sistema mediático. Trata-se de uma edição enciclopédica criada por uma equipa qualificada de consultores e que é do maior interesse para profissionais, estudantes e interessados dos fenómenos dos Media, do Jornalismo, do Marketing e da Comunicação.

Novo Dicionário da Comunicação foi escrito sem o novo acordo ortográfico.

Aqui: https://www.wook.pt/livro/novo-dicionario-da-comunicacao-news-museum/16936733?srsltid=AfmBOorANvwSIsHreOWOs3h8ShRTY66AeGo398owPJURxcmm4xlxYiZn

Tinha tudo para correr mal – Memórias de Um Comunicador Acidental

É a retrospetiva da carreira de Luís Paixão Martins, o mentor do NewsMuseum, radialista dos anos 70, jornalista da década de 80, e consultor de Comunicação durante cerca de 30 anos. Trata-se de uma obra que apresenta uma perspetiva única dos bastidores do mundo dos Media e da Comunicação.

Apresentação na Universidade do Porto:

Aconselhou José Sócrates, Aníbal Cavaco Silva, Ricardo Salgado, Jorge Nuno Pinto da Costa e Isabel dos Santos. O mais referenciado dos nossos consultores de imagem partilha as suas memórias que constituem o testemunho vivo do miúdo de voz grossa que viveu por dentro a Rádio dos anos 70 e o Jornalismo dos 80, antes de ter criado a maior instituição de Public Relations do país. É um relato vivo, divertido e transparente essencial para quem quiser conhecer os bastidores do mundo dos Media e da Comunicação.

Aqui: https://www.wook.pt/livro/tinha-tudo-para-correr-mal-luis-paixao-martins/16936734?srsltid=AfmBOorS4AdSnc0PllSGOdfMzIM6C88BP5LsTfrIWHersSo3_D5ZrBlS

Opps – Televisão em Direto

Os momentos embaraçosos protagonizados no pequeno ecrã.

Opps – Títulos Sugestivos

As palavras mal encontradas publicadas na imprensa escrita.

Salão Europeu do Estudante

No Salão Europeu do Estudante em Bruxelas, dava-se a conhecer as oportunidades concedidas aos estudantes pela facilidade de circulação no espaço europeu.