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News Standard

Pioneiros

O fotojornalismo de Joshua Benoliel, as ilustrações de Stuart Carvalhais ou o pioneirismo feminino de Maria Lamas marcam novas fases e características do jornalismo português. Por isto, eles e outros pioneiros são homenageados

O fotojornalismo de Joshua Benoliel, as ilustrações de Stuart Carvalhais ou o pioneirismo de Maria Lamas marcam novas fases e características do jornalismo português e por isso estes, entre outros, são aqui homenageados

Repórteres

O poder da observação e a força das palavras marcam os trabalhos do Repórter X, Esculápio ou Urbano Carrasco. Este dá o exemplo com uma vigorosa cobertura da erupção do vulcão dos Capelinhos, em 1957

O poder da observação e a força das palavras marcam os trabalhos do Repórter X, Esculápio ou Urbano Carrasco. Este dá o exemplo, durante a erupção do vulcão dos Capelinhos, em 1957, com uma vigorosa cobertura do acontecimento que culmina com o colocar da bandeira no epicentro da catástrofe.​

Fundadores

O que seria do Jornalismo sem os industriais dos Media? Eduardo Coelho, fundador do Diário de Notícias, e Manuel Pinto de Azevedo Júnior, diretor d’ O Primeiro de Janeiro, são dois dos responsáveis do desenvolvimento do Jornalismo português

O que seria do Jornalismo sem os industriais dos Media? Eduardo Coelho, fundador do Diário de Notícias, e Manuel Pinto de Azevedo Júnior, diretor d’ O Primeiro de Janeiro, são dois dos responsáveis pelo desenvolvimento da informação em Portugal

Comunicadores

O Jornalismo que informa e entretém. É a voz de Fernando Pessa que, em 1945, enche o éter com o anúncio do final da guerra. É a sua voz que ilustra os documentários da United Newsreel que passam nas salas de cinema em Portugal antes dos filmes de Bogart, Bacall e Garbo

O jornalismo que informa, educa e entretém. É a voz de Fernando Pessa que, em 1945, enche o éter com o anúncio do final da guerra. É a sua voz que descreve a parada da vitória no The Mall, é ainda a sua voz que ilustra os documentários noticiosos da United Newsreel que passam nas salas de cinema em Portugal antes dos filmes de Humphrey Bogart, Lauren Bacall e Greta Garbo​

Cronistas

A crónica é o género do Jornalismo que mais se aproxima da Literatura e destaca personalidades de referência das nossas redações como Augusto Abelaira, Mário Castrim e Luís de Sttau Monteiro

A crónica, reservada aos jornalistas que a escrever dissertam sobre temas de interesse geral, aproxima o Jornalismo da Literatura. Augusto Abelaira, Mário Castrim e Luís de Sttau Monteiro são alguns destes jornalistas escritores

Os cacifos mediáticos

São uns cacifos diferentes daqueles que estamos habituados a ver nos estádios, nos pavilhões, nos ginásios. Foram criados para que se possa espreitar alguns dos momentos mediáticos mais significativos do mundo do Desporto

São uns cacifos diferentes daqueles que estamos habituados a ver nos estádios, nos pavilhões, nos ginásios. Foram criados para que se possa espreitar alguns dos momentos mediáticos mais significativos do mundo do Desporto

Festival Woodstock 1969

Três dias de paz, amor e Rock’n’roll foi o slogan de um dos mais icónicos festivais de música. O calendário marcava agosto de 1969 e e cerca de 400 mil espetadores reuniram-se num fim-de-semana chuvoso na pequena cidade de Bethel, em Nova Iorque

Três dias de paz, amor e Rock’n’roll foi o slogan de um dos mais icónicos festivais de música. O calendário marcava agosto de 1969 e e cerca de 400 mil espetadores reuniram-se num fim-de-semana chuvoso na pequena cidade de Bethel, em Nova Iorque

Benjamin Franklin

Jornalista, proprietário de publicações e até autor do primeiro cartoon político norte-americano. O seu nome fica imortalizado enquanto presidente dos EUA, mas Benjamin Franklin tem uma carreira profícua no Jornalismo

Jornalista, editor, autor, filantropo, abolicionista, cientista, diplomata, inventor, Benjamin Franklin é um dos pais fundadores dos EUA

Mrs. Silence Dogood

Benjamin Franklin nasceu em Boston a 17 de janeiro de 1706.  O pai, Josiah Franklin, era fabricante e comerciante de velas de cera. Benjamin foi o seu 17.º filho. Deixou os estudos aos dez anos de idade para ir trabalhar com o pai.

Aos doze anos entra como aprendiz de tipógrafo na oficina do irmão. Inteligente, estudioso, amante da literatura, Benjamin cultiva-se e começa a escrever.

Quando o irmão James se recusa a publicar os seus trabalhos, Benjamin Franklin adota o pseudónimo Mrs. Silence Dogood e as suas 14 cartas são publicadas no jornal do irmão The New England Courant, deliciando os leitores.

Quando descobre, o irmão gosta pouco da proeza. Franklin foge para Nova Iorque, rumando a Filadélfia, para onde regressou sempre, mesmo quando, ao longo da sua vida, viveu temporadas no estrangeiro.

Londres e a sua tipografia

Vai para Londres, onde trabalha como compositor tipográfico, mas volta aos EUA em 1726. Associa-se a um antigo colega, Hugh Meredith e monta a sua própria tipografia. Aí funda o Poor Richard’s Almanack. Foi publicado entre 1732 e 1758 e um best sellerna altura, chegando às 10.000 cópias por ano.

Em 1758, ano em que deixou de escrever para o almanaque, imprimiu O sermão do pai Abraão, hoje considerado o livro mais famoso produzido durante a América colonial.

Em 1729, Benjamin Franklin e Hugh Meredith compram o jornal The Pennsylvania Gazette.

Benjamin Franklin não se limitou a imprimir o jornal, tendo várias vezes escrito sob pseudónimo. Rapidamente o jornal se tornou o mais lido nas colónias, numa altura fucral: a Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775–1783).

The Pennsylvania Gazette publicaria, também, o primeiro cartoon político da América,  Join, or Die, da autoria do próprio Benjamin Franklin. Tornou-se um símbolo da Liberdade colonial durante a Guerra da Independência.  O jornal cessou a sua publicação em 1800, dez anos após a morte de Benjamin Franklin.

Em 1752, Franklin publica no jornal um relato, escrito na terceira pessoa, da pioneira experiência científica que havia realizado, sem dizer que tinha sido ele próprio a lançar um papagaio no meio de uma tempestade.

O para-raios e o envolvimento da comunidade

Na altura com mais tempo livre para os seus estudos e invenções dedica-se à compreensão da eletricidade, o que lhe deu reputação internacional.   Identificou as cargas positiva e negativa e demonstrou que os raios são um fenómeno de natureza elétrica. Foi, entre outros, o inventor do para-raios.

Ao longo da sua vida, o seu envolvimento com a comunidade foi notável. Criou em Filadélfia o corpo de bombeiros, fundou a primeira biblioteca circulante dos Estados Unidos e uma academia que mais tarde se transformou na Universidade da Pensilvânia.

Organizou um clube de leituras e debates, que deu origem à Sociedade Americana de Filosofia, e ajudou a fundar o hospital do estado. Foi também foi um dos principais dignitários da maçonaria americana.

A Política

Benjamin Franklin foi ainda político e embaixador das colónias no Reino Unido, com um papel determinante à altura, tendo ganho fama pelo espírito conciliatório. Foi um dos negociadores do Tratado de Paris, que formalmente encerrou a Guerra Revolucionária.

Participou da redação da “Declaração da Independência” e da Constituição dos Estados Unidos, discutida e aprovada pela Convenção Constitucional de Filadélfia, entre maio e setembro de 1787.

No final da sua vida, Franklin dedicou-se à abolição da escravatura, tendo-se tornado presidente da sociedade que lutava pela libertação dos negros ilegalmente retidos em cativeiro.

Morreu a 17 de abril de 1790, com 84 anos de idade. Em 1728 tinha escrito um epitáfio, hoje imortalizado no Independence Hall, em Filadélfia.

«Aqui jaz, para sustento dos vermes, o corpo de Benjamim Franklin, impressor, como a capa de um livro velho com as folhas já rasgadas e a encadernação estragada. Mas não ficará obra perdida, pois reaparecerá, segundo crê, em nova edição revista e corrigida pelo autor».

Tendências PESO/IP3

Luís Paixão Martins, Consultor de Comunicação e Relações Públicas, partiu do modelo PESO (Paid, Earned, Shared, Owned) para desenvolver uma nova forma de pensar as Relações Públicas: o IP3 (I de Influenciados, P1 de Próprios, P2 de Partilhados e P3 de Pagos).

O universo da Comunicação está em mudança; hoje, é possível viajar entre continentes em meros segundos e  disponibilizar conteúdos à velocidade de um clique, entre outras inovações impensáveis há apenas alguns anos.

O ritmo alucinante das alterações tecnológicas transformou para sempre o mundo dos negócios e o comportamento dos consumidores; a forma tradicional da prática de Relações Públicas tornou-se insuficiente.

A resposta chegou sob a forma do modelo PESO (Paid, Earned, Shared, Owned).

Trata-se de uma proposta sobre a forma como, na era digital, as Relações Públicas devem ser pensadas e trabalhadas.

O modelo PESO foi desenvolvido por Gini Dietrich, especialista da área das Relações Públicas.

Dietrich é fundadora e CEO da empresa de marketing integrado Arment Dietrich e autora do blogue Spin Sucks, que deu origeu ao livro homónimo.

There is a misguided perception in the PR industry that all we do is media relations. […] That, of course, is an old paradigm». [«Existe uma perspetiva errada na indústria das RP de que tudo o que fazemos são relações com os media. […] Isso, obviamente, é um paradigma antigo»]

«The industry used to “measure” media impressions and advertising equivalencies (many still do, unfortunately). Today, however, we have tools at our fingertips to push a fully integrated program that delivers real organizational results». [«A indústria costumava “medir” impressões mediáticas e equivalências publicitárias (muitos ainda o fazem, infelizmente). Hoje, porém, temos na ponta dos dedos as ferramentas para promover um programa totalmente integrado que produz verdadeiros resultados organizacionais»]

Media Conquistados

Refere-se à área tradicional das Relações Públicas, na qual as empresas/organizações têm de «conquistar» o seu lugar nos meios de comunicação, através do desenvolvimento de relacionamentos com os media, bloggers, investidores e influenciadores.

As empresas e organizações têm o objetivo de gerar publicity, ou seja, «de fazer correr tinta»; no fundo, que se fale ou escreva sobre elas.

Media Partilhados

Incluem a distribuição/redistribuição de conteúdos por clientes ou potenciais clientes, bem como a interação em plataformas sociais. As redes sociais desempenham um papel fundamental nesta área do modelo PESO.

Media Conquistados e Media Partilhados

O papel dos influenciadores intersecta duas vertentes do modelo PESO: Media conquistados e Media partilhados.

Uma empresa/organização deve refletir sobre a melhor forma de reagir em situações potencialmente negativas, desenvolvendo estratégias que permitam responder a detratores, ou seja, a quem ataca ou critica a marca.

Mais do que isso, importa transformar esses detratores em seguidores leais da marca.

Eventualmente, o objetivo é que os seguidores se tornem ativistas, espalhando a palavra sobre a empresa/organização.

A forma como uma empresa/organização se relaciona com as suas concorrentes, com outras organizações e até com a sociedade em geral deve ser alvo de reflexão por parte dos profissionais de Comunicação.

Uma das estratégias mais utilizadas é o estabelecimento de parcerias, sob a forma de vínculos com organizações de caridade, serviço à comunidade ou co-branding, em que um produto ou serviço é associado a mais do que uma marca, criando uma sinergia.

Media Próprios

Através das suas páginas web, blogues ou redes sociais, as empresas/organizações têm total controlo para criar e divulgar conteúdos, com os quais informam e educam os clientes e potenciais clientes.

Estes conteúdos podem ser criados por especialistas, aludir a histórias de colaboradores ou clientes ou até mesmo serem gerados pelos próprios utilizadores.

As empresas/organizações podem ainda optar por publicar análises, por desenvolver ações de jornalismo de marca (produção de conteúdos de cariz «jornalístico», mas em nome de uma marca) ou por organizar webinars, vídeos e podcasts.

Os conteúdos devem ser interessantes, cativantes e, acima de tudo, ter valor para o cliente/potencial cliente.

Media Pagos

Ação tradicionalmente conhecida como «publicidade». É comprado espaço em diversos media, permitindo à empresa/organização transmitir, nos seus próprios termos, a mensagem ao público-alvo.

Na vertente digital, os media pagos incluem ferramentas como:

– publicações patrocinadas no Facebook,

–  tuítes patrocinados,

– Twitter cards (os tuítes incorporam outros conteúdos para além do texto, permitindo enriquecer a experiência mediática),

– aquisição de fãs,

– lead generation (criação e estimulação de interesse num determinado produto ou serviço) ,

– Outbrain (plataforma de descoberta e recomendação de conteúdos).

Media Próprios e Media Pagos

Entre os incentivos promovidos por uma empresa/organização encontram-se a nomeação de afiliados e de embaixadores da marca.

Outra das estratégias utilizadas é a aposta em conteúdos patrocinados ou em publicidade nativa (anúncios pagos que são de tal forma coerentes com os conteúdos, design e historial da página que o utilizador sente que fazem parte da mesma).

Media Conquistados, Media Partilhados, Media Próprios e Media Pagos

Quando aplicado em pleno, o modelo PESO leva a que uma empresa/organização se torne numa autoridade.

Através do investimento em conteúdos otimizados, partilháveis e atrativos, torna-se um «líder de pensamento», reconhecido enquanto especialista pelos consumidores e pelos próprios concorrentes.

O programa «Autoria Google», descontinuado em 2014, também oferecia benefícios para as empresas/organizações que adotassem o modelo PESO, permitindo influenciar a ordem das páginas que aparecem no motor de busca de acordo com a reputação dos autores.

A importância do modelo PESO para o desenvolvimento de uma estratégia de comunicação torna-o numa ferramenta de inegável utilidade para o mundo das Relações Públicas.

O seu maior trunfo é pensar as RP como uma disciplina diversa e abrangente.

Gini Dietrich deixa o aviso:

«If you aren’t using the PESO model for your communications work, and measuring the meaningful metrics that help an organization grow, you will not have a job in 10 years».

[«Se não está a usar o modelo PESO para o seu trabalho de comunicação e para medir as métricas signficativas que ajudam uma organização a crescer, não terá emprego daqui a 10 anos»]

O relógio está a avançar…

O Modelo IP3

Luís Paixão Martins, Consultor de Comunicação e Relações Públicas, partiu desta abordagem para desenvolver um novo modelo: o IP3.

I de Influenciados, P1 de Próprios, P2 de Partilhados e P3 de Pagos

O profissional considera que as RP tradicionais estão a viver um período de erosão, dando lugar à ascensão das Public Relations.

A indústria tem estado a responder à mudança do sistema mediático alterando o posicionamento da sua atividade.

Nos últimos anos registou-se um decréscimo enorme da importância da figura do influenciado; as PR acrescentam agora o partilhar, o produzir e o pagar.

A abordagem IP3 hierarquiza as classes de canais em função da sua importância relativa.

O sistema mediático já não é só ver, ouvir e ler. É também publicar, utilizar, partilhar.

Além de influenciar, as PR utilizam as novas plataformas para fazer partilhas, produzem conteúdos e bens próprios e pagam para conseguir potenciar os seus produtos no novo ecossistema mediático.

Os conteúdos próprios reapareceram em força, à medida que a indústria dos media vai deixando desertos alguns dos territórios tradicionais. O engagement é uma das palavras-chave.

No que respeita à partilha de conteúdos, a disciplina de Online Reputation Management é das que mais tem crescido, permitindo mesmo a consultoras localizadas em mercados modestos obter uma certa globalização.

Os canais pagos dizem respeito não à publicidade tradicional, mas ao financiamento de alguns produtos jornalísticos através de patrocínios e outros mecanismos.

Um campo em mudança

Impõe-se uma visão de uma indústria em evolução, no sentido de potenciar, com os seus recursos internos, plataformas próprias, partilhadas e influenciadas, de engagement com os públicos.

Aos desafios colocados pela multiplicidade de plataformas, pela complexidade das práticas, pela concorrência dos sistemas e pela tensão do mundo comunicacional, as PR respondem com uma palavra: equipa.

Mesmo que de base informal, é cada vez mais importante que existam equipas que agreguem formações diversas, competências específicas, pegadas mediáticas plurais e ferramentas múltiplas.

As equipas são, mais do que nunca, um dos principais pilares das PR.

2015: La France est en guerre

Da redação do Charlie Hebdo aos palcos do Bataclan. Em 2015, mais do que nunca, o Estado Islâmico deixa o seu rasto sangrento pelo território francês. O Presidente François Hollande declara guerra ao terrorismo, cuja ameaça continua a pairar sobre todo o globo.

Da redação do Charlie Hebdo aos palcos do Bataclan. Em 2015, mais do que nunca, o Estado Islâmico deixa o seu rasto sangrento pelo território francês. O Presidente François Hollande declara guerra ao terrorismo, cuja ameaça continua a pairar sobre todo o globo.

Record

A Travessa dos Inglesinhos é, durante décadas, casa do jornal Record – desportivo é fundado, em 1949, por Fernando Ferreira, José Monteiro Poças e Manuel Dias

Nunca me engano e raramente tenho dúvidas

Aníbal Cavaco Silva promete não ter dito esta frase; contudo, são poucas as dúvidas acerca da veracidade desta confissão.

Aníbal Cavaco Silva promete não ter dito esta frase; contudo, são poucas as dúvidas acerca da veracidade desta confissão.