Nasceu o ”lobby gay” europeu
O lobby dos gays e lésbicas quer aproveitar as novas oportunidades da legislação europeia para salvaguardar o seu direito à diferença.
Diário de Notícias | 2001-07-15

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O lobby dos gays e lésbicas quer aproveitar as novas oportunidades da legislação europeia para salvaguardar o seu direito à diferença.
Diário de Notícias | 2001-07-15

Até à nossa edição de 8 de setembro, a primeira página refletia um mundo em rotação normal. A 15 de setembro titulávamos: “A América já acordou”. No dia 11, o mundo tinha mudado com os ataques suicidas nos EUA feitos com quatro aviões comerciais desviados pela Al-Qaeda, que provocaram quase 3 mil mortos e o espetacular desabar das torres do World Trade Center em Nova Iorque. Em breve teríamos enviados ao Tajiquistão e ao Paquistão; e até tivemos de evacuar o nosso edifício na Rua Duque de Palmela, em Lisboa, por causa de um alarme de antrax.
Até aí, a grande tragédia do ano tinha sido a de Entre-os-Rios, com a queda da Ponte Hintze Ribeiro e a morte de 59 pessoas, o que levaria à demissão do ministro do Equipamento Social, Jorge Coelho.
Em 2001, o Boavista foi campeão nacional; e Sporting e Benfica debatiam se deviam ter um estádio único. O Porto era Capital Europeia da Cultura; Herberto Helder escrevia uma carta ao Expresso a dizer que não aceitava que Isaltino Morais mandasse fazer uma estátua sua para o Parque dos Poetas de Oeiras; os talibãs destruíam as estátuas dos Budas de Bamiã; e em dezenas de cemitérios portugueses apareceram estátuas de anjos com a cabeça cortada.
José Sócrates, ministro do Ambiente, chumbou a “Manhattan de Cacilhas”; e João Soares, presidente da Câmara de Lisboa, queria um elevador para o Castelo de São Jorge com 85 metros de altura e quase 200 metros de passadiço. Jorge Sampaio foi reeleito Presidente da República. E o PS foi o grande derrotado das autárquicas, levando à demissão de António Guterres “para evitar um pântano político”. Pedro Santana Lopes venceu em Lisboa e Rui Rio venceu no Porto.
Seis empresários portugueses foram assassinados em Fortaleza, no Brasil, num crime planeado por Luís Miguel Militão; 5 dos 19 trabalhadores da Soares da Costa em Cabinda foram raptados pela Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda; Fidel condecorou Vasco Gonçalves. Morreram Anthony Quinn, John Lee Hooker, Jorge Amado, Christiaan Barnard, George Harrison, Gilbert Bécaud, Léopold Sédar Senghor…
Estalou uma polémica política quando a Lei da Programação Militar foi aprovada por 115 deputados, mas o Expresso descobriu nas imagens da votação que não estavam mais de 70 nas bancadas. Nesse ano, o país já tinha debatido os efeitos na saúde dos nossos militares provocado pelo uso de urânio empobrecido nas munições das forças da NATO nos Balcãs; e os Censos 2001 revelavam que Portugal tem uma área de 244 quilómetros quadrados superior aos registos oficiais.
Deixamos para o fim uma revelação surpreendente feita por Ana Maria, a filha de Marcello Caetano, que contou ao Expresso que na madrugada de 25 de Abril, ao procurar o pai na residência, descobriu, aberto sobre uma secretária, o livro que este se pusera a ler logo que fora informado da movimentação militar: “O Manifesto Comunista”, nas páginas devotadas “às movimentações de massas”.
Bruxelas deitou ontem por terra as previsões económicas do Governo português. A inflação, diz, vai subir para 3.5% em 2001, a quarta maior da zona euro; Pina Moura, na última revisão, apontou para uma taxa entre 2.9% e 3.3%. E a economia portuguesa, de acordo com as previsões da Primavera da Comissão Europeia, cresce apenas 2.6 %, a mais baixa taxa entre os países de coesão; contra os 3% avançados pelo ministro das Finanças português. E o pior é que, com os portugueses a ficarem mais pobres em relação à Europa, acabam também os anos dourados do emprego – o desemprego sobe para 4.6% e, em 2002, deverá mesmo ultrapassar os 5.0%. Nas Finanças Públicas, é ponto assente: o défice orçamental em 2001 será de 1.5%, contra os 1.1% projectados por Lisboa. Só que aqui, Bruxelas ainda não incorporou os cortes de 60 milhões de contos, anunciados na semana passada por Pina Moura.
Diário de Notícias | 2001-04-26

Um grupo de eurodeputados socialistas defende que a Comissão Europeia se torne no governo da União Europeia (UE) e que o seu presidente seja o primeiro-ministro dos Quinze. Os parlamentares também defendem que os comissários passem a chamar-se ministros da União e que o presidente do Conselho de Ministros seja o presidente da UE.
Diário de Notícias | 2001-02-28

Quando os alunos do ensino secundário sueco entrevistarem, amanhã vários comissários europeus sobre a Presidência da EU, agora a cargo do seu país, uma das interrogações poderá ser sobre a moeda única. A Suécia não pertence à União Económica e Monetária (UEM), mas terá no seu leque de atribuições a tarefa de fazer tudo para que, dentro um ano, as notas e moedas de euro entrem em circulação sem problemas. Se essas perguntas surgirem, num debate original entre jovens e comissários a demonstrar a frescura que a presidência pretende introduzir na aboradagem dos assuntos comunitários, talvez se torne evidente a posição algo embaraçosa da Suécia a tratar de uma moeda a que não pertence mas que não deixa de influenciar a sua economia. A presidência já considerou “vital para a EU que o euro seja um sucesso” e que a moeda única “promova a estabilidade e a integração económica.” Esta posição não deixa de pôr em evidência as contradições na sociedade sueca, com uma das opiniões públicas mais eurocépticas da EU. Como a Suécia não pertence a UEM, a presidência do Eurogrupo ficará a cargo da Bélgica. Apesar de não se incluir na zona, a Suécia sustenta os princípios consagrados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, um documento básico para a sustentabilidade da moeda única europeia. Para reforçar a rigorosa aplicação do Pacto, a presidência vai apresentar à cimeira de Estocolmo, em Março, um relatório sobre a contribuição das finanças públicas para o crescimento sustentável e emprego.
Diário de Notícias | 2001-01-08

O primeiro – ministro sueco Goveran Persson tencionava aproveitar a Cimeira Europeia de Estocolmo, em Março do próximo ano, para debater o envelhecimento da população, no desenvolvimento de um processo político iniciado, este ano, em Lisboa.
Diário de Notícias | 2000-12-01

Pia Kjaersgaard era a mulher da noite. Conhecida por “a rainha do “não” na Dinamarca”, a dirigente do Partido Popular, de direita, tinha visto alcançado um esforço de longa data: a rejeição do euro.
Diário de Notícias | 2000-09-30

A União Europeia quer facilitar a aplicação da justiça com o reconhecimento mútuo automático das decisões judiciárias entre Estados membros. Este princípio foi aprofundado no conselho informal de ministros da Justiça e da Administração Interna que ontem terminou em Marselha.
Diário de Notícias | 2000-07-30

A Suíça deu um passo decisivo de aproximação ao resto da Europa ao aprovar ontem, em referendo, um pacote de acordos bilaterais com a União Europeia pela maioria inequívoca de 67.2 por cento.
Diário de Notícias | 2000-05-22

No último ano do segundo milénio, o Papa João Paulo II veio a Portugal beatificar os pastorinhos Jacinta e Francisco Marto e revelar a terceira parte do segredo de Fátima.
A febre patriótica andou tão elevada que o Presidente da República (o socialista Jorge Sampaio), o primeiro-ministro (o socialista António Guterres) e políticos de vários partidos distribuíram “a alunos do 1° ciclo kits contendo a bandeira, um mapa de Portugal e uma cassete com o hino”.
No desporto, a seleção foi ao Euro 2000, mas acabou eliminada pela França nas meias-finais. Humberto Coelho deu o lugar a António Oliveira como selecionador. Vale e Azevedo saiu da presidência do Benfica, e a nova direção foi confrontada com “situações gravíssimas, que ninguém imaginava”. O seu sucessor, Manuel Vilarinho, desabafou ao Expresso: “Agora vou ter de me aguentar.” Ali perto, José Roquette revelou que, segundo uma sondagem encomendada pelo clube de Alvalade, “os proprietários de 42% do parque automóvel nacional são adeptos ou simpatizantes do Sporting, assim como mais de metade dos portugueses com rendimentos acima de 3 mil contos anuais [15 mil euros]”.
Luís Figo transferiu-se do Barcelona para o Real Madrid por 12 milhões de contos [60 milhões de euros]. Quando o calendário de jogos ditou o seu regresso a Camp Nou, precisou de proteção policial e foi atacado por uma chuva de moedas de cinco pesetas acompanhada por gritos de “pesetero”.
Faleceram Matateu, Edgar Cardoso, José Águas…
Internacionalmente, Portugal e Angola ficaram de relações tensas quando um ministro angolano acusou Mário Soares e o filho de beneficiarem do tráfico de diamantes e de marfim de Jonas Savimbi; a União Europeia cerrou fileiras contra a ascensão do político de extrema-direita Jörg Haider ao Governo da Áustria; um acidente com um avião Concorde em Paris matou 113 pessoas; e um acidente com o submarino nuclear russo “Kursk”, no Mar de Barents, levou à morte dos 118 tripulantes.
Foi também em 2000 que uma alteração ao Imposto Automóvel no Orçamento para o ano seguinte levou a uma corrida aos stands e fez com que os jipes esgotassem em todo o país. Os touros de morte em Barrancos tiveram a permissão do ministro da Administração Interna, Fernando Gomes. Manuel Maria Carrilho demitiu-se de ministro da Cultura alegando que o seu trabalho “está concluído”. O “Big Brother” estreou-se na TVI, polarizando as opiniões. O ministro da Educação, Augusto Santos Silva, disse que uma vaga de “incultura, incivilidade e indignidade” assola o horário nobre das televisões.
Houve muitos escândalos políticos, principalmente o caso Moderna, relacionado com o financiamento feito pela universidade a partidos, com particular envolvimento de Paulo Portas; e o da Fundação para a Prevenção e Segurança, criada no âmbito da Administração Interna, que levou à demissão de Armando Vara e de Luís Patrão.
O presidente da Sonae.com, Paulo Azevedo, prometia mudar de país se a Optimus não ficasse com uma das quatro licenças dos telemóveis de terceira geração; e “o gigantesco crescimento da Portugal Telecom” foi considerado pelo Expresso um dos factos mais marcantes do ano. Jorge Coelho, ministro do Equipamento Social, revelava que, “depois de encerrar ao tráfego aéreo em 2009, a aerogare da Portela será transformada em estação para os comboios de alta velocidade [TGV], que deverão ligar Lisboa e Porto a Madrid”.

O racismo está a aumentar na União Europeia e a opinião pública está cada vez mais desinteressada no assunto. Esta foi uma das principais mensagens saídas da inauguração, ontem, em Viena, do novo Observatório Europeu do Racismo e Xenofobia. O observatório destina-se a acompanhar a evolução do racismo e da xenofobia na Europa num sistema de alerta permanente. A oportunidade foi aproveitada para denunciar, mais uma vez, a coligação governamental austríaca por integrar o Partido da Liberdade, que defende publicamente posições xenófobas e racistas.
Diário de Notícias | 2000-04-08

A União Europeia rejeitou o desvio de verbas da Política Agrícola Comum (PAC) para a ajuda aos Balcãs. Esta posição foi tomada na Cimeira de Lisboa durante um debate que ordenou uma revisão dos programas de ajuda àquela região.
Diário de Notícias | 2000-03-25
