Visita da Associação Sol sem Fronteiras
No sábado dia 15 a associação Sol sem Fronteiras visitou o NewsMuseum

Quando Lyndon Johnson sobe ao poder, as condições para a entrada maciça dos EUA no conflito estavam criadas. O governo de Diem, corrupto e violento, rapidamente viraria a população do sul contra o regime. No final de 1960, um golpe militar contra Diem causa a morte de muitos civis. Os media, que até aqui tinham mostrado pouco interesse na guerra, viram no acontecimento um elevado atrativo noticioso. Pouco depois, o The New York Times enviava o seu primeiro repórter para Saigão, seguindo-se vários jornalistas da Reuters, da Agence France-Presse (AFP) e do The Times.
Em agosto de 1964, um tiroteio entre embarcações norte-vietnamitas e americanas no golfo de Tonquim despoletou o início dos bombardeamentos dos EUA ao Vietname do Norte.

Todavia, os Viet Cong não recuaram e endureceram a sua posição com várias retaliações. Ao aproximarem-se da base aérea e naval americana de Da Nang, Washington decidiu enviar dois batalhões de Marines para proteger a base. Os EUA estavam abertamente envolvidos no conflito. O número de press corps no sul do Vietname aumentou de 40, em 1964, para 419 no ano seguinte.

O Governo tinha crescente dificuldade em controlar a cobertura noticiosa, pelo que os media se tornaram na fonte primária de notícias sobre o conflito, ultrapassando os meios oficiais da Casa Branca.
A Guerra do Vietname foi o primeiro conflito bélico a ser televisionado, e a sua cobertura assumiria contornos sem precedentes. Na altura, a autonomia jornalística na cobertura de guerra era limitada: era impensável um repórter trabalhar atrás das linhas inimigas, pois seria acusado de traição. A guerra do Vietname veio quebrar esta regra.

Em janeiro de 1967, os norte-vietnamitas planearam o ataque a mais de cem cidades no Vietname do Sul, durante o feriado do ano novo lunar chinês (Tet). Esta ofensiva marcou o momento em que os norte-americanos se aperceberam da brutalidade da guerra.