MEDIA AGE EXPERIENCE
"INESPERADO, INTELIGENTE E DIVERTIDO"

News Standard

Visita dos alunos da Escola Profissonal Gustave Eiffel Amadora

Os alunos da Escola Profissional Gustave Eiffel da Amadora vieram ao NewsMuseum conhecer os jornalistas mais famosos do planeta no Stop and Go, uma sala dedicada ao Jornalismo da Ficção

Rui Tovar integrou os quadros da RTP no final dos anos 70, depois de ter passado por publicações como o Diário de Notícias e O Dia. Na estação pública, celebrizou-se como comentador de eventos de desporto e por apresentar espaços de informação nesta área, nomeadamente o popular programa «Domingo Desportivo».

NewsMuseum vai ser o anfitrião da entrega de prémios do Produto do Ano 2018

O NewsMuseum vai ser o anfitrião, no próximo dia 7 de fevereiro, da entrega de prémios do Produto do Ano Portugal. A edição de 2018, a partir da Maior Media Age Experience da Europa, conta com 32 novos premiados. 

 

18 de janeiro de 2018

Briefing Online

 

A edição de 2018, a partir da Maior Media Age Experience da Europa, conta com 32 novos premiados. 

NEWSLETTER DE JANEIRO DE 2018

Recorde os assuntos em destaque na newsletter de janeiro de 2018.

Recorde os assuntos em destaque na newsletter de janeiro de 2018.

O NewsMuseum foi um dos cenários escolhidos para filme do 17.º aniversário da SIC Notícias

A SIC Notícias, o primeiro canal temático de informação em Portugal, celebrou o 17.º aniversário. Para assinalar a efeméride foi produzido um filme que acompanha o crescimento do canal de televisão. O NewsMuseum, um espaço museológico dedicado aos Media e ao Jornalismo, acompanhou e acolheu esta iniciativa. Veja aqui o resultado final.

 

Festas de Aniversário que são Notícia!

Uma festa que promete ser uma experiência inesquecível na maior Media Age Experience da Europa. O NewsMuseum conta com várias atividades, jogos e experiências personalizadas ao aniversariante. Saiba como fazer a festa de aniversário do seu filho aqui.

 

Exposição Macho Media ultrapassa, desde abril, as 500 entradas de mulheres

A exposição Macho Media inaugurada a 25 de abril de 2017, no primeiro aniversário do NewsMuseum, já recebeu a visita de mais de 500 mulheres. Não perca a oportunidade de visitar esta exposição temporária que se dedica às conquistas das mulheres, durante mais de um século, pelos seus direitos na sociedade.

 

Artigo Poynter

Já fez mais de um ano que uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, o Facebook, se associou a ferramentas que ajudam a combater a disseminação de notícias falsas. Saiba no artigo deste mês como se encontra a questão das fake news nas Redes Sociais.

It’s been a year since Facebook partnered with fact-checkers. How’s it going?

 

Vi e Gostei

Carlos Moedas, o Comissário Europeu para a investigação, Ciência e Inovação, veio conhecer o NewsMuseum. Descubra neste vídeo a sua opinião sobre esta Media Age Experience. 

Hiperligar para o vídeo no Youtube:

 

Entrevista  

Diogo Cavaleiro licenciou-se em Ciências da Comunicação pela FCSH-UNL e estagiou no Público. Atualmente é jornalista no Jornal de Negócios.  Em 2017, publicou o livro «Caixa Negra».

 

Luís Paixão Martins

Atrair (mais) a Escola Pública

No balanço do 1º ano completo (2017) do NewsMuseum há um dado que salta à vista: quase metade dos nossos visitantes chegaram em visitas organizadas pelas suas escolas.

Atrair (mais) a Escola Pública

No balanço do 1º ano completo (2017) do NewsMuseum há um dado que salta à vista: quase metade dos nossos visitantes chegaram em visitas organizadas pelas suas escolas.

No balanço do 1º ano completo (2017) do NewsMuseum há um dado que salta à vista: quase metade dos nossos visitantes chegaram em visitas organizadas pelas suas escolas.

São, na esmagadora maioria, jovens de idades muito variadas, que frequentam o ensino secundário ou o universitário ou escolas profissionais, mas, para comprovar que a juventude é um estado de espírito, também registamos muitas visitas de jovens de associações da 3ª idade.

Trata-se de um indicador que me deixa bastante feliz porque, desde que o projeto começou a ser esboçado pela equipa, sempre nos pareceu que a experiência do NewsMuseum se destinaria, prioritariamente, àqueles que aqui procuram conhecimento – informação, imersão – sobre o sistema mediático – e sobre os episódios das últimas décadas na forma como foram narrados pelos Media.

Há, no entanto, um dado estatístico que ensombra esta análise: infelizmente a percentagem de visitantes escolares provenientes do ensino privado sobrepõe-se à daqueles oriundos do ensino público. E este dado é tanto mais surpreendente quando sabemos que este último tem uma representatividade muito superior.

Por isso decidimos, como medida prioritária para o ano que agora iniciamos, tomar medidas – das promocionais às institucionais – que visam reforçar o número de jovens visitantes que frequentam o ensino público, em especial do concelho de Sintra e dos seus vizinhos (Amadora, Cascais, Lisboa, Oeiras, Mafra), que constituem uma subregião do nosso país com elevadíssima população escolar.

Não se trata, naturalmente, de um programa cujos resultados decorram exclusivamente da nossa vontade, mas sei que vamos ter como ponto de partida o entusiasmo e as competências da equipa do NewsMuseum. Faço votos para que outras entidades, como o Ministério da Educação, as Câmaras Municipais e os Agrupamentos Escolares, nos queiram acompanhar neste desígnio.

Diogo Cavaleiro

Diogo Cavaleiro licenciou-se em Ciências da Comunicação pela FCSH-UNL e estagiou no Público. Atualmente é jornalista no Jornal de Negócios.  Em 2017, publicou o livro «Caixa Negra».

Diogo Cavaleiro licenciou-se em Ciências da Comunicação pela FCSH-UNL e estagiou no Público. Atualmente é jornalista no Jornal de Negócios.  Em 2017, publicou o livro «Caixa Negra».

Qual foi o acontecimento mediático que mais te marcou?
11 de setembro de 2001. A data em que percebi o poder dos media e de como a imagem se perpetua para sempre.

Qual é, atualmente, o maior obstáculo que os jornalistas enfrentam no exercício da profissão?
No imediato, a falta de tempo e de meios para se dedicarem a um tema específico. Em termos estruturais, o estrangulamento do horizonte profissional.

A necessidade dos jornalistas se adaptarem às plataformas digitais, na tua opinião, é uma ameaça ou um desafio?
A adaptação já devia estar mais do que feita em 2018. É claramente uma oportunidade para chegar a mais pessoas e de modo mais interessante. Mas é preciso formação. E tempo.

Qual é o teu conselho para os jovens estudantes que pretendem seguir Jornalismo?
Sigam-no, se é o que querem. Mas só se é mesmo o que querem.

Comentários

Visita da Escola Profissional ASAS

Os alunos da Escola Profissional ASAS vieram conhecer a maior Media Age Experience da Europa e desvendar os acontecimentos mais marcantes do último século pelos três pisos de mediatismo do NewsMuseum

Mais de 30 jornalistas e fotógrafos foram enviados pelos jornais portugueses para a Guerra Civil Espanhola. Todos foram destacados para o território rebelde. Onze jornalistas e dois fotógrafos foram enviados pelo Diário de Notícias. Cinco pessoas foram destacadas pelo jornal O Século. Sete correspondentes, entre os quais dois fotógrafos, foram enviados pelo Diário de Lisboa. Dois jornalistas foram destacados pelo Diário da Manhã e mais dois pelo Comércio do Porto. Apenas um repórter foi enviado pelo Jornal de Notícias e outro pel’O Primeiro de Janeiro.

 

Visita da S.A Formação Profissional

Os alunos da S.A. Formação vieram visitar o NewsMuseum e conhecer a Galeria dos Imortais, na qual são contadas as estórias de personalidades marcantes do panorama jornalístico português

A edição de Madrid do ABC de 28 de março refere o apelo do Conselho Nacional de Defesa aos espanhóis, “en demanda de la serenidad que exige el momento.”

A política editorial alterara-se por completo. O retrato de Franco ocupava a primeira página do jornal. “ABC, en el momento de la liberación de Madrid, consigna el saludo más entusiasta para el valiente capitán y para el insigne estadista que está haciendo la España nueva”, escrevia o ABC.

 

Durante o franquismo, o ABC viria a apoiar o regime, voltando a tornar-se num dos jornais mais vendidos em Espanha.

 

 

Com o final da guerra, as relações diplomáticas entre Portugal e Espanha continuaram a ser alvo de cobertura nos meios nacionais, ilustrando a proximidade entre os regimes de Salazar e Franco.

 

 

O jornal ABC refletia o contraste: A versão franquista – o ABC Sevilla – tinha cerca de 30 páginas, muitas imagens e inaugura constantemente mais seções dentro da publicação. No primeiro trimestre de 1939 registava uma tiragem de 130 000 exemplares.

Já o periódico de orientação republicana revelava um decréscimo em todas as frentes. A escassez de papel registada na capital madrilena e a dificuldade crescente de aceder a fontes fez com o jornal passasse a ser publicado com apenas 4 folhas. Na capa, com o intuito de aproveitar melhor o espaço disponível, eram muitas redigidas notícias. No último trimestre de 1938 a tiragem do ABC de Madrid era de 8000 exemplares.

 

Newsletter de dezembro de 2017.

Recorde os assuntos em destaque na newsletter de dezembro de 2017.

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O Reino do Natal regressou à Vila de Sintra e o NewsMuseum volta a fazer parte da iniciativa

De 1 a 23 de dezembro, Sintra volta a ser o palco do Reino do Natal e o NewsMuseum proporciona uma viagem, até ao Polo Norte, num direto em televisão para miúdos e graúdos a partir da experiência NewsTV.

 

Programa Prova Oral celebra 15 anos no NewsMuseum

O programa Prova Oral, da Antena 3, celebra 15 anos e o apresentador, Fernando Alvim veio até ao NewsMuseum conhecer os três pisos de mediatismo e entrevistar alguns dos nossos visitantes mais jovens. Para assinalar a efeméride foi desenvolvida uma aplicação, disponível para os sistemas operativos iOS e Android, sobre os momentos mais marcantes deste programa radiofónico.

 

Festas de Aniversário que são Notícia!

O NewsMuseum conta com várias atividades, jogos e experiências adaptadas ao aniversariante. Uma festa temática e que promete ser uma experiência inesquecível no mais inovador e moderno equipamento cultural em Portugal. Saiba como fazer a festa de aniversário do seu filho aqui.

 

Artigo Poynter

“Trust Project” é uma iniciativa mundial, lançada recentemente, que visa ajudar a reconstruir a confiança da população no geral nos grupos de comunicação social. O projeto estabelece padrões de transparência que avaliam a qualidade e confiabilidade do Jornalismo. Saiba mais aqui.

 

Vi e Gostei

Sofia Branco é a atual Presidente do Sindicato dos Jornalistas Português, uma instituição parceira do NewsMuseum. Descubra aqui a sua opinião sobre a maior Media Age Experience da Europa.

 

Entrevista  

André Ramos

André Ramos é atualmente jornalista de política na TVI e TVI 24. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, com especialização em televisão pelo CENJOR, já trabalhou na RTP, CMTV, Correio da Manhã e colaborou com a Organização das Nações Unidas. Veja aqui a entrevista deste mês.

 

Luís Paixão Martins

Quando Balsemão quis acabar com a ANOP e acabou por acabar sem Marcelo

Os jornalistas da minha geração sabem da importância que a Agência ANOP teve no Portugal “provisório”, o período de quase uma dezena de anos algures na 2ª metade da década de 70 e 1ª da década de 80. 

Quando Balsemão quis acabar com a ANOP e acabou por acabar sem Marcelo

Os jornalistas da minha geração sabem da importância que a Agência ANOP teve no Portugal “provisório”, o período de quase uma dezena de anos algures na 2ª metade da década de 70 e 1ª da década de 80.

Os jornalistas da minha geração sabem da importância que a Agência ANOP teve no Portugal “provisório”, o período de quase uma dezena de anos algures na 2ª metade da década de 70 e 1ª da década de 80.

Era, de longe, a principal fonte de notícias dos Media portugueses, com uma redação qualificada e numerosa, cobertura própria do território nacional e dos pólos da lusofonia e representações das principais agências internacionais.

Em 1982, o Governo Balsemão projetou destruir a ANOP, mas, como a agência tinha sido criada pela Assembleia da República, decidiu pôr em prática um plano da pólvora: criar uma segunda agência (a Notícias de Portugal, NP), num modelo público-privado, deslocar para lá parte dos fundos do Estado e um contingente importante da redação da ANOP e esperar que esta “apodrecesse”.

Na biografia de Francisco Pinto Balsemão, de Joaquim Vieira, é o próprio então secretário de Estado da Comunicação Social, o político fugaz José Alfaia, quem recorda o processo que iniciou “imbuído das melhores intenções”.

Havia “uma grande pressão pelo défice orçamental”, justifica, embora os espíritos fracos como eu não consigam perceber como meter o Estado a financiar duas – em vez de uma – agências de notícias resultaria numa poupança. E havia “um princípio importante que era a desgovernamentalização” – e, de facto, a NP, uma parceria pública-privada, contribuiria mais para esse objetivo já que a ANOP era 100% pública.

“Não podíamos extinguir a ANOP porque tinha sido criada por Lei da Assembleia da República (do tempo do Vasco Gonçalves), que, portanto, o governo não podia revogar”, confirma Alfaia pelo que nasceu o plano de o Estado promover o nascimento de uma concorrente da “sua” agência.

“A nova agência, prossegue, viria buscar recursos humanos à ANOP. Havia o compromisso de recrutarem o máximo e ia-se esvaziando a ANOP. Assim nasceu”.

Alfaia afirma lembrar-se de “andar aos gritos no Palácio Foz” no dia em que foi assinada a escritura. Ou seja, confirma que um governante, um representante do Estado, ficou todo contente por ter feito criar uma entidade concorrente com aquela que tutelava.

E estava descansado da parte da Oposição porque, segundo diz, Almeida Santos, do PS, a quem comunicou previamente, lhe garantiu: “Tudo o que for feito para acabar com a ANOP, nós não vamos levantar problemas”.

Visto assim à distância não parece desonroso para a reputação de independência e de autonomia noticiosa a agência nacional ser um alvo a abater quer pelo governo quer pela oposição institucional.

O plano Balsemão / Alfaia passava pela liquidação da ANOP, embora isso seja prudentemente omitido pelo secretário de Estado, mas o golpe fatal nunca chegou a ser dado porque o Presidente da República, Ramalho Eanes, vetou o diploma de extinção.

Joaquim Letria, que era então portavoz da PR, tinha, a dada altura, instado o governo a “cessar qualquer ato destinado a extinguir a ANOP”.

Balsemão fez ouvidos mocos à recomendação de Belém e, em 1983, o governo que queria desgovernamentalizar a Comunicação Social viu aumentar as participações do Estado nos Media com a entrada no capital da NP, além de ter mantido a ANOP.

Este episódio, no entanto, não chegaria ao final sem a cena da saída de Marcelo Rebelo de Sousa do governo de Francisco Pinto Balsemão.

Dá-se a circunstância de que, em determinado momento do processo, estar agendado um debate parlamentar sobre o tema, para o qual eram esperadas as presenças do tal secretário de Estado que teve a ideia, José Alfaia, e de Marcelo Rebelo de Sousa, que titulava com a categoria de ministro a pasta dos Assuntos Parlamentares.

Marcelo escolheu esse dia para apanhar o vôo de Londres, a fim de poder ir a uma conferência em Oxford, e o pobre do Alfaia, que não tinha a mínima experiência parlamentar (entre outras debilidades) ficou sozinho entregue aos bichos, perdão, aos deputados da Oposição.

Houve quem reclamasse, devido à importância do assunto, a presença do primeiro-ministro, mas Balsemão não compareceu.

“De modo que aquilo foi realmente um massacre”, recorda Alfaia.

“Lixado” com Marcelo, o coitado do secretário de Estado não se contém e dá uma entrevista a fazer queixinhas de Marcelo. Este, entretanto regressado e invocando a sua costela de analista político, terá comentado a Balsemão: “É mau para si em termos de liderança ter um membro do governo a bater noutro, e logo um secretário de Estado a dizer isto de um ministro. Portanto, demita o secretário de Estado e depois o ministro”.

Balsemão chamou os dois a São Bento e, no final da audiência, recorda Marcelo, “chegámos cá fora (aos jornalistas) a dizer que éramos todos amigos, uma coisa patética”.

Marcelo esperou uns dias e esperou pelas vésperas das eleições autárquicas para abandonar o governo, com direito a fuga de informação para o Expresso, claro.

A ANOP sobreviveu ao Governo Balsemão e a vários outros e veio, mais tarde, a ser fundida com a NP na LUSA. O decreto de extinção foi publicado em… 2014.

André Carvalho Ramos

André Carvalho Ramos é atualmente jornalista de política na TVI e TVI 24. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, com especialização em televisão pelo CENJOR, já trabalhou na RTP, CMTV, Correio da Manhã e colaborou com a Organização das Nações Unidas. Veja aqui a entrevista deste mês.

André Carvalho Ramos é atualmente jornalista de política na TVI e TVI 24. Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, com especialização em televisão pelo CENJOR, já trabalhou na RTP, CMTV, Correio da Manhã e colaborou com a Organização das Nações Unidas. Veja aqui a entrevista deste mês.

Qual foi o acontecimento mediático que mais o marcou?

A crise de refugiados na Europa é o acontecimento mediático que mais me marcou e ainda marca. Por isso mesmo, tive a iniciativa de no ano passado ter começado a fazer a cobertura jornalística deste assunto. É chocante ver pessoas a perderem a vida de forma trágica no mar Mediterrâneo ou no mar Egeu, é chocante tentar adivinhar a difícil travessia que já fizeram para ali estarem num bote de borracha e, agora, já em terra firme na Europa, é chocante ver as condições em que vivem e que nos deveriam envergonhar a todos. Esta é certamente a maior tragédia humanitária deste século e a Europa continua a agir como se não tivesse, durante mais de 50 anos, lutado tanto pela conquista dos Direitos Humanos.

Qual é, atualmente, na sua opinião, o maior obstáculo que os jornalistas enfrentam no exercício da profissão?

O financiamento dos órgãos de comunicação social é o principal problema. A crise económica e financeira empurrou os grupos detentores de órgãos de comunicação social para uma situação frágil que ainda atravessam e isso empurra também os próprios jornalistas, sobretudo as novas gerações, para situações insustentáveis: baixos salários, contratações precárias e ausência de investimento que permita ter as condições certas para trabalhar em histórias de maior relevo.

O que acha da disseminação das fake news por órgãos de comunicação social?

O fenómeno das fake news tanto pode ser a vontade gratuita de um sujeito gerar entropia na discussão pública sobre um assunto como uma vontade deliberada de alterar opiniões com factos falsos. Mais do que nunca o papel do jornalista é importante como a única fonte em quem confiar, daí considerar cada vez mais essencial uma comunicação social forte nas nossas sociedades, como garante de uma democracia saudável e funcional, onde os cidadãos fazem escolhas conscientes e fundamentadas em factos. Dificilmente as fake news deixarão de existir e cabe aos órgãos de comunicação social verificar duas e três vezes todas as informações que veiculam, não embarcar em “alternative facts” e não deixar que a obsessão pela rapidez de serem os primeiros a dar a notícia absorva etapas de verificação. Para não serem parte integrante da entropia gerada pelas fake news o jornalismo deve fazer aquilo que desde sempre lhe compete – jornalismo.

Qual o seu conselho para os jovens estudantes que pretendem seguir Jornalismo?

A determinação é fundamental num mercado de trabalho saturado. É preciso ter consciência que as oportunidades são escassas, as condições oferecidas pouco satisfatórias e a exigência cada vez maior. É preciso ler muitos jornais e sites, ouvir muitas rádios, ver muita televisão e muito cinema. Ficar parado com o conhecimento com que se sai de uma universidade ou politécnico não é suficiente e é essa necessidade constante de aprender que torna a profissão tão especial. Para seguir uma carreira em jornalismo é preciso transformar o esforço em determinação, é preciso coragem para nunca desistir e é também preciso ter amor verdadeiro ao trabalho. A partir do momento em que se é jornalista, é fundamental escolher uma área de especialização e a partir daí começar a contar histórias e dar notícias.

NewsMuseum celebra 15 anos do programa Prova Oral

A edição  especial dos 15 anos da Prova Oral realizou-se no NewsMuseum, em Sintra, um museu dedicado às notícias, aos Media e à Comunicação.

Veja aqui a transmissão.

A edição  especial dos 15 anos da Prova Oral realizou-se no NewsMuseum, em Sintra, um museu dedicado às notícias, aos Media e à Comunicação

A 8 de março de 2012, o Brasil escutava a sentença do antigo dono da baliza do Flamengo: 22 anos de cadeia.

Em 2013, na sua primeira entrevista concedida a partir da prisão, Bruno Souza foi perentório: «A verdade é que eu não mandei matar a Eliza».