Joana Reis
A jornalista da editoria de política da TVI e investigadora foi a entrevistada deste mês. Joana Reis deu ainda o seu contributo para a curadoria do jornal O Bites, do NewsMuseum.
A jornalista da editoria de política da TVI e investigadora foi a entrevistada deste mês. Joana Reis deu ainda o seu contributo para a curadoria do jornal O Bites, do NewsMuseum.
Qual foi o acontecimento mediático que mais a/o marcou?
O 11 de setembro de 2001. Vi, em direto, na televisão, o embate do avião com uma das Torres Gémeas, mas a imagem que nunca mais me saiu da cabeça foi a das pessoas cobertas de cinzas e ferimentos que fugiam pelas ruas, folhas aos milhares que esvoaçavam pelos destroços. Foram dias muito intensos a acompanhar toda a cobertura mediática.
Qual é, atualmente, na sua opinião, o maior obstáculo que os jornalistas enfrentam no exercício da profissão?
A falta de tempo para ir à procura de histórias, para investigar e para digerir a informação, que obriga a que tudo se resuma à espuma dos dias e ao “dar primeiro a notícia”. E as redações que se debatem com falta de recursos humanos e com falta de memória histórica.
O que acha da disseminação das fake news por órgãos de comunicação social?
É preciso explicar 30 mil vezes à sociedade civil e aos jovens estudantes de jornalismo a diferença entre o que escreve um jornalista e o que debita qualquer um nas redes sociais. Levando a sério as fontes, o enquadramento e o apuramento dos factos, as fake news deixam de trilhar caminho.
Qual o seu conselho para os jovens estudantes que pretendem seguir Jornalismo?
Interessem-se, informem-se, cultivem-se, leiam jornais. A verdade e os factos acima de tudo, apurando todos os pormenores com rigor e isenção, para não enganar ninguém. E não baixar os braços, antes arregaçar as mangas.
Em poucas palavras descreva a sua experiência no NewsMuseum?
Uma lufada de ar fresco na homenagem às notícias e a tudo de bom quanto se faz no jornalismo, aos que marcam a história e a vida do país.