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A visita dos professores do Colégio do Amor de Deus

A 7 de julho, os professores do Colégio do Amor de Deus tornaram-se alunos e embarcaram numa viagem pelo sistema mediático no NewsMuseum

Maria Lamas foi uma defensora dos Direitos Humanos e dos direitos das mulheres. Inscrita desde 1936 na Associação Feminina para a Paz, foi um membro notável do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, do qual foi presidente em 1945. Mais tarde é obrigada a optar entre o Conselho e a revista Modas & Bordados. Em 1947 declara-se publicamente feminista.

A sua atividade libertadora de consciências e identidade desafiava os ideais do Antigo Regime. Não obstante, a sua oposição é intensificada quando, em 1949, ingressa nas organizações políticas Movimento Democrático Nacional (MDN) e Movimento de Unidade Democrática (MUD). Maria Lamas participa ativamente em algumas campanhas eleitorais, nomeadamente na campanha do General Norton de Matos à Presidência.

As suas atividades foram consideradas subversivas, motivo pelo qual foi perseguida e presa pela ditadura até que partiu o para o exílio em Paris, de onde voltou apenas em 1969.

No regresso, adere ao PCP (Partido Comunista Português) e torna-se Diretora Honorária da revista Modas & Bordadose da revistaMulheres.

Em 1980 é agraciada com o Grau de Oficial da Ordem da Liberdade e em 1982 é homenageada pela Assembleia da República.

 

 

Maria Lamas foi jornalista, escritora, tradutora – uma investigadora autodidata na História das Mulheres do Portugal contemporâneo.

Morreu a 6 de dezembro de 1983. Uma portuguesa notável e  uma cidadã europeia do século XX.