Incêndio do Chiado
Cerca das 3 da manhã da noite de 25 de agosto de 1988, um incêndio deflagrou nos antigos armazéns Grandella do Chiado. Em poucos minutos, o fogo avançou sem dar tréguas, espalhando-se pelas ruas envolventes, pelas lojas e edifícios que rodeavam os antigos armazéns e pela noite dentro.
A 25 de agosto de 1988, o coração de Lisboa acorda em chamas. A recém-criada TSF é o primeiro meio a reportar do Chiado. É também a primeira cobertura em direto da RTP.
Onde estavam os jornalistas quando o incêndio teve início?
Como procederam à sua cobertura?

O primeiro jornalista a chegar ao local foi Nuno Roby, da Rádio TSF. Acordou a meio da noite com os gritos da população e ao ver o fogo da sua janela, dirigiu-se para o local do incêndio, de onde ligou para redação a partir de uma cabine telefónica.
Às 05:27 da manhã, a rádio TSF fazia a primeira emissão em direto do local, com Nuno Roby a descrever o cenário como “fogo assustador, o Chiado é um braseiro”
O Centro de Proteção Civil sabe do incêndio pela rádio TSF.
Oito minutos depois é alertado pelos bombeiros.
Lisboa começa a acordar.
Vários jornalistas dirigem-se para o local do fogo.

Por volta das 7 da manhã, os jornalistas da TSF começam a ligar para a redação a partir do local.
Dizem: “Estou aqui, o que é que eu faço?”
Francisco Sena Santos, Emídio Rangel e a sua equipa, depressa organizam e dividem os jornalistas pelas ruas de Lisboa, cobrindo toda a área afetada.
Entre outros, José Manuel Mestre é o repórter itinerante. Ao longo do dia fará vários diretos a partir de vários pontos do incêndio.