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Prova Oral – Antena 3

Em entrevista à Prova Oral, Rodrigo Moita de Deus, diretor do NewsMuseum, dá a conhecer este espaço, localizado em Sintra, dedicado às notícias, aos Media e à Comunicação.

Prova Oral – Antena 3, 31/05/2015

Em entrevista à Prova Oral, Rodrigo Moita de Deus, diretor do NewsMuseum, dá a conhecer este espaço, localizado em Sintra, dedicado às notícias, aos Media e à Comunicação.

 

 

Estamos a 15 de maio de 1957, a edição d’O Primeiro de Janeiro estava quase a fechar quando recebeu o anúncio de um filme que a produtora demorou a enviar.

Recebido, foi diretamente enviado para a composição sem passagem pela Censura, como explica pacientemente Manuel Pinto de Azevedo Júnior, num ofício dirigido à direção dos Serviços de Censura.

Parecia inofensivo…mas, não era. Sob o título «Raparigas de Hoje», em exibição no cinema Batalha a partir dessa noite, contava o drama das raparigas do hoje da altura com os seus problemas, sonhos, ilusões, esperanças e aventuras. O que desafiava os «bons costumes» da época era o facto de as raparigas levantarem a saia até à cintura.

O coronel de serviço considerou a publicidade «contrária à moral», sugerindo que o jornal fosse sancionado por publicação de materiais não submetidos ao visto.

 

 

Raúl Rego e Vítor Direito são outros dos nomes do jornalismo de combate português. Mais novos e menos discretos que Manuel Pinto de Azevedo Júnior assumiram posições claramente antagonistas ao Antigo Regime.

Raúl Rego foi diretor do República e Vítor Direito fez parte da equipa. Ambos denunciavam os procedimentos inquisitoriais feitos pela Censura aos jornais.

A 9 de fevereiro Raúl Rego é entrevistado por José Pedro Castanheira para o Expresso  e sobre esta questão afirmou: «O República praticamente não dava notícias: tudo o que fosse suscetível de ser cortado não dava. Era uma teoria. Ora não se compra um jornal apenas pelas ideias que ele tem ou defende: um jornal compra-se sobretudo pelas notícias que dá».

A coluna de Raúl Rego chamada «momento», no jornal República, era a mais lida e a que mais influenciou os homens que fizeram mais tarde o 25 de abril de 1974.

Vítor Direto igualmente combativo nesta época, fundou em 1979 o jornal Correio da Manhã.