Reportagem E2 – RTP2
O Museu que imortaliza as boas e as más notícias, homenageia os grandes nomes da Comunicação e que faz os visitantes sentir-se parte da Rádio e da Televisão. O programa E2, da RTP2, visitou o NewsMuseum a 31 de maio. Reportagem
O Museu que imortaliza as boas e as más notícias, homenageia os grandes nomes da Comunicação e que faz os visitantes sentir-se parte da Rádio e da Televisão. O programa E2, da RTP2, visitou o NewsMuseum a 31 de maio. Reportagem
Pinto de Azevedo Júnior herdou o jornal do pai, Manuel Pinto de Azevedo, que o comprara com outros sócios em 1923.
No entanto ao contrário do pai, que era um empresário de sucesso, o seu coração pulsa sobretudo com as vicissitudes do Primeiro de Janeiro. Os negócios da vinha, as fábricas nunca o motivaram. Era o jornal que o fazia mexer e assim foi até à sua morte.
Manuel Pinto de Azevedo Júnior nasceu em 1905 e tornou-se diretor do jornal em 1937. Foi diretor desta publicação até 1976. Até final desta década, viveu a dois passos da redação, no n.º 326. Toda a sua vida concentrou-se naquele quarteirão.

No Porto, nesta época, as leituras d’O Primeiro de Janeiro eram divididas com jornal O Comércio do Porto, do qual Bento Carqueja – um grande benemérito da época foi diretor e grande impulsionador. Legado que deixou para as direções seguintes.
Ainda assim, O Primeiro de Janeiro alcançou um maior protagonismo quando em 1870, em plena Guerra Franco-Prussiana e bem antes da direção de Manuel Pinto de Azevedo Júnior, aceitou receber telegramas dos alemães ao contrario da concorrência que apenas recebia notícias dos franceses. Em consequência, quando os alemães entraram em Paris, apenas os leitores d’O Primeiro de Janeiro estavam atualizados do desenrolar da guerra.
Com esse prestígio a tiragem passou de 3 mil exemplares, em 1870, para 15 mil no final da mesma década.
De mãos dadas com a inovação que vira na Bélgica, no tempo em que lá viveu, Pinto de Azevedo Júnior decidiu modernizar O Primeiro de Janeiro, tornando-o pioneiro na introdução da máquina de escrever na redação.
Diretor exímio tornou O Primeiro de Janeiro num jornal de referência que, além de lucrativo, de circulação elevada e repleto de publicidade, foi uma escola de jornalismo para muitos gerações de jornalistas. a «escola do Janeiro», como alguns destes lhe chamavam.
Abriu as portas à cultura e a partir de 1945 permitiu que os grandes pintores nacionais da época pudessem expor as suas obras no piso térreo do edifício do jornal. A sua dedicação no desenvolvimento da imprensa portuguesa marcou todos aqueles que com ele convieram.
Em Lisboa, a preocupação com o melhoramento do grafismo nos jornais também era um assunto prioritário. Neste assunto, José Joaquim Silva Graça, diretor d’O Séculoe empresário foi responsável pela renovação das artes tipográficas, da fotogravura e da impressão nas publicações sob a sua alçada. Além d’O Século, criou Suplemento Humorístico e a revista Ilustração Portugueza. Pinto de Azevedo Júnior tinha assim um parceiro e rival na inovação e empreendedorismo.
